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A Nação Violada

por Fernando Zocca, em 29.07.15

 

Acho uma tremenda bobagem a oposição evitar o diálogo com o governo.
É certo que o ódio, o ressentimento e todo o complexo de inferioridade, sedimentados nas ações oposicionistas, sejam barreiras obstativas pessoais que devem antes ser resolvidas.
Não dá para entender a politica do não diálogo. Como podem as forças no poder, gerir as coisas do estado, sem perceber as manifestações - invariáveis - do descontentamento oposicionista?
E não pode também o governo desejar ser amado por todos. Por mais que faça, em favor da maioria, sempre haverá um porém, um senão, aquele empecilhozinho que deveria ser evitado.
Conversar significa aqui, expor os pensamentos, os sentimentos, sobre os assuntos que mais incomodam, causadores dos tais descontentamentos.
Na minha opinião aqueles debates pré-eleitorais promovidos pelas TVs e jornais serviriam muito, já que das tribunas do parlamento, os conceitos e as ideias parecem não ser tão claros como deveriam.
Na construção e manutenção de uma democracia cada um colabora com o que tem ou como pode.
Se você alimentava 10 ou 12 blogs que incomodavam muita gente, o que faria, se fossem eles todos - para garantir o sucesso nas urnas - "fuzilados"/deletados, nas vésperas de uma eleição?
Afinal, o sucesso do seu candidato, do seu partido, não seriam mais úteis para você do que a opinião dos tais blogs perturbadores?
Entretanto ridículo mesmo seria se, depois de ocupado o poder, você visse aquele pessoal todo, por quem teve sacrificada sua produção cultural, metido nas inescusadas situações criminosas, altamente vexatórias.
Sem os blogs e sem a satisfação, que a vitória do seu candidato lhe proporcionaria, você veria que só perdeu com essa situação toda.
Reparar a honra de uma nação violada pode não ser assim tão fácil; mais tranquila seria a restituição de todos os bens utilizados, por seus colaboradores, na construção de um governo altamente condenável.

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publicado às 13:29

Maturidade

por Fernando Zocca, em 09.05.15

 

 

 

 

O filósofo alemão Karl Marx (1818-1883) opondo-se a todas as ideias capitalistas, escreveu em 1867 "O Capital" em que, desenvolvendo os conceitos do mais-valia, lutas de classe, materialismo histórico, materialismo dialético, propunha um novo sistema de produção e propriedade.
Seus ensinamentos foram estudados, discutidos e difundidos pelo mundo todo até que, por movimento revolucionário, em 1917, instalou-se na Russia.
O comunismo, com sua forma de produção, competindo diretamente com a ideologia capitalista, expressa especiamente na obra "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", de Max Weber, passou então a angariar adéptos e a atemorizar.
Na Alemanha, na década de 1930, a situação econômica e política favorecia amplamente a implantação do ideário econômico proposto por Karl Marx.
Buscando impedir essa objetivação, as forças políticas da época, fazem ascender ao poder, o nacional socialismo tido como "predador" ideológico, e remédio anti-comunista mais eficiente.
No princípio do seu governo, Hitler firma um pacto de não agressão com a União Soviética. Mas no decorrer da II Guerra, intempestivamente resolve atacá-la cercando por três anos (8 de Setembro de 1941 - 27 de Janeiro de 1944) Leningrado.
Apesar das perdas, a União Soviética consegue livrar-se da ameaça nazista, iniciando então a derrocada do que seria o III Reich.
Quando o governo alemão percebe o fim que se aproxima, resolve eliminar os judeus histórica e culturalmente constituídos nos preceitos capitalistas.
Em sendo a filosofia econômica judaica e comunista completamente opostas, houve quem imaginasse que, com a eliminação dos judeus, haveria, por parte dos nazistas, a sinalização aos soviéticos, de um possível reatamento, daquele pacto de não agressão, violado.
Contudo os soviéticos avançam e conseguem chegar primeiro que os norte-americanos em Berlim. Testemunham a morte de Hitler e a dissolução do nazismo.
Com o fim da guerra Berlim é dividida, por um muro, tendo de um lado a ideologia capitalista imperante e do outro o ideário comunista.
Inicia-se assim a chamada Guerra Fria entre as potências ocidentais capitalistas, representadas pelos Estados Unidos, e as comunistas, representadas pela União Soviética.
A chamada "briga", na verdade uma disputa, entre essas potências, pela disseminação dos seus ideários filosóficos-econômicos prospera, pelo mundo todo.
Na América do Sul, não foi diferente. Em 1959 os comunistas, por meio de Fidel Castro, usando a força, instala o comunismo na ilha.
Em contrapartida, todas as democracias sul-americanas testemunharam revoluções onde militares pró-norte-americanos assumem o poder.
No Brasil em 31 de março de 1964, fechando o congresso nacional, exilando Jango Goulart, prendendo e arrebentando, os militares iniciam um período conhecido como "anos de chumbo".
Nesse tempo muita gente foi torturada, morta, desapareceu; censurou-se o teatro, a televisão, os jornais e as rádios.
Gradativamente, depois de 21 anos, houve a retomada democrática. No princípio as forças mais identificadas com o patronato, latifundiários e grandes empresários, administraram o Brasil.
Logo em seguida os trabalhadores tiveram a sua vez. Em três gestões completas os operários conduziram a nação.
Em meio a tumultos provocados pelas descobertas da corrupção de longa data, a democracia brasileira é posta agora à prova.
Só a solução legal desse imenso problema demonstrará a maturidade da nação.
Assista ao vídeo acima e tenha uma ligeira noção de como foram os tempos ditatoriais.

 

 

 

 

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publicado às 19:40

O Finório

por Fernando Zocca, em 27.06.12

 

 

Todas as manhãs agora eram assim: choradeira infindável e lamentações provocadas, no mancebo arrependido, pela visão daquele rosto mal dormido, da concubina que já tinha sido quenga.


Pois haveria acicates maiores, do que as lembranças dos tempos da gandaia, daquela sua amada, provocadas pelas visões dos seus antigos amores?


Era só saber que um daqueles homens, que um dia andaram, nas noitadas da vida, (com a agora parceira), passaria defronte a sua casa, para emergirem naquela cabecinha miúda, as manifestações do ciúme doentio e desmedido.


O finório, que chiava e chiava, achava que o seu chororô minimizava aquele mal estar, o tal sofrer que já não tinha mais fim.


Na verdade ele estava com certa razão. Mas ninguém poderia apagar da existência dos fatos, a autenticidade que o consumia.  E todas as manhãs era isso: uns blá-blá-blás incansáveis e sem fim.


Tinha coisa mais chata?


A mãe do espertalhão, desacorçoada, nem se importava mais com as recomendações da vizinha que, durante as caminhadas pelo bairro, arriscava garantir ser de bom alvitre levar o inquieto a um psiquiatra.


Nem mesmo as afirmações de que a concubina já não possuía aquelas atitudes, que um dia a fizeram merecedora da hospitalidade da Maria Machadão, nos Bataclãs da vida, sossegavam o javardo.


- Mas será que com um bombom, logo depois que ele acorda o nervoso não passa? - perguntou, numa ocasião, a vizinha barriguda pra mãe do atormentado, quando a viu nervosíssima por causa da agitação da criatura.


- Imagine!!!!! Nem com pinga a goteira passa. - respondeu-lhe a mãe, que durante os passeios matinais, carregava sempre consigo um saco plástico com alguns pedaços de tijolo. Era uma espécie de simpatia que lhe ensinaram, pra afastar os azares que ela julgava perseguirem-na.


- Mas que nada minha dona. Uma temporada num hospital especializado pode resolver esse problema. - garantiu certa vez o especialista pra mamãe preocupada.


- E daí, vizinha? Decidiu o que fazer? - indagou a colega de caminhadas, depois da consulta ao médico.


- Já resolvi. - respondeu a mãe cansada de tanto sofrer. - De hoje em diante levanto a âncora e, remando, vou cumprir a determinação do doutor.


- É a democracia, né comadre?


- É. Democracia é isso.  

 

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publicado às 14:45

O que o PSDB faria aos pobres?

por Fernando Zocca, em 19.05.10

 

 

                         Se houver a repetição, em  âmbito nacional, da movimentação pré-eleitoral, que conduziu Barjas Negri à prefeitura,  Serra levará o caneco presidencial.

 

 

                   As situações municipais e federais assemelham-se. Reforçam ainda essa tendência o fato de ter o PSDB a simpatia do governo norte-americano e seus aliados aqui no Brasil.

 

                   Caracterizam ainda a ideologia dos tucanos, além da obsessão pela produção industrial e o consumo,  mantenedores desse modo de vida danoso ao meio ambiente, um profundo desprezo pelos pobres.

 

                   Hilary Clinton, que era esposa de Bill Clinton, no tempo em que Fernando Henrique Cardoso comandava a nação, atual secretária de estado norte-americana, espertamente conduziu ao descrédito os esforços  de Lula e sua equipe que tentou firmar acordos de não proliferação de armas atômicas com o Irã.

 

                   Se a derrota da seleção brasileira de futebol servir para enfraquecer a moral dos ocupantes do governo central, certamente que isso ocorrerá. Por outro lado, havendo a vitória, pode o meu leitor ter a mais absoluta certeza que os créditos caberão aos bicudos, seus bancos e redes de TV.

 

                   O pessoal do PSDB não gosta de gente;  há entranhado no meio deles um profundo preconceito contra os miseráveis. Os bicudos amam o conforto e o luxo  que lhes proporcionam os produtos elaborados pela indústria.

 

                   Em Piracicaba o atendimento nos postos de saúde deixa muito a desejar. São ineficientes. O mesmo ocorre com o ensino. Ao governo PSDB aqui instalado, interessa o recapeamento de ruas, a colocação de pontes e outras atividades que não teriam outro motivo que não a facilitação de fraudes nos processos licitatórios.

 

                   Imagine que Evo Morales, Raul Castro, Hugo Chaves Mahmoud Ahmadinejad e Luis Inácio interessariam aos teóricos da política norte-americana. Nunca;  pois não se submeteriam. Há incompatibilidade de gênios.

 

                   Luis Inácio quer fazer hoje o que Jânio Quadros e Jango tentaram na década de 60. E assim como sucedeu com eles (o primeiro levado à renúncia e o segundo cassado),  o atual governo petista não terá sucesso.

 

                   Ontem a democracia norte-americana usava a força dos exércitos, hoje opera com o poder dos bancos e redes de TV.

 

 

 

Aula de física na escola pública.

Vídeo de uma aula de física da escola pública  Sud Mennucci em Piracicaba, gravado por um aluno.

 

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publicado às 13:42


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