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Pulando em cima

por Fernando Zocca, em 07.05.15

 

Um bafafá imenso formou-se na sessão ordinária da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta última quarta-feira (6/5).
O deputado federal Roberto Freire (PPS) discutia com Orlando Silva (PCdoB) sobre as medidas provisórias do ajuste fiscal, quando houve a intromissão de Jandira Feghali (PCdoB).
Roberto Freire então, tocando-a no braço, afastou-a do local onde debatia com Orlando Silva.
A deputada Jandira, sentindo-se agredida, indignando-se, puxou um coro, composto por mulheres, que entoava: "Violência contra a mulher, não é o Brasil que a gente quer".
Em seguida o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) tomando o microfone afirmou: "Mulher que participa da política e bate como homem, tem que apanhar como homem também".
Virgem Santa!!!! Desse momento em diante, era só ameaça de processo e pedidos de abertura de procedimentos, dentro e fora da Câmara, que voava por todos os lados.
Comentei esse acontecimento com uma pessoa e ela me respondeu dizendo isso:
"Tem mais é que bater mesmo. Imagine você se duas vigaristas se reúnem debaixo da janela do seu quarto e, de propósito, diariamente, durante semanas a fio, te provocam insolentemente. O que é que você faz? Vai chamar a polícia? No mínimo você deve sair e conversar com as mulheres.
Agora, se você for atacado com tapas e xingado, não vai reagir, só porque é mulher? Pula em cima, amigo!"
Fiquei pensando se é válida ou não a noção de que mulher de nível educacional/cultural inferior, insuficiente para contê-la, quando ingressa num círculo economicamente mais vantajoso que o seu, e persevera nos erros, merece ou não, maior severidade no trato.
No final concluí que sim. Aquele meu confidente comparou a situação das provocadoras debaixo da janela, àquela em que um cidadão é atacado, no meio da rua, por um cão cujo dono o deixa, por dias e noites, defronte a sua casa.
Então, a vítima não vai se defender chutando ou jogando pedras no bicho agressor, só porque é um cachorro, e tem lei que condena os maus tratos aos animais?
Ou os intrometidos, enxeridos e agressivos moradores de um quarteirão, podem fazer o que querem, atacando as pessoas, destruindo a propriedade alheia, e não devem depois, receber as penas da lei, só por dizerem ser deficientes mentais?
Ou os menores de 16 anos não podem ser incriminados por não terem a capacidade de entender os descalabros que cometem?
A cada um segundo as suas obras, meu amigo.

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publicado às 13:28

O besouro desocupado

por Fernando Zocca, em 16.09.14

 

Existem certas perturbações mentais que desproveem seus portadores de todo e qualquer tipo de sono. 

Esse tempo livre e desconfortável, durante as madrugadas, enseja também, dentre outras, aquelas manifestações conhecidas como as DR ou "Discutir a relação".

As tensões daqueles momentos sofridos fluem nos lamentos, mas também nas brincadeiras que se faz com o ronco da vizinha gorda. 

O insone doido possui tanta energia que considera ter poderes para controlar até o pobre cachorro pernas curtas do velho besouro desocupado.

Há os que, depois das arengas das madrugadas, se aquietam, diferentemente dos hiperativos incansáveis, querelantes reinvidicativos, na verdade psicóticos incuráveis. 

Sob a análise do especialista, desnuda-se a origem genética do mancebo ignóbil, acrescida à má educação, ao analfabetismo, ao uso dos estupefacientes e da acumulação de toda a crueldade do mundo. 

Com exceção dos "loucos de todo gênero", dos menores e incapazes, todos são responsáveis e respondem por seus próprios atos. 

Essa positividade legal decorre da presunção do legislador de que a pessoa comum teria o chamado livre arbítrio. Ou seja, o sujeito diante da escolha entre o bem e o mal, é livre pra decidir. 

Assim, o bater com violência, frequentemente a porta da tapera, tossindo ruidosamente, sem ter doença nenhuma, com a intenção, única e exclusivamente de mexer com a vizinha roncadora, não teria outra motivação do que a escolha da maldade existente nas próprias entranhas abusadoras. 

Da mesma forma o velhote, besouro antigo, que durante as madrugadas insones se dedica a praguejar e a amaldiçoar os proprietários da casa da qual ele - o inseto coleóptero - deve pagar os alugueres, tem como motivador a escolha das próprias malignidades que lhe habitam o íntimo.

Os equívocos ou erros de quem quer que seja não são autorizadores das ações vingativas. 

O chamado "exercício arbitrário das próprias razões" é crime e faz parte dos linchamentos vergonhosos decorrentes do descrédito nas autoridades constituídas.

Mesmo que os eleitores desejem jogar no lixo aquele politico sanguessuga, ou espancar o padrasto irresponsável, que violentou o enteado e deflorou a enteada - menores de idade -, não convém que isso seja feito. 

Aos trogloditas idiotas, as consequências legais das suas idiotices. 

 

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publicado às 23:21

Padrão de Vida

por Fernando Zocca, em 12.09.14

 

 

 

 

Os embustes demoníacos do PSDB, em Piracicaba, foram ineficientes para destruir os que lhe fizeram oposição. 

Há alguns anos estes senhores, que há décadas ocupam os postos de mando político na cidade, prendiam, arrebentavam e matavam os que ousassem dizer-se-lhes contrários. 

Hoje, devido as mudanças tecnológicas, sociais e políticas o expediente mais empregado - em oposição aos que protestam contra a destruição do meio ambiente, os engarrafamentos nas grandes cidades - ainda é, dentre outros, a desagregação familiar. 

E para isso não economizam energia na criação dos factoides causadores de rejeição, bem como na instigação das situações destruidoras das formações familiares.

Apesar de não haverem ainda condenações judiciais, nos casos de superfaturamentos, nas obras dos metrôs e trens de São Paulo e Brasília, ocorridos nos governos de Mário Covas, José Serra e Gerando Alckmin - todos do PSDB -, os indícios são de que sem os tais ilícitos não haveria a conclusão dos projetos. 

Nesta guerra entre PSDB e PT, (elite, empresários, empreiteiros, latifundiários, industriais, versus o proletariado), que desgasta, cansando parte da mídia, surge uma terceira alternativa representada por Marina Silva.

Mas o que faria a mais, esta candidata, se não fosse manter a representação e as diretrizes das políticas propícias aos interesses dos que embasam o atual governo federal?

O que pode mais fazer a senhora Marina, que se for para o segundo turno com Dilma, certamente receberá o apoio do derrotado Aécio Neves, além do que tem feito o PT, em benefício da população menos contemplada financeiramente?

Bolsa escola, família, vale cultura, faculdades de medicina, programa mais médicos, minha casa minha vida, transposição das águas do rio São Francisco, que arrepiaram os cabelos dos que ouviram pela primeira vez as propostas, antes das implantações, podem deixar de ter as características populares, feições próprias dos seus criadores? 

Trocando o certo pelo duvidoso, quem garantiria que as orientações desenvolvimentistas não fossem mais direcionadas aos trabalhadores e sim às elites proprietárias, industriais, fazendeiros e donos das grandes áreas de terras?

Quando oposição o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pregava (escrevendo livros, artigos nos jornais, nas revistas, lecionando e discursando), a política objetivadora de mais conforto e bem-estar para as classes mais humildes.

Entretanto ao assumir o poder, que o fez por oito anos, privatizou instituições, favoreceu ações que hoje em dia resultam na intransitabilidade das grandes capitais, e da consequente deterioração dos padrões de vida.   

Ou seja, mudou de opinião o então presidente da república; pediu que esquecessem o que ele escreveu e pregou. Foi ouvido e o PSDB governou por tanto tempo chegando ao que chegamos agora. 

Depois do senhor Henrique Cardoso, Lula governou por dois mandatos. O sucesso da sua política ensejou a eleição de Dilma, cujas ações políticas autorizam-na a conduzir a nação por mais uma gestão. 

Mentira tem pernas curtas. Os conceitos embasadores das opiniões dos senhores políticos tucanos de Piracicaba são equivocados. Laboraram e governaram durante todos esses anos fundados em falsidades. 

Excluíram, segregaram e se omitiram nos vergonhosos assédios morais, baseados nas patranhas. Cometeram injustiças terríveis, irreparáveis.

Devem dar a vez aos que, apesar de terem companheiros atingidos, sempre tudo fizeram em benefício do povo brasileiro. 

 

 

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publicado às 20:49

O galã salvador

por Fernando Zocca, em 17.11.13

 

 

O cara que casa com puta não tem sossego. Ele precisa provar a toda hora que é o mais macho, o mais rico, o mais esperto e o mais poderoso que qualquer mocinho do quarteirão ou da TV.


Se o fulano, considerado rival, desce a rua a pé, ele o incauto, deve mostrar que é muito mais valoroso, fazendo ostensivamente o mesmo trajeto, mas de carro.


As inquietações do carente afetivo chegam a ponto de atazanar insuportavelmente a tal querida a fim de ela diga quem foi o primeiro a lhe inaugurar o placar quando desfrutava os prazeres da vida fácil.


E você acha que ela vai lembrar?


Essa espécie de cafetão bondoso sofre só de pensar que a sua dindinha nutre afeto pelo galã salvador da novela das 9.

 

Imagine como ficaria a alma do atormentado se a ela reaparecessem os caras de quem ganhava o dinheiro nas noites quentes dos motéis afastados.


Muita gente duvida, (mas muita gente mesmo), que terapias ou psicoterapias teriam alguma eficácia em serenar a mente tão agitada do cafetão mor da puta arrependida.


Quando desconfia que a mulher o trai, o sujeito passa a desejar toda sorte de doença aos supostos rivais, maldizendo-os incansavelmente.

 

Cafetão que é cafetão não vai à missa ou faz caridade. O máximo que ele pode fazer é dedicar-se à bruxaria para ver o fim daqueles que detesta.


Não erra quem diz que o tal inquieto não dorme, não se alimenta corretamente e que sua performance na cama, com a parceira rodada, não é lá essas coisas.


Talvez o encaixe da rameira, na família do pimpão, tivesse o objetivo de tirá-la da tal vida amargurada com a qual envergonhava a todos os seus parentes.


Acontece que se esqueceram de lhe dizer que a mudança de status deve ser acompanhada de mudança de atitudes. Assim o que ela fazia durante a vida na prostituição, deve agora ser evitado.

   

Se a moçoila reside com o mancebão e com ele tem filhos, deve aprender a cumprimentar os vizinhos, dizer bom-dia, boa-tarde e boa-noite.


Jesus Cristo demonstrou a sua preferência pelos pobres, prostitutas, doentes e cobradores de impostos. Entretanto esse fato não deve justificar a impunidade para os crimes cometidos por eles.  

 

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publicado às 18:06

Rasgando duplicatas e promissórias

por Fernando Zocca, em 21.06.13








Na sala de aulas lotada com alunos de sete anos.

Zezinho levanta o dedinho indicador, da mão direita, e pergunta para a professora, que escrevia na lousa, o texto que copiava de um livro.

Zezinho: Dona, existe o verbo miar?

Professora: (arregalando os olhos azuis, fitando-o por cima dos óculos) Imagina, menino. Quem mia é gato. Que arte é essa? Já pensou em conjugar o verbo miar?

Zezinho: É verdade que a vaca muge? 

Professora (irritada) É verdade. Mas a nossa aula de hoje não é sobre girolanda ou gatos e seus miados. Mas sim de matemática. Presta atenção.

Zezinho: (levantando-se e com o caderno na mão) Dona, quanto é 1 + 7 + 5 + 4?

Professora: (irritadíssima) Cala essa boca menino. Olha que eu mando esse apagador na sua cabeça. 

Zezinho: (sentando-se) E depois a senhora manda tirar um raio-x da minha moleira?

A professora desiste de falar com o menino. Ela volta-se e continua escrevendo a tabuada do 2 no quadro negro.

Zezinho: A senhora tem um fusca?

A mestra coça a cabeça; ajeita os cabelos brancos e os óculos sobre o nariz, mas não responde.

Zezinho: Meu pai comprou um fusca branco. Veio lá de Natal, no Rio Grande do Norte. A senhora já andou de fusca? Minha mãe disse que custou só R$ 1.990. A senhora acredita?

A professora nervosíssima, coloca o livro sobre a mesa, o giz no quadro negro e sai da sala. Quando volta vem acompanhada pelo inspetor. Todos os demais alunos iniciam uma conversa que se generaliza. Burburinho.

Professora: (apontando o Zezinho) É aquele ali.

Inspetor: Vem pra cá moleque. 

Zezinho levanta-se e, com bastante medo, caminha em direção ao funcionário.

Zezinho: (olhando, de baixo para cima, o rosto do homem) O senhor vai morder o meu pescoço que nem o morcego; que nem o Drácula?

Professora: (dirigindo-se ao inspetor) O que é que eu faço com este menino?

Inspetor: Deixa comigo.

O funcionário e o menino saem. Na sala da inspetoria o homem manda o garoto sentar-se na cadeira postada defronte a sua mesa.

Inspetor: O que é que está "pegando", garotinho?

Zezinho: E eu sei lá? É verdade que o Batman é um morcegão dentuço?

Inspetor: Você não para quieto. Vou falar pra sua mãe te levar pra médica. Conhece a Rita?

Zezinho: Que Rita?

Zelador: A Rita Linna. Conhece?

Zezinho: Não. Eu conheço o Billy Rubina e um amigo do meu pai que chama Silly Kone.

Inspetor: (irritado) Olha, vou chamar a sua mãe e pedir que ela, no mínimo, te leve a um psicólogo. 

Zezinho: Minha mãe já me levou, mas ele não quis mais me ver; disse que ficou muito atrapalhado comigo. O senhor é maestro?

Zelador: Que mané maestro, moleque?

Zezinho: Maestro é o que rege a orquestra. O regente. Já ouviu falar?

Inspetor: (carimbando as cadernetas dos alunos) Não tenho nada com maestros, regentes. Fique quietinho. Já vai dar o sinal do fim das aulas. Você já vai embora.

Zezinho: O senhor já andou de ônibus?

Zelador: É claro. 

Zezinho: Minha mãe falou que pegou um ônibus e tinha um morcêgo tipo Drácula lá dentro. O  senhor acredita?

Inspetor: Hã-hã. 

Zezinho: Então... Ela falou que a manicure, que estava com ela, disse que o morcego só andava de ônibus. E que o motorista bateu nele com uma vara de bambu. Sabe aquelas varas de pescar mandi?

Entra uma faxineira varrendo o chão. Passa a vassoura sobre os pés do menino, que se levanta rapidamente. A mulher vê uma moeda de R$1 no chão, abaixa-se, pega-a, certifica-se que os demais não notaram e a guarda no bolso.

Faxineira: (olhando para o forro) Ganhei do meu vizinho.

Zezinho: (apontando a mulher) Ela é uma bruxa? É verdade que o Jonas ficou três dias na barriga da baleia? O senhor conhece o Jonas? É verdade que o Jonas é um ladrão e que por isso fugiu e depois  disse pra mulher que a baleia tinha engolido ele?

A faxineira sai da sala. 

Zezinho: Minha mãe falou que o diretor da escola rasga notas promissórias e duplicatas.

Inspetor: Olha deu o tempo. Terminou. Por hoje chega. Vai. Volta para a tua classe, que já deve estar vazia, pega as tuas coisas e vai para casa.

O menino caminha em direção à porta mas para e volta.

Zezinho: Qual é a diferença entre 100, cem e sem? 

Inspetor: (muito irritado) E eu sei lá moleque?

A professora entra na sala.

Professora: (bem calma; passa a mão na cabeça do menino) E aí garotinho, melhorou? Toma tuas coisas.

Zezinho: (saindo) Melhorei. Meu tio Richard vem me buscar. Conhece o tio Richard?

Inspetor: (desolado e choroso) Minha Nossa Senhora. Que maldade eu fiz pra merecer este castigo?

Professora: Não é brinquedo não. Te cuida linguarudo.

Desce o pano.

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publicado às 12:52

O Tabique

por Fernando Zocca, em 30.04.13
Fenômenos estranhíssimos estão acontecendo em Piracicaba. Pelos sinais observados, oriundos das atitudes dos senhores detentores do poder, parece-nos que há muita coisa oculta, prestes a se revelar.

Nem mesmo a nulidade total, do decreto do executivo, que majorou os preços das passagens dos ônibus foi suficiente para fazer as tarifas voltarem aos patamares anteriores.

O executivo, apesar de ter nas mãos a planilha dos custos (receita e despesas) do transporte coletivo, posterga sem razões aparentes, a sua publicação.

Enquanto isso, na Câmara de Vereadores, completamente modernizada com equipamentos de última geração, os eleitores testemunham os embates causados pelas correntes distintas de pensamento.

Para o cidadão piracicabano médio, não representa ofensa nenhuma, às leis religiosas, o negar-se a se levantar durante uma leitura da Bíblica sagrada.

No entanto, para a atual presidência, o assunto é tão sério, mas tão sério, que deve levar o desobediente para fora das dependências do plenário a manu militari.

As revoltas, os protestos públcos promovidos pelo Sindicado dos Bancários, o mandato do vereador Paiva (PT), e outras entidades civis foram intensificados exatamente por não terem os cidadãos interessados obtido informações satisfatórias, fornecidas pelo poder considerado autoritário.

Entretanto, ao contrário de tranquilizar a população, agindo com lisura depois, o poder fecha-se em copas, isolando-se, numa vã tentativa de manter-se incólume, abrigando as arbitrariedades.

A colocação de um tabique separador dos legisladores do público que comparece, para assistir as sessões da Casa de Leis, soa a tentar livrar-se das possíveis consequências da má condução dos negócios públicos.

Então os interessados na verdade precisam pedir ao Judiciário, com Mandados de Segurança, que o prefeito explique em quais bases fundamentou-se para elevar os preços das tarifas.
 
Todas estas ações não podem significar outra coisa do que a existência de atos condenáveis, ardentemente desejados de que permanecam ocultos.

Só pode ser.

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publicado às 20:20

Estereotipia

por Fernando Zocca, em 20.04.13

 

 

Os responsáveis pela baderna num quarteirão nunca estão sozinhos.  Na verdade eles são o resultado dos costumes do lugar; portanto, representam a amostra do todo, que é semelhante.


O explodir bombas, incendiar objetos deixados nas calçadas, depredar quase completamente imóveis desocupados, formar turbas agressoras, destruir arbustos ornamentais, e o atacar pessoas de forma indireta, não podem ser feitos sem uma grande quantidade de parentes e simpatizantes colaboradores.


Na frente da casa onde moram, os baderneiros apresentam uma realidade amena, sociável e pacífica. Mas lá no fundo, no quintal, nas trevas, a coisa é bem diferente.


Geralmente a personalidade múltipla, hipócrita, falsa, é o resultado da morfologia, da genética inusitada, ensejadoras dos tais seres despolidos que, para se manter precisam menosprezar, atacar verbal e fisicamente os outros.


Sobre a base morfológica própria, na maioria das vezes temperada com muito álcool, tabaco e drogas ilícitas, formam-se as personalidades hostis, querelantes, analfabetas, dissimuladas, reivindicantes, obstinadas e cruéis, muito cruéis.


O resultado não pode ser outro do que a deterioração do lugar onde vivem.


A condescendência das autoridades com os pequenos delitos, relevados pela compaixão, gerada pelo inusitado morfológico e a miséria espiritual, tende a engrandecer o potencial agressivo dos delinquentes.


As mulheres assim formadas conhecidas como "abelhas' são astuciosas, dominadoras, alcoviteiras, intrometidas e desenvolvem a chamada fala automática, que em contraposição à escrita também automática, passam a maior parte do tempo repetindo (estereotipia) persistentemente palavras e frases sem sentido.


Padres, pastores e doutrinadores são ineficazes na socialização com os ensinamentos religiosos.


O recrudescimento destes núcleos hostis, numa cidade, depende das politicas relacionadas à saúde mental, educação e segurança do município.


Infelizmente (a verdade seja dita) o PSDB, durante esse tempo todo que esteve no poder, aqui em Piracicaba, laborando sobre premissas falsas, surreais, bizarras, nada fez objetivando a tranquilização.


Lamentável.

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publicado às 15:53

O Acumulador Compulsivo

por Fernando Zocca, em 11.04.13
 Local mantido por um acumulador compulsivo. Foto: Mais Você/Rede Globo


 
O programa Mais Você, da Ana Maria Braga, exibiu hoje a matéria que conta a realidade dos chamados acumuladores compulsivos.
São pessoas que ajuntam coisas, por acharem que um dia, precisarão delas.
Estas personalidades mantêm, na casa ou apartamento, desde animais, como cães e gatos, até jornais velhos, papelão, latinhas, revistas velhas, roupas, panos, madeira, objetos usados e muito, mas muito lixo.
O ajuntamento ganha tamanha proporção que todos os espaços da residência são ocupados, prejudicando a locomoção pelo ambiente, facilitando a criação de baratas, ratos, proliferação de doenças e a exalação de maus odores.
Uma das mais graves consequências sociais deste tipo de  perturbação é o afastamento dos familiares, e dos vizinhos, deixando o acumulador  praticamente isolado.
A diferença entre o colecionador e o paciente portador da afecção é bastante pequena, havendo a possibilidade de o colecionador de selos, livros, gibis, carros antigos e camisas de times, por exemplo, tornar-se um acumulador compulsivo com todas as características peculiares.
A aglomeração de coisas, feitas por estes portadores do TOC (transtorno obsessivo compulsivo), baseia-se também na possibilidade futura de um ganho financeiro com elas.
Perceba que a compaixão, suscitada pelo abandono e fragilidade dos animais, embasa também as ações resultantes em manter, no ambiente da morada, uma grande quantidade de cães e gatos.
As doenças e o desconforto advindos com a ausência da higiene podem afetar além do já combalido acumulador compulsivo, os parentes e também os vizinhos mais próximos do local onde se ajuntam o chamado "reciclável".
Aqui em Piracicaba já houve caso em que o paciente mantinha um carro deteriorado estacionado, defronte ao prédio onde morava entulhado com objetos completamente apodrecidos.
Por ser uma questão que envolve a saúde pública, interesses difusos e coletivos, se o próprio agente causador do transtorno, ou seus parentes mais próximos, não conseguem solucioná-lo, cabe ao poder público o uso das prerrogativas previstas na legislação específica.
 

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publicado às 15:11

Contra os Cruéis, a Crueldade

por Fernando Zocca, em 23.01.13



Não pode o rico saber o que sente o pobre, pois seus ambientes, hábitos e consumo, são bem diferentes.


Nem mesmo os experts nos exercícios da empatia seriam muito assertivos ao descrever estas realidades tão distintas.


É bem por isso que os mais afortunados não entendem, ou custam muito a compreender, os reclamos das pessoas mais humildes.


Para os saciados, que desde que acordam têm suas necessidades básicas satisfeitas, é complicado imaginar gente que não usa, ou muito raramente, vale-se diariamente, dos produtos destinados à higiene pessoal.


Como é que o sujeito habituado a ir e a voltar do trabalho, usando o carro, pode se solidarizar com o semelhante que precisa acordar muitas horas mais cedo, pra esperar o ônibus e gastar um tempão extra nos seus deslocamentos?


Não tem como o milionário achar que o aumento da tarifa de ônibus possa ser prejudicial ao trabalhador que percebe um salário mínimo mensal.


Uma cidade governada por milionários, com certeza, terá dificuldades em desenvolver programas básicos de saúde, transporte público, segurança e educação para o povo.


Então você pode ver na urbe muito asfalto novo, pontes, viadutos e dezenas de outras obras feitas com cimento, cal, areia, água, brita e ferro, mas com os atendimentos bastante deficientes, naqueles setores desamparados.


Os milionários que governam a cidade deveriam gastar um pouco do seu rico tempinho em visitar a periferia, atestar como anda a recepção nos postos de saúde, o que sente e pensa o usuário do transporte coletivo, o que dizem as crianças que se alfabetizam e o que acham as que deixaram as escolas.


Ser pobre não é demérito nenhum. Mas às vezes esta condição social é usada para justificar as mais cruéis formas de agressão e expressão da malignidade dos portadores das terríveis afecções mentais.

Contra os cruéis a sociedade deve usar a crueldade. Não tem como ser diferente. Não tem como pacificar, educar e sanar, se não for assim.

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publicado às 11:53

As Gazelas Assustadas

por Fernando Zocca, em 16.01.13

 

 

A ignorância, a má educação, a grosseria e a incivilidade são sempre os resultados de alguma coisa. E esta não poderia ser outra do que a politica vigente numa localidade.


Se os mesmos políticos, dedicados há décadas, a desenvolver planos, traçarem metas e a dirigir os destinos das pessoas, numa determinada região, estão atentos única e exclusivamente às questões relativas às obras que envolvem o cimento, o tijolo, a areia, e o concreto, com certeza neste local, não haverá bons modos e nem tantas gentilezas.


E onde impera a estupidez, o turista geralmente, não é bem recebido. Pode ter a certeza.


Veja então que se o tal gabinete se dedica a atender aos usuários dos transportes individuais, gastando o tempo, o dinheiro e a paciência do cidadão com asfalto, pontes, viadutos e prédios voluptuosos, não poderá satisfazer as demais necessidades da população, relacionadas aos transportes públicos, à segurança, à saúde, e nem mesmo à educação.


Desta forma a selvageria, a incivilidade e a estupidez, tornam-se notáveis características, que destacam grande parte da fauna da região.


Estudos psicológicos apontam que a incivilidade e a grosseria, além de serem manifestações do inculto, teriam por base a personalidade frágil, sensível e bastante medrosa.


E essas reações animalescas, bem selvagens mesmo, nada mais seriam do que os jeitos próprios de se defender, daqueles muito delicados, que se sentiriam ameaçados.


E não deixa de haver quem creia e diga que, debaixo da pele de todo machão amedrontador, existe sempre uma gazela assustada.


É impossível não relacionar a incivilidade com a deficiência intelectual, e esta, com as más formações genéticas, resultados dos cruzamentos consanguíneos.


É certo que se pode muito bem civilizar idiotas. Educá-los. Mas se os governos só gastam dinheiro com pontes, viadutos e concreto isso é praticamente impossível.


Piracicaba que o diga.

 

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publicado às 19:13


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