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A paciência de santo

por Fernando Zocca, em 31.05.10

 

 
 
                               Faz parte da diversidade a existência e manifestação daqueles “espíritos de porco”, que a tudo criticam, mesmo que não haja motivo para isso.
 
                   Qual seria a intenção do observador que, ao notar flores ladeadas por outras maiores, afirma haver o “encolhimento” das primeiras?
 
                   Se colocarmos as flores “encolhidas” ao lado de outras menores, não estariam aquelas maiores?
 
                   É claro que os problemas pessoais de quem se manifesta influem nas suas expressões. Então a ausência de contatos físicos, talvez até em decorrência das baixas temperaturas, motivem  projeções do tipo “fulana pareceu encolhida”.
 
                   Cremos que seja essa uma forma equivocada de mandar recados. Mas por que a existência dessa mentalidade destacadora do desvantajoso, ou pontos negativos?
 
                   Talvez faltasse a ativação de uma dinâmica capaz de transformar todos os desprazeres, em estimulação positiva para as demais pessoas. Ou seja, faltou aprender que tendo eu recebido tantos dissabores, precise metamorfosear tudo isso, fazendo o bem ao invés de passar adiante as maldades recebidas.
 
                   Esse é o comportamento ideal. Mas não é o real, não é o que existe. E entre os civilizados seria meta razoável a ser atingida. O aprimoramento das nossas atitudes, a cada dia, reciclando os desaforos recebidos, transformando-os em bênçãos, é objetivo indispensável aos prósperos de uma sociedade.
  
                   Isso não é fácil, depende da compreensão, da boa vontade e principalmente do contato diário com a fonte de toda a sabedoria do universo.
 
                  Mas cá entre nós: como tem periguete chata na superfície dessa terra, hein?
 

 

 

 

Levando a sogra à passeio. 

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publicado às 19:52

Prostituição infantil: Ministério Público aciona o Executivo

por Fernando Zocca, em 22.04.10

 

O Ministério Público exigiu do Poder Executivo Municipal de Campestre que seja criado uma casa de passagem para abrigar menores em situação de risco no município. A exigência tem como base o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi motivada pela existência um grupo de meninas que estão se prostituindo e drogando em uma casa na cidade.

 

 A denuncia foi realizada pelo Conselho Tutelar ao Ministério Público, que constatou que a menor E.M. C. de 17 anos estava usando sua residência como ponto de consumo de drogas e prostituição. A menor foi abandonada pela mãe, que não suportou mais a filha envolvida com as drogas. A casa onde reside a menor foi então transformada em um ponto de bordel freqüentada por homens e traficantes.

 

A garota chegou a ser internada, mas liberada 45 dias depois voltando ao convívio de traficantes e vivendo da prostituição. Diante da situação, o MP, enviou a prefeitura de Campestre um ofício para que crie com urgência uma casa de passagem para resgatar as adolescentes que estão se drogando e prostituindo na pequena cidade. (06/03/2010 12h00min. Blog Mozart Luna)


 Vítima de prostituição infantil acusa jogadores franceses

  

Karim Benzema na prostituição

 

Porteiro da escola de Leandro sujeito a processo disciplinar

Exploração de menor

 

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publicado às 14:59

Os murmúrios do Mário Heleno

por Fernando Zocca, em 08.04.10

Diva Cristina sentia-se aborrecida naquela segunda-feira. Seu filho mais velho abandonara a escola alegando que todos o zoavam por ser muito feio e demorar a responder as questões apresentadas, na classe, pela professora.

         Seu marido Augusto não obtinha bons resultados na selaria devido ao fato de as pessoas usarem, nos dias atuais, mais automóveis do que cavalos ou charretes.

         Diva Cristina sentindo então as dificuldades trazidas pela escassez de trabalho do marido resolveu ela mesma ir à luta, oferecendo-se como faxineira. Ela trabalharia uma vez por semana, recebendo por isso o numerário equivalente ajustado.

         A insegurança que a envolvia, por não ter experiência na atividade, seria minimizada pela amizade e o carinho que esperava do seu primeiro cliente: Diva Cristina faxinaria a residência de um parente morador na vizinhança.

         O primeiro dia de trabalho, que ela começou logo depois de ter atravessado a rua, que separava as duas casas, consistiu em varrer a sala, espanar os móveis, lavar a louça usada no jantar da noite anterior, lavar a garagem, varrer o quintal e por fim, enxaguar o banheiro tirando dele todos os odores nefastos.

         Na semana seguinte Diva retornando, fez os mesmos serviços. Ela não ficava sozinha na casa. Apesar de a dona, sua parenta, funcionária da fazenda oligárquica estadual, onde permanecia ociosa a maior parte do dia, os movimentos na residência eram acompanhados, de perto, por Mário Heleno, um solteirão barrigudo, tabagista inveterado.

         As más línguas do bairro garantiam ser Mário Heleno um verdadeiro sapo boi, por ter algumas semelhanças com o animal. A igualdade não cessava só na aparência física. Mário Heleno, sempre de mau humor, destilava-o com freqüência, nas horas e horas em que passava solitário a murmurar, fazendo-o sempre igual ao coaxar dos batráquios.

         Numa ocasião quando Diva Cristina já cansada dos sufocos sofridos com Augusto, que não parava mesmo de beber, e por sentir a angústia que lhe dava o excesso de gente desocupada dentro de casa, saiu para trabalhar, indo, porém com o espírito prevenido. Ela pressentia que algo de muito desagradável estava pra acontecer.

         Ao transpor o portão e iniciar o percurso, subindo pela escada traçada sobre um gramado mal cuidado, Diva Cristina pôde ouvir os muxoxos do Mário Heleno que se mostrava bastante hostil naquela manhã.

         Por muito pouco os dois não se envolveram numa daquelas discussões constrangedoras infindáveis, em que até os vizinhos alheios aos assuntos se sentem mal.

         Por saber a Diva Cristina que a vingança é um prato que se come frio, ela esperou toda aquela raiva do Mário Heleno passar e, num gesto catártico pra ela, tomando a escova de dentes do tal gorducho bigodudo, esfregou-a por longos minutos no vaso sanitário.

         “A gente ganha pouco, mas se diverte”, pensou ela naquela tarde em que deixou o trabalho tranqüila e bem feliz da vida.   

           

 

Dane-se a pressa

 

Leandro não foi vítima de bullying

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publicado às 13:54

Leandro Donizete é peça importante no Coxa

por Fernando Zocca, em 04.04.10

          Na terceira rodada do campeonato Paranaense, jogaram hoje no estádio Couto Pereira, em Curitiba, Coritiba 4 x 1 Paranavaí.

         Dirigido por Ney Franco o Coritiba entrou em campo com  Edson Bastos, Fabinho Capixaba (Rodrigo Heffner), Demerson, Lucas Mendes, Triguinho (Denis), Andrade (Tiago Real), Leandro Donizete, Rafinha, Renatinho, Marcos Aurélio e Ariel Nahuelpan.

         O Paranavaí, sob o comando de Itamar Bernardes, formou com Rudi, Alex Noronha, Luiz Henrique, William Pomarola, Daniel Marques, Mikimba (Adriano), Duda, Rilber (Marcos Goiano), Rogerinho, Danielzinho e Didi (Jean Carlos).

         Os gols foram marcados por Ariel Nahuelpan, aos 11' do 1º tempo (Coritiba); Ariel Nahuelpan, aos 16' do 1º tempo (Coritiba); Alex Noronha, aos 41' do 1º tempo (Paranavaí); Leandro Donizete, aos 43' do 2º tempo (Coritiba); Ariel Nahuelpan, aos 48' do 2º tempo ( Coritiba).

         A arbitragem ficou a cargo de Heber Roberto Lopes
assistido pelos bandeiras  Rafael Trombeta e Fabiano Colpani.

         De um público total de 5.337 pessoas, a renda somou a importância de  R$ 56.740,00.



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Piracicaba é Notícia

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publicado às 02:27

As Almofadas

por Fernando Zocca, em 22.02.10

 

            Leandro Pausa aproximou-se da envelhecida Mara K. Utáia e dizendo que a mandaria para o hospital psiquiátrico mais próximo, queixou-se também da mancha esverdeada que ela causara na sua almofada nova.
         K. Utáia sentara-se com a calça jeans suja, num dos coxins do Leandro, e tal fato fora suficiente para brotar nele as reações iradas.
         - Verme do inferno, ladra de herança, fofoqueira de beira de piscina, comedora de churrasco de Poodle, fumaça que sufoca, será que você não percebe que sujou a minha almofada que acabei de comprar? – Inquiriu aos berros o iracundo Leandro.
         - Nossa! Por que tanta brabeza criatura? Eu sei que você me olha e baba. Mas não é assim, não filhote. – retorquiu K. Utáia com ironia.
         - Você acabou com a minha credibilidade. Depois de você não sou mais o mesmo; desacreditou o meu comércio. Quero que você vá logo pro inferno! - berrava Leandro Pausa.
         - Quem pode, pode bebê! Quem não pode, se sacode, bate palmas ou vaia. – chuleou K. Utáia com serenidade.
         - Vou te perseguir durante toda minha vida. Ainda te verei clamando perdão, carniça fedorenta! – esganiçava Leandro sem se importar com os vizinhos que atentos, ouviam mais um escândalo na casa do latoeiro.
         - Depois que você parou com a Yoga ficou assim neurótico, intratável, um burro, uma besta insuportável – explicava Mara.
         - Yoga, que mané Yoga? – quis saber Leandro.
         - Yoga, sim. Você me disse que o magricela da Companhia Tupinambiquence de Energia Elétrica, te ensinou aquilo tudo. E quem   mostrou como era, para o tal magrinho, teria sido o gorducho bigodudo, que descansava na carroceria do caminhão baú, durante os horários de almoço.
         - Mas você en-lou-que-ceu! Pirou no sofazinho. O que é? Parou com o Gardenal, com o Rivotril? Você está idosa demais, Mara. Seu tempo já passou. Já era. Só pode ser cocô de gato. Não é possível. Pare de recolher bichanos da rua. Você ainda vai se dar mal. – lecionou Leandro.
         Um silêncio fúnebre envolveu os litigantes.
         - Por que você não passeia pelos campos verdes da fazenda oligárquica, onde seu pai se aposentou aos trinta anos de idade? Aproveita e pega um pouco daquela água da bica, e leva pra ele que vai completar noventa. – atacou Leandro.
         - Assim não tem condição pra continuarmos. Eu não fico mais aqui. Com licença, vou à luta. Essa conversa a mim não nutre. – decretou Mara saindo e jurando que nunca mais voltaria ali.  

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publicado às 12:40


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