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Praia

por Fernando Zocca, em 22.07.15

 

Rio de Janeiro 03 07 a 18 de 07 de 2015 034.JPG

 

Não é muito aconselhável ir à praia no inverno. Mas se você for, saiba que encontrará situação bastante desconfortável.
A começar pelo céu cinzento, carregado de nuvens, que emoldura o local, até o frio da areia que lhe cobre os pés, o ambiente não se prestaria a outra coisa que não fosse o realce do desprazer.
Ao se aproximar você já sente o vento frio, constante, constritor, vindo das águas. Na sua presença parece que ele pede e você vai ingenuamente entregando logo tudo: primeiro tira o calçado, as meias, o jeans, soltando em seguida a blusa e a camiseta.
De bermudas você pode até, com o olhar, buscar mais alguém que tenha chegado ali, naquele ponto crítico, sofrido. Não estranhe se não houver nada além de alguns incautos e duas dúzias de pombos.
O inesperado, gélido feito o mármore das tumbas, prossegue então solicitando-lhe novos desafios: mas e a água gelada; a espuma das ondas? Sim... Mas e a areia que afunda sob as pisadas?
Apesar de tudo você perceberá que o vermelhão do seu rosto, o desalinho dos seus cabelos, o roxeado da sua pele - realíssimos - não são ficção nenhuma.
Se a sua coragem foi suficiente para fazê-lo avançar até molhar os pés verá que nas suas pernas algumas bolhas demoram pra escorrer.
O som da arrebentação e o movimento constante das ondas podem atordoá-lo. E se você não ultrapassou as bandeirolas informativas de que o local é impróprio para o banho ou natação, é melhor ir se atirando de corpo e alma.
Do contrário, meu amigo, saia de fininho, fingindo consternação. "Entregar o ouro" da saúde, assim, de mão beijada, pro frio bandido, não é nada inteligente.
Praia no inverno não é nada bom.

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publicado às 12:37

O Sumiço da Roda

por Fernando Zocca, em 01.09.12

 

 

Na manhã de terça-feira Janaína sentiu a necessidade de caminhar um pouco a fim de arejar as ideias, e livrar-se do incomodo que lhe dava o tédio.

Ela então, resolvendo sair sozinha, embarcou no Sandero GT Line vermelho e, com muita atenção ao trânsito, dirigiu-se ao Shopping que sempre lhe garantia bons momentos de satisfação.

Sentindo que seu carro estaria bem protegido, no estacionamento imenso, daquele novo centro comercial, ela bem à vontade, pôs-se a caminhar sobre o piso reluzente, ornado com figuras de traços finos.

Janaína andava lentamente, desfrutando o prazer que sentia ao observar as vitrines das lojas, especialmente preparadas para atrair e satisfazer os consumidores.  

No final de uma caminhada longa ela entrou numa loja e, com o senso estético bastante apurado, comprou três blusas e duas calças jeans.

Ao sair a jovem encontrou-se com a velha e querida amiga Marie de Lurdes a moça alta, loura, cabelos cacheados, que trajava, naquele momento, um vestido verde leve, com alças estreitas e decote generoso.

- Vi você na praia ontem. Eu te chamei, gritei seu nome, mas você não me ouviu. – Disse Marie beijando a amiga.

- E por que não foi falar comigo?

- Estava com pressa. Tinha hora marcada com o advogado. Você sabe não é? Eu me separei do Gaby.

- Eu não sabia. Não deu mesmo pra segurar a onda? – interessou-se Janaina ajeitando as sacolas que trazia na mão.

- Não. O cara ficava cada dia mais violento. As crianças não podiam nem brincar que ele agredia todo mundo. Estava cada vez mais louco. – Marie ao falar sentiu seu rosto avermelhar-se.

- É verdade mesmo que Gaby tem problemas neurológicos? – quis saber Janaina.

- Você sabe não é? O pai dele já não era flor que se cheirasse. Tinha uma genética ruim e ainda por cima não parava com o uísque. Eu pedia, a toda hora, que ele deixasse o maldito vício, mas não tinha jeito.

- Ele não combinava com o Marcelo, seu filho mais velho? – Indagou Janaina.

- Você sabe que o Marcelo é enteado do Gaby, não é? O pai do Marcelo é o Messias, aquele frouxo que não serve nem pra pagar a pensão alimentícia em dia.

- Eu sei. Sei também que eles nunca se deram bem. O Gaby odeia o Marcelo. Mas é verdade que agora estavam se espancando?

- Sim. É verdade. – confirmou Marie. – Não sabia mais o que fazer ou a quem recorrer até que me orientaram a procurar um advogado e foi o que fiz. O Gaby não queria a separação. Mas eu sai de casa e fui morar com a minha mãe. Enquanto isso o doutor fez um processo litigioso. Saímos da audiência lá do Fórum separados.

- Desejo boa sorte pra você Marie. Tomara que agora você encontre alguém que te faça feliz. – disse Janaina afetuosamente beijando a amiga.

- Tudo de bom pra você também, amiga. Acho que agora teremos paz. – Marie sentiu um aperto esquisito no peito e lágrimas escorreram-lhe pela face.

Segurando com firmeza suas sacolas Janaina caminhou durante alguns minutos entrando na área do estacionamento; ao aproximar-se do seu carro notou que a roda traseira direita fora furtada.

Muito Indignada ela ligou para o marido, contando o acontecido.

-         Não saia dai. Estou chegando daqui a pouco. – Vociferou Perez ao telefone.

Perez chegou depois de uma hora encontrou-se com a esposa, e foram conduzidos, por um dos seguranças do estacionamento, á presença do gerente que se negava a reconhecer a responsabilidade pelo furto bem como a obrigação de indenizar o cliente.

Enquanto discutiam Janaina esperava ansiosa e cansada.

-         Sinto muito seu Perez, mas não podemos pagar por uma coisa que não fizemos. Temos avisos por toda a área do estacionamento informando que não nos responsabilizamos por furtos ou danos que possam ocorrer nos carros.

-         Bastante estressado Perez resolveu discutir o problema no judiciário. Chamando Janaina eles iniciaram a caminhada até onde parara seu carro.

-         Vou chamar o guincho pra levar o seu, Janaina. – disse Perez acionando o celular.

Satisfeito por se ver livre momentaneamente do problema, o gerente horrorizou-se ao perceber que um odor fortíssimo de gás emanava das aberturas e frestas do chão do corredor todo, onde se localizava a gerência.

Enquanto corria desesperadamente pelos corredores do shopping, agitando os braços acima da cabeça, o gerente esgoelava:

-         Seu Perez, dona Janaina, pelo amor de Deus. Vamos resolver logo esse assunto. Ligo agora mesmo para a concessionária mandando vir a roda que sumiu.

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publicado às 18:58

No Lugar da Caveira

por Fernando Zocca, em 16.02.12


 

                   Você já imaginou que, com esse calor, há momentos em que nada mais causaria tanto prazer, do que o de beber aquela água de coco, numa praia bela?

       A gente sabe que pra frequentar praias, entrar no mar e ver-se com as ondas, para quem não está acostumado, pode ser muito, mas muito perigoso mesmo.

       Quantas pessoas, bastante jovens ainda, não tiveram a boa sorte ao tentar enfrentar o desconhecido, a força das águas, e sucumbiram num fim trágico?

       Pois todo cuidado é pouco. A gente sai alegre, por exemplo, numa excursão, viaja tranquilo, na esperança de se divertir e depois, voltar revigorado, mas o imprevisto pode acontecer.

       E não adianta tentar culpar esse ou aquele. Que tristeza maior ferroaria tanto o coração materno, do que a de saber que seu filho querido, não sobreviveu à força de uma corrente marítima?

       Mas, apesar de toda a angústia, de toda aflição e melancolia, a vida segue dando a certeza da imortalidade do espírito, da alma.

       A dor da mãe que perde um filho querido pode ser comparada à de Maria, ao ver seu filho crucificado no lugar da caveira.


 16/02/12

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publicado às 18:43

Insuflando as Velas

por Fernando Zocca, em 09.04.11


 

                    - A impressão que a gente tem é que a maioria dos políticos possui muita habilidade em resolver só seus problemas pessoais. Nada mais que isso. – disse Wilson Regente depois de se sentar ao lado de Janaina na praia deserta.

                    A moça, trinta anos mais jovem do que ele, acomodada sobre a canga colorida, alisava os cabelos úmidos. Ela chegara mais cedo ao local do encontro, combinado na noite anterior.

                    - E você acha que eles deveriam resolver os problemas de quem mais? – inquiriu ela passando, lentamente, protetor solar nos braços.

                    Regente notou que o céu estava nublado e nem o mormaço era suficiente para avermelhar a pele.

                    - O vento está bem chato. – concluiu o músico, cofiando a barba longa, depois de ajeitar os cabelos que lhe cobriam os ombros.

                    - Já fazem muita coisa se conseguem resolver os próprios problemas. – Janaina percebeu o desconforto dos lábios ressecados, umedecendo-os com a língua.

                    - A conciliação, às vezes, fica difícil. A gente envelhece e não consegue demonstrar simpatia, arrependimento ou dar qualquer outro sinal de que não deseja tanta guerra.

                    - Sabe o que eu acho? As pessoas próximas de quem litiga assim, por tanto tempo, não são tão hábeis nessas questões de apaziguamento. – reforçou ela.

                    - Eu estou bem arrependido de ter socado a mesa do cara. Você sabe: achei que era muita exploração. A gente se dedica tanto nas composições e depois vem esse desprezo do produtor. É foda! Você viu, não é? Investi o valor de um carro importado no CD e o que a gente tem de volta?

                    - Cara! Não é nada disso. Você está buscando simpatia, reconhecimento, algo de fora, de outro alguém. Não é por aí. – indignou-se Janaina.

                    - Na verdade estou me doando, me entregando, aderindo ao seu progresso, sucesso, insuflando a sua vela e não espero nada de volta. É assim que deve ser? – perguntou o amigo com alguma tristeza no semblante.

                    - Eu penso que seja assim. Haveria, por acaso, outra maneira de não vivenciar tantos tormentos?

                    Wilson aproximou-se dela enlaçando-a com os braços. O beijo ardente só foi interrompido pelo vendedor ambulante que oferecia biscoitos e água fresca.

09/04/2011.

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publicado às 14:46

Os Bailes de Carnaval

por Fernando Zocca, em 02.02.11

 

 

                                               Jorge sentia-se estranho naquela cidade. Ele viera para uma festa de aniversário da prima Helen que a recebera muito bem na manhã do dia anterior.

 

                        O rapaz caminhava só pela calçada ruminando os bons momentos da festa que tivera muita gente, flash e animação.

 

                        Ele não dormira bem à noite por causa do excesso de bebida, mas, mesmo assim ao acordar, naquela manhã de terça-feira, resolveu andar pelo calçadão da orla. O sol aquecia bastante, despontado no céu límpido.

 

                        - Por que a Helen não fez a festa no final de semana? – perguntava Jorge num solilóquio discreto, enquanto observava, através das lentes dos seus óculos de sol, algumas pessoas que se divertiam nas ondas verdes.

 

                        O turista andava distraído e surpreendeu-se quando alguém ao se aproximar por trás disse:

 

                        - Ei Jorge, já cedo assim acordado? Não passou bem durante a madrugada? – Era o empresário Cristiano que também participara das comemorações do décimo nono aniversário da Helen. Ele vinha no mesmo sentido caminhando mais rápido.

 

                        - Ah, oi, como vai? – respondeu Jorge ao voltar-se – Eu bebi muito. A ressaca é enorme. Não passei bem o resto da noite, mas logo melhoro – concluiu.

 

                        - Achei esquisito a Helen desperdiçar o sábado e o domingo pra fazer a festa. Ela escolheu justamente a noite de segunda-feira. Não é estranho? – indagou Cristiano ajustando a velocidade dos seus passos a dos de Jorge.

 

                        - É, gente rica tem suas manias -  explicou o turista. – E depois, levantando a pala do boné vermelho: - Mas como tem gente bonita nesta praia hein? Veja como as mulheres caminham harmoniosamente. Parece que desfilam naquelas passarelas.

 

                - Sim, tem muita gente sarada e bela por aqui – resumiu Cristiano percebendo o suor que lhe empapava a camiseta - Vamos caminhar mais rápido?

 

                Os dois homens seguiram céleres pelo calçadão quando avistaram um gorducho que, de short amarelo, camiseta preta, boné verde e chinelos brancos, arrastava uma mala preta enorme ao atravessar a avenida em direção à praia.

 

                - Veja só aquela figura! – assustou-se Cristiano chamando a atenção do companheiro – não é o Leonel?

 

                - Não conheço nenhum Leonel – respondeu Jorge desviando-se de um esqueitista, que saíra sem querer, da ciclovia.

 

                - Você não imagina o que esse cara aprontou num baile de carnaval no ano passado. Meu amigo, que vergonha! Que vexame – enfatizou Cristiano.

 

                - Nossa! Foi tão grave assim? – quis saber o amigo.

 

                - O sujeito chegou cedo ao salão, bebeu todas e mais algumas, depois no meio daquele povo todo, começou a passar a mão na busanfa da mulherada.

 

                - E ai? Deram-lhe um cacete? – indagou Jorge.

 

                - Botaram o cara pra fora do baile. Ficou deitado na calçada de tão bêbado que estava. Mas pode uma coisa dessas?

 

                - Pô, mano, que papelão! – concordou o turista.

 

                - E, olha, não foi aquela a primeira e a única vez, não. Houve outra, no mesmo esquema. No baile dos periquitos, ele mandou ver a mão boba nas coxas do mulherio. Parece que o sujeito não pode beber.

 

                - O pessoal instiga e ele entra de gaiato. Na verdade é um panaca, um palhaço – arriscou Jorge com a sua análise.

 

                O calor aumentava por volta das onze horas. Eles haviam chegado defronte ao prédio da Helen.

 

                - Quando você volta pra casa? – indagou Cristiano.

 

                - Talvez amanhã à noite – respondeu Jorge num tom de despedida.

 

                - Tem ainda muitas compras pra fazer? – brincou Cristiano afastando-se.

 

                - É, meu amigo, a vida tem dessas dificuldades também – concluiu Jorge com ironia, entrando no edifício.

 

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publicado às 13:39

Aproveitando o tempo bom

por Fernando Zocca, em 30.01.10

 

            A atriz Carolina Dieckmann, aproveitando o bom tempo, curtiu os prazeres de uma praia, ontem, sexta-feira 29, à tarde, ao lado do cineasta e apresentador Bruno de Luca.
                Na praia do Pepê, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a atriz que já grava as cenas da nova novela das 21h,  denominada “Passione”, usava um biquini verde limão.
                Na trama de Silvio de Abreu, dirigida por Denise Saracene, cuja parte do enredo  ocorre em Toscana, Itália, Carol viverá uma jornalista.
                Carolina atuará ao lado de Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Rodrigo Lombardi, Grazzi Massafera, dentre outros consagrados artistas.

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publicado às 14:45

Aqui em baixo as leis são diferentes?

por Fernando Zocca, em 14.08.09

 

                      Tudo bem, você está numa praia, sente o vento na pele, o sol a lhe aquecer, a maciez da areia, o bate papo com os amigos, o prazer da saciedade que lhe dá a água de coco. Mas e se de repente não podemos voltar para casa?
 
                      Você percebe que o sol se põe, os pernilongos cercam-no zumbizando no seu ouvido, a temperatura começa a baixar e nada. Nada de paredes para desviar o vento, nada de banho com aqueles xampus cheirosos, sabonetes reidratantes, e a fome, muita fome. Sim porque ali não há o conforto de um fogão onde se possa fazer um Miojo confortador ou um café da hora.
 
                     Tudo bem, pode-se até comer alguns peixes, que ao darem bobeira na sua frente, sirvam para lhe aplacar o desprazer da escassez de alimentos. Mas será que o escovar os dentes ali naquela água, que não vem da torneira, tem o mesmo efeito, faz a mesma sensação?
 
                      Tudo é muito estranho, muito esquisito. Bom, mas você percebe que está cansado, tem sono, e sua cama não se encontra presente. Que dureza! E tem mais: antes de deitar sempre é bom faze xixi, higienizar-se de alguma forma. Mas onde está o “trono”, aquele papel esperto, o bidê purificador?
 
                     Sem esses apetrechos o homem volta a um estágio da civilização conhecido como idade da pedra, ou pra não exagerar muito, para um tempo em que ele dependia mais da força física do que da astúcia ou inteligência.
 
                     A sobrevivência própria, e da espécie humana, numa situação bastante adversa, hostil mesmo, foi possível graças a capacidade para diluir tudo o que impedia o curso normal da vida. Então, contornando o que causava desconforto, e aprendendo a controlar o prazeroso, viu-se o ser humano nesse atual estágio de desenvolvimento tecnológico.
 
                     Naquele tempo, quando as pessoas habitavam as praias a produção dos utensílios era manufaturada, isto é, feita por artesãos que se especializavam.  Então havia quem fizesse panelas, armas, urnas mortuárias, canoas, ocas e demais objetos para uso próprio, pessoal, ou para familiares.
 
                    Neste século XXI chegamos a evolução tal que até mesmo um simples canudinho com o qual se sorve a água de coco redentora, tem um processo especial de produção industrial. Tudo é feito pela indústria, em grande escala, para milhões de pessoas.
 
                    É mas a fila anda, ou tudo passa, ou ainda tudo se move. Em outros termos dizem que até mesmo essa era da indústria, da produção industrial, está passando. Gasta-se menos horas hoje no trabalho que mantém o sustento, do que naquele tempo em que não havia nem mesmo um radiozinho a pilhas ou televisor.
 
                    As condições de higiene e alimentação, naquela época dos nossos antepassados, não proporcionavam a manutenção da saúde da alma e corpórea que se pode obter hoje. Por conseqüência a longevidade aumentou.
 
                     Se naquelas condições precárias das praias desertas havia a incidência de muitas doenças hoje estão todas elas, praticamente debeladas. Então se vive muito mais e melhor.
 
                    O existir em coletividade implica reconhecer as diferenças entre os que estão “lá em cima” e os que estão “aqui em baixo”. Numa sociedade ideal, mais justa, mais igualitária, não haveria espaço para a afirmação de que “aqui em baixo as leis são diferentes”.
 
                     Numa sociedade honesta, sem trambiques, todos seriam iguais perante a Constituição. E o direito ao trabalho, reservado a alguns privilegiados, seria estendido a todos os demais cidadãos desse pais.
 
 
 
Fernando Zocca.
 
 
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publicado às 14:09


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