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A Política do Passarinho

por Fernando Zocca, em 24.08.10

              Você já participou daquelas reuniões que mais parecem torneios de canto de canários? Sabe aquelas disputas entre pássaros, promovidas por passarinheiros, nas quais vencem os piu-pius que calam a todos os demais, com os seus gorjeios?

 

            Por incrível que pareça isso existe e não está longe de nós. Na verdade não interessa muito o conteúdo do “canto” do tal plumoso. Ele deseja provar a si mesmo, e aos outros ouvintes, que é o mandão naquela “gaiola”.

 

            Os garganteios são vazios de razão, e o calar do oponente, significa a ascendência da sua vontade, das suas orientações. Essa transferência do comportamento dos pássaros, para as relações humanas, tem como motor o predomínio politico.

 

            Se há alguns anos passados, calava-se a oposição com a violência física, hoje se observa a aplicação dessa técnica, inspirada nos torneios de passarinhos, para a conquista daquela sensação de superioridade. Pode-se afirmar ainda, ser esse procedimento arraigado, em alguns grupos, os resquícios do autoritarismo, daqueles famosos e antiguíssimos coronéis de antanho.

 

            Quando o tal bípede inicia o seu pipilar, procura impedir qualquer manifestação semelhante, que possa vir de outros bicos. Na verdade o plumoso, chatíssimo por sinal, teria sérias dificuldades em ouvir os semelhantes.

 

            A intensidade, a frequência e a constância dos cocoricós, nas reuniões, indicariam a tentativa de negar a existência de outros prováveis cantos diversos, compostos por conteúdos mais palpáveis.

 

            Não existiria a mecânica do ping-pong. Sabe aquele jogo em que a bola é lançada de um jogador ao outro? No manejo desse bípede enrustido, só ele lança as bolas. Ninguém mais pode fazê-lo.

 

            Podemos também comparar esse comportamento, obsoleto e deficiente, com as cascatas. O jorro vem só de um lugar. Isso, meu amigo, é coisa de gente descompensada, prepotente, orgulhosa, que precisa rever, com urgência urgentíssima, suas posturas desatualizadas, ou procurar a ajuda de especialista.

 

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publicado às 14:42

Durvalina cobra caro pelo aborto

por Fernando Zocca, em 15.06.10

              Durvalina, a barra pesada do bairro, será procurada hoje por Fátima que está grávida e deseja fazer um aborto.

 

                Na verdade as duas já se encontraram antes, mas Fátima ficou assustada com o preço do “serviço”; prometeu batalhar para conseguir o dinheiro e poder voltar.

 

                A moça, que engravidou por descuido, enganou a mãe dizendo que ia ao médico. Pegou o dinheiro da consulta e volta agora para pagar a Durvalina.

 

                No primeiro encontro ocorrido na sala da casa da dona Durvalina a conversa foi assim:  "Ai, meu docinho, sem dinheiro não dá, coração... sabe, eu tenho as minhas despesas, não posso fazer 'de grátis'... Caridade é só na Igreja, meu anjinho, mas acho que lá eles não vão resolver o seu problema..."

 

                Por ai já se pode ver que essa tal de dona Durvalina não é muito fácil; não é flor que se cheire. Ela fará o aborto em Fátima?

 

                Veja no flagrante abaixo o momento em que a dona Durvalina pede R$ 1.200 para fazer o aborto na Fátima.

 

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publicado às 14:32


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