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A saia justa da Maitê Proença

por Fernando Zocca, em 14.10.09

 

A atriz Maitê Proença gravou em 2007 um vídeo lá em Portugal tirando o maior sarro das coisas portuguesas, terminando ainda aquela sua obra, com uma cuspida numa fonte histórica.
 
            Não se sabe por que a produção só veio à luz, na internet, por esses dias e não bastou muito tempo para gerar uma onda tremenda de protestos contra a agressão moral. Fizeram até um abaixo assinado contra a manifestação infeliz, pedindo a ela que não pusesse mais os pés lá onde era sempre bem recebida e tinha seus livros consumidos.
 
            Foi patifaria gratuita. Maitê Proença tem dois avôs portugueses, viajava constantemente para Portugal, era querida pelo povo que adquiria os livros que escrevia.
 
            Qual seria a intenção de Maitê Proença ao agredir o povo português, sua história, costumes e tradições?
 
            Se a atriz brasileira ao caminhar pelas ruas de Lisboa e outras cidades fosse, digamos vítima do que se conhece por bullying, assédio moral ou provocasse uma rejeição imotivada, certamente teria razão em defender-se. Mas não. Os ataques foram gratuitos, sem razão que os justificasse.
 
            Esses motivos ocultos deveriam ser revelados. Maitê, ante as ondas gigantescas dos protestos que gerou, pediu desculpas ao povo português, dizendo que tudo tinha sido uma brincadeira.
 
            Até as novelas brasileiras, compradas pelos portugueses, podem deixar de ser adquiridas por causa do vacilo da atriz e escritora. No vídeo de 54 segundos, que ela gravou pedindo desculpas, afirma que o “brasileiro é brincalhão” e que “brinca com tudo”.
 
            A ira que Maitê despertou nos portugueses veio expressa nos milhares de comentários feitos aos pés das notícias que divulgavam o vexame. A agressão que a senhora Maitê Proença produziu foi levada ao ar em 2007, no programa Saia Justa, da GNT.
 
            Os xingamentos a Maitê Proença foram tantos que ela, visivelmente numa saia bem justa, pede desculpas pelo mal causado. A repercussão negativa foi tamanha que sumidades da imprensa brasileira puseram-se logo a campo em defesa da ilustre senhora.
 
            A atriz brasileira recentemente viu-se numa outra saia justa quando a escritora Ligia Fagundes Telles queixou-se que o título As Meninas, usado por Maitê numa peça de sua autoria, seria plágio do nome de um romance dela, da Ligia.
 
            Portugal pode ser considerado uma porta legítima pela qual passem os produtos brasileiros rumo à Europa toda. Que a maluquice da Maitê não seja o início de uma política de esquiva do povo português ao consumo dos produtos brasileiros feitos por gente de boa vontade.
 
 
Fernando Zocca.  
              

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publicado às 16:54


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