Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Cunhados

por Fernando Zocca, em 10.02.14

 

 

 

O profeta João Batista foi decapitado, a mando de Herodes, porque o denunciava por relacionar-se ilegitimamente com a sua cunhada, a bela Herodíades. 

 

Herodíades era casada com Filipe, irmão de Herodes, e tinha uma filha lindíssima, certamente desejada pelo tio.

 

Então Herodes pediu para a sobrinha que, numa festa concorridíssima, dançasse para ele; em troca lhe daria qualquer coisa que ela quisesse, inclusive até metade do seu reino.

 

Então a menina, diante da centena de convidados, dançou. 

 

Em seguida a moça aproximou-se da mãe (Herodíades) e perguntou o que ela deveria pedir em troca, ao rei.

 

Herodíades, que também estava chateada com as acusações verdadeiras de João Batista, mandou que a menina pedisse ao tio a cabeça do profeta, já preso.

 

Realmente, Herodes mandou um guarda à prisão e este consumou o crime.

 

Relacionamentos entre cunhados não são infrequentes. Na história recente da política brasileira, houve o caso de um ex-presidente que se engraçou pros lados da lindíssima esposa do seu irmão.

 

Irritadíssimo com os avanços, o marido foi a público e denunciou os esquemas financeiros fraudulentos que, comprovados, resultaram no impeachment do mandatário presidencial.

 

A mãe do presidente deposto, em decorrência da repercussão dos fatos na sociedade brasileira, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral), vindo a falecer um ano depois da instalação da doença.

 

O próprio irmão do deposto, marido da mulher cobiçada, também sofreu um ictus, falecendo em pouco tempo.

 

Não se enganaria quem dissesse que o causador de todos esses transtornos foi o ciúme.

 

Esse assunto, ciúme, vem sendo um dos temas centrais da novela Em Família do dramaturgo Manoel Carlos.

 

Então você pode perceber como Helena (Bruna Marquezine) transtorma a cabeça do Laerte (Guilherme Leican), provocando nele a ebulição do ciúme. 

 

Laerte não se controla, e isso serve de reforço para Helena, que vê nos problemas criados pelo ciumento - brigas e ataques de fúria - uma fonte de prazer.

 

Assim como na vida real e na dramaturgia, esse tipo de interação, de ação e reação, pode acabar mal. Os dois lados envolvidos carecem de moderação: a manipuladora precisa conter-se, torturando menos o cara que a ama. E ele deve no mínimo, ao ser provocado, não dar tanta relevância às insinuações.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:39

Os fiapos nos dentes

por Fernando Zocca, em 25.06.10

                     Sabe aquele fiapo de manga, laranja ou cana que fica entre os dentes depois que se consome aquelas coisas? É chato, não é?

 

                    Mas tem gente que ao invés de passar o fio dental, ou escovar os dentes, tenta tirá-los com a língua, promovendo um ruidozinho tenebroso.

 

                    Aqueles gestos, além de ineficazes  na limpeza bucal, servem também para incomodar o sujeito que está ao seu redor.

 

                    Se o provocador, imbuído daquele “espírito de porco” incontestável, notar que consegue perturbá-lo, pode ter a certeza de que você presenciará a chateação por um longo tempo.

 

                    Talvez o vizinho ruidoso, naquele momento, numa espécie de transe, tenha voltado ao tempo em que era carroceiro, conduzindo sua carroça, puxada pela égua branca, na estrada de chão batido.

 

                    Quem é que poderia dizer não estar o “chupador de dentes” sentado na boléia do seu veículo, carregado com as pesadas sacas de açúcar de 60 kg, dirigindo-se à estação ferroviária mais próxima?

 

                    E quem garantiria não serem aqueles ruídos, feitos com os lábios, incentivos carinhosos à sua cavalgadura, a fim de que não esmoreça na faina?

 

                    No campo de futebol a provocação suplanta esse procedimento tênue. Lá no gramado verde valem os xingamentos à baixa voz, as puxadas na camisa, “paulistinhas”, cotoveladas nas costelas e gritos no ouvido.

 

                    Tudo o que desejam os provocadores, tanto aquele tomado pelo “espírito de porco”, quanto o jogador medíocre de futebol, é a reação do provocado.

 

                    Você se lembra de como reagiu Zinedine Zidane, ás provocações do jogador italiano, que ao passar por ele, maldizia-lhe a mãe e a irmã?

 

                    Reagiu com uma cabeçada violenta que lançou ao chão o maledicente. Em consequência Zidane foi expulso e a Itália papou o campeonato.

 

                    No caso do “espírito de porco” a intenção dele é mostrar, para as demais pessoas, que o provocado não merece qualquer tipo de consideração.

 

 

Aviso: o blog http://laranjanews.blog.terra.com.br deixa de publicar momentaneamente os links de jornais, revistas, blogs e outros, na capa por motivos de ordem técnica.

    

Ibope: Dilma passa Serra pela primeira vez

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:43


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D