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Um pouco mais de sensatez

por Fernando Zocca, em 25.09.11

 

 

                            É bom que não haja escândalos numa comunidade, numa cidade; mas ai daqueles que os causarem.

             Hoje em dia, pode haver escândalo maior do que fartar-se com os bens adquiridos com o dinheiro que se furtou dos cofres da administração?

             Quando o homem eleito pelo povo trai a sua confiança, subtraindo para si a riqueza comum, edifica uma carência de recursos que farão falta no suprimento das necessidades da população.

             Ou seja, sem o dinheiro, que foi para a conta particular do senhor prefeito, do senhor vereador, do senhor deputado, do senhor governador, não haverá meios para pagar as despesas que as instituições públicas teriam ao garantir a saúde, a educação e a segurança dos cidadãos.

             Então se conclui que quanto mais enriquecido se torna o tal político, mais miserável, mais analfabeta, mais doente, desdentada e mais insegura, ficará a população que o elegeu.

             Isso ainda acontece, nos dias atuais, em decorrência da conhecida crença de que “todo mundo rouba” impunemente. A ostentação, a mudança de vida, propiciada pelo enriquecimento ilícito, incentiva a todos a praticarem os mesmos delitos.

             Você pode perceber quando um partido político prioriza mais as coisas do que as pessoas ao notar a construção de pontes desnecessárias, o asfaltamento das ruas já calçadas e outras obras suntuosas, em prejuízo também dos salários dos servidores municipais.

             A construção de presídios e de fábricas de automóveis tem o seu preço. Quase todos sabem qual é. O que se pede é um pouco mais de equilíbrio, de justiça, de sensatez.


25/09/11

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publicado às 10:13

Danos Morais

por Fernando Zocca, em 24.11.10

 

               Você consegue imaginar a dimensão dos danos morais que o médico Roger Abdelmassih causou nas suas 39 vítimas?

 

                Proprietário de uma das clínicas mais famosas e caras de São Paulo, especializada em fertilização, Roger se aproveitava da inconsciência das pacientes, para praticar estupros e abusos sexuais.

 

                As consultas caríssimas, só permitiam o acesso à clínica, de mulheres com grande poder aquisitivo. Pacientes ricas e lindas mais a suposta inconsciência foram fatores estimulantes, despertadores da sanha criminosa no doutor.

 

                As queixas contra o comportamento doentio do médico não foram feitas por uma única paciente. As vítimas desse crime talvez tenham sido muito mais numerosas do consta na denúncia do Ministério Público paulista.

 

                Mas somente 39 delas conseguiram ser ouvidas tanto na delegacia de polícia, quanto no juízo da 16ª Vara Criminal de São Paulo.

 

                Consta dos autos que o tarado, aproveitando-se da sonolência das pacientes, induzida por hipnóticos e anestésicos, praticava atos e cometia outros abusos de ordem sexual.

 

                As vítimas, no momento da perpetração dos delitos, usavam somente camisolas hospitalares e, na posição deitada, para a aspiração de óvulos, sofriam as consequências do comportamento psicótico.

 

                A juíza Kenarik Boujikian Felippe da 16ª Vara Criminal ouviu mais de 200 testemunhas num processo que chegou a 10.000 páginas.

 

                Na sentença, prolatada ontem (23/11), baseado em tudo o mais que dos autos constava o veredito: 278 anos de prisão.

 

                De acordo com as normas, que regem o processo penal, o réu pode pedir um novo julgamento, que aguardará em liberdade.

 

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publicado às 12:32

Dançando pra ser feliz

por Fernando Zocca, em 03.09.10

 

 

                           Os males causados pelo sedentarismo são terríveis. Muito tempo parado provoca o aumento da quantidade de gordura no corpo, e com isso a pressão arterial se altera perigosamente.

                   Além disso, o diabetes pode surgir trazendo consequências funestas. Quem tem juízo sabe que os exercícios físicos são indispensáveis para manter tanto a saúde corpórea quanto a mental. Já diziam os antigos: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em corpo são).

                   Ou seja, você terá cabeça boa, quando seu corpo estiver bem equilibrado.

                   Acontece que as situações vividas nesse mundo atual, como por exemplo, a necessidade de passar horas e horas sentado, ocupado com os trabalhos burocráticos, impediria a pratica regular da atividade física.

                   Os especialistas, entretanto recomendam pelo menos algum tempo diário, dedicado às caminhadas. Essa atividade regularia o metabolismo, produzindo as endorfinas necessárias ao bem estar.

                   Agora, se nem mesmo as caminhadas são possíveis, então a alternativa muito útil para mantê-la sempre saudável, seria sem dúvida nenhuma a dança.

                   Não tenho nada contra as danças, nas tais baladas da vida, mas o inconveniente do uso das bebidas alcoólicas, tornaria o fator saúde mais vulnerável.

                   Portanto o dançar regularmente numa academia, além de fazer bem ao corpo e à mente, ajuda também na facilitação dos relacionamentos interpessoais.

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publicado às 00:13

O mísero raio X

por Fernando Zocca, em 31.08.10

 

                      Nós sabemos todos que a política desenvolvida no Estado de São Paulo, não está mesmo dando certo.

 

             Mas, quais seriam os sinais indicativos de que a situação está ruim? É só observar, por exemplo, o que acontece com o ensino público.

 

             Comprovamos o fracasso das diretrizes tucanas, nesses tempos horríveis, observando a desestruturação das escolas públicas, vendo o defasamento dos salários dos professores, constatando o desmonte da organização escolar e presenciando o aprendizado das crianças, que não acontece.

 

             Outro sinal importantíssimo, indicativo de que o que eles, os bicudos fazem, não está dando certo, é a insensibilidade aos apelos do funcionalismo do judiciário.

 

             Alguém já testemunhou uma greve tão longa igual a essa, de mais de 171 dias, no Poder Judiciário?  Esses problemas todos, que trazem prejuízos enormes, pra toda sociedade brasileira, teriam na sua gênese, o equivoco de priorizar, não as pessoas, mas sim a matéria inanimada.

 

                É preciso também substituir esse modo de encarar, de conduzir a saúde pública, tornando-a mais eficiente. Onde já se viu tamanha trabalheira, tamanho descaso com o sofrimento do pobre, que precisaria de uns míseros raios X?

 

             E tem mais: nós achamos que se a filosofia do governo federal está dando certo, beneficiando a tantos milhões de brasileiros, com a bolsa escola e a bolsa família, por que então não as instituir no Estado de São Paulo?

              

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publicado às 14:47

Questão de Saúde Pública

por Fernando Zocca, em 08.01.10

 

               Tenho dito que num bairro periférico sempre há os loucos mais atrevidos. Desse tipo que atira tijolos sabe-se que o desconforto no próprio lar é um fator enlouquecedor de estresse. A  imundície nas dependências da casa, o aglomerado de muita gente e a crença nas seitas satânicas, torna a vida, especialmente das crianças, bastante sofrida.
                Quando o pai e a mãe já não conseguem mais o controle do filho problemático e da nora analfabeta, percebe-se que a atividade econômica do patriarca, encontra-se numa encruzilhada, prestes a cerrar as portas.
                O sustento do tal núcleo familiar problemático, que gera desconforto aos vizinhos, dependerá então, da pensão alimentícia que um dos filhos da concubina percebe, por força da decisão judicial. A própria comunidade, alertada para os transtornos emergidos naquele centro, e distribuidos ao bairro todo, se precaverá ao prestar auxílio material até que o comportamento se coadune com as normas da boa educação.
                Uma enorme discussão envolvendo o fechamento dos hospitais psiquiátricos, ocupou a atenção dos especialistas do setor, durante algum tempo, levando boa parte deles a conclusão de que o simples servir como asilo ou “depósito de loucos”, não seria humanitário e nem mesmo terapêutico.
                Então como proceder nesses casos de comportamento desviante, reinvindicativo, hostil, ameaçador e inconformado? Pode uma comunidade sujeitar-se às suscetibiidades do grupamento malfeitor que se escora nas crenças do satanismo?
                Na vizinhança desse modelo de família problemática, a rotatividade das pessoas que alugam as casas, mudam-se e logo depois partem, rescindindo os contratos, é enorme. Considera-se neurotizante, enlouquecedor até, a contiguidade a esse tipo de associação. Poucas famílias conseguem ficar por muito tempo, nas proximidades.
                O poder público pouco se importa com a existência dos confliltos. As possíveis soluções não serviriam como troféus ou conquistas a serem exibidas nas prováveis campanhas eleitorais futuras.  Não renderiam prestígio e muito menos votos.
                Paciência, dizem alguns. É preciso ter paciência com crueldade alheia. O alcoolismo, considerado uma doença relevante, geradora desse tipo de situação, precisa ser tratado. A integridade moral, física e patrimonial das demais pessoas, viventes no entorno, depende da argúcia dos terapeutas públicos.
                Na verdade o problema é um desafio  àquelas autoridades sanitárias do município que se preocupariam, de verdade, com o bem estar da população. Antes mesmo da ufania que a metástase dessa infecção, possa causar nas ideologias políticas do momento, a cura poderá trazer consigo a distinção e os méritos reservados aos bons médicos.
 
 

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publicado às 11:46


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