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O Santo Cristo

por Fernando Zocca, em 21.07.15

 

 

 

Rio de Janeiro 03 07 a 18 de 07 de 2015 036.JPG

 

Nestes 16 dias que estivemos na cidade do Rio de Janeiro, tivemos a oportunidade de assistir celebrações religiosas em Igrejas distintas de lugares diversos.
Numa delas foi na do Santo Cristo (foto). Na peregrinação em que "As raposas tem suas tocas e as aves do céu seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça", não é incomum encontrar pessoas com a sorte semelhante.
Depois de uma missa sentei-me num dos bancos da praça onde antes ali havia um cidadão já acomodado.
Os diálogos, que nestes casos, começam sobre o tempo e a temperatura, naquele momento principiaram com o lamento choroso de quem dizia ter perdido todos os seus bens em decorrência de alguns atos escusos praticados por seus familiares.
Subnutrido, mal vestido, sem banho há dias, o homem explicava que a confiança que depositara em seus irmãos, numa questão de herança, valeu-lhe a perda da parte que lhe cabia, restando-lhe somente o sofrimento.
Suas lágrimas embargavam-lhe as palavras e sua questão principal era saber o que teria feito - e em qual momento da sua vida - de tão ofensivo assim à irmandade.
Expliquei-lhe que independente dele haver ou não feito algo que ofendesse profundamente os irmãos, o caráter deles seria o determinante das condutas justas ou injustas, relacionadas às questões de herança.
Desta forma, expliquei, se tivessem eles mais crueldade nos corações, do que compaixão, certamente que não seria este ou aquele erro, este ou aquele acerto, os determinantes das atitudes corretas relacionadas aos bens da herança.
O homem seguiu dizendo que com alguns documentos seus e seu nome, abriram contas bancárias, fizeram aquisições no comércio e depois, sem pagar, sumiram deixando-lhe somente a reputação de estelionatário.
Ele dizia-se temeroso quanto ao futuro. Sem ter para onde ir, o que comer, o que fazer, e a quem recorrer, indagava-me se podia ajudá-lo.
Sem dúvida nenhuma este - dentre outros milhares - era mais um caso para a assistência social do município, para as caridosas almas cristãs e o predomínio do reino dos céus.

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publicado às 12:48

Inquietação

por Fernando Zocca, em 20.07.15

 

 

 

Rio de Janeiro 03 07 a 18 de 07 de 2015 065.JPG

 

Estivemos durante alguns dias, deste julho de 2015, na cidade do Rio de Janeiro.
A proposta visava mais arrefecer certos ânimos dificultosos de adaptação às novas ordenações psicossociais que presenciavam, reagindo insistentemente com crises de ódio e comportamento psicótico.
Quando saimos da cidade natal sabiamos o que enfrentaríamos. Mas a esperança de que haveria o providencial amornamento dos ânimos agressivos, davam-nos a força para prosseguir no conseguimento da tão esperada acomodação.
Na busca da paz muitos produzem mais do que podem, fazendo coleta em benefício dos necessitados da paróquia, assistindo as missas, participando das reuniões semanais das conferências e até retirando-se do "teatro das operações" para o bem da calmaria.
Um dos pontos turísticos que visitamos na sede das Olimpíadas de 2016 foi a Praça da República.
O local é imenso, todo arborizado; há lagos, ilhas. Soltos pelos campos há patos, cutias (Dasyprocta agouti), gatos, galos e pavões. As vias, por onde circulam as pessoas, dispõem de bancos de ambos os lados.
Há gente que se utiliza da Praça da República unicamente para "cortar o caminho" entre os seus destinos. Mas há quem se valha das vias do parque para a prática da caminhada, dos exercícios físicos em grupo ou corrida.
Apesar de estar sempre muito bem limpo e organizado, o local não tem um chuveirão, no qual o corredor ou caminhante possam higienizar-se depois das atividades físicas.
Observa-se também a ausência de sanitários. A vigilância é intensa, havendo a locomoção constante dos responsáveis, em veículos especiais silenciosos.
São muitos os frequentadores habituais da Praça da República. Não duvide, meu querido leitor que, dentre eles haja quem pense, diga e viva a tese de que "por você, seu sorriso, seu carinho e a sua compreensão, sou até capaz de morar na rua".

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publicado às 21:14

Coxinhas

por Fernando Zocca, em 20.05.15

 

 

 

A época de eleição se aproxima e os políticos profissionais já se mexem no sentido de promover seus candidatos.
São apresentados, invariavelmente, como os "salvadores da pátria", solucionadores dos problemas das comunidades e derradeiros amenizadores de todas as dores dos pagadores de impostos.
Desta forma, "a sujeira" que saia do caminho; "os marajás" que se cuidem; os doentes, carentes de hospital, que tenham suas esperanças renovadas; as "vítimas" dos "bandidos" inclementes, que se alegrem, eis que todos os seus problemas certamente se acabarão com a merecida prisão deles.
De um lado os coxinhas, contrariadíssimos com as sucessivas derrotas no âmbito federal, buscam esconder a verdade sobre as irregularidades nos metrôs e trens de S. Paulo e Brasilia.
Do outro as forças progressistas que, diante da calamidade pública na área da saúde, precisaram contratar médicos cubanos para suprir a defasagem desses profissionais no Brasil.
Coxinhas não admitem, de jeito nenhum, a popularização do ensino da medicina no Brasil. A manutenção deste privilégio injusto resulta nisso que vemos em todo o território nacional: atendimento precário nas redes públicas.
A oposição derrotada, ao invés de colaborar com as boas intenções do governo, busca sem trégua, obstar as ações governativas.
E se tivesse no poder? Não faria a oposição o que faz agora o governo legítimo?
O desconforto da derrota torna os coxinhas buliçosos, inquietos, sedentos de satisfação.
Dizem os especialistas que a ausência de ocupação, a sobra de tempo ocioso e a carência de objetivos, produzem tais comportamentos conturbados. Cortar cana, roçar terrenos baldios, ninguém quer!!!
Hoje à tarde fui ao posto de saúde da Vila Independência buscando tomar a vacina contra a gripe. O salão de espera estava lotado. O semblante das pessoas era de desânimo, desgosto, desprazer.
No Brasil inteiro há a campanha objetivando o combate à gripe com o uso das vacinas. Mas infelizmente no posto de Saúde da Vila Independência, os cidadãos precisarão esperar, não se sabe o quê, para serem atendidos com essa medida saneadora.
Já vou avisando: não sou candidato a cargo eletivo nenhum; e gostaria de não comparecer, dessa forma obrigatória, às urnas.
Que a tal reforma política possa abolir a presença forçosa diante das cabines de votação.

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publicado às 23:36


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