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Injustiça Gera injustiça

por Fernando Zocca, em 22.12.10

 

                                              Teoricamente os poderes componentes da estrutura dos Estados democráticos são três. O legislativo, cuja incumbência seria a de elaborar as regras norteadoras do agir na sociedade, o executivo cuja proposta é a de praticar as ações determinadas, e o judiciário que se incumbiria de julgar as condutas havidas no meio social.

 

                    Em tese haveria independência entre essas três instituições, mas na prática não é bem isso o que acontece. Observa-se que não é incomum a obtenção da disfunção de uma entidade, ao contaminá-la nomeando correligionário.

 

                    Numa administração municipal, o prefeito teria grande poder neutralizador da câmara de vereadores, ao nomear legislador para o exercício das funções secretariais.

 

                    A hegemonia política representada pela subserviência legislativa é obtida assim, também pela inibição das funções crítica e fiscalizadora.

 

                    Em não estando o judiciário imune à corrupção, promovida pelo abuso do poder político e econômico, teria em tese, o tal prefeito, um completo domínio político no seu território.

 

                    Nesse cenário sombrio e autoritário seriam frequentes a consumação da injustiça geradora dos vários conflitos graves, conducentes a enfrentamentos físicos e até homicídios.

 

                    Os desvios das grandes fortunas públicas conseguidas com as licitações viciadas, a cumplicidade legislativa municipal e a inocuidade judiciária, seriam fatores desencadeadores dos desentendimentos e crimes de morte.

 

 

 

08/03/2010 - O vereador de Águas de Lindóia Edson Âmbar chamou de chifrudo o presidente da Câmara Municipal, Joel Raimundo de Souza, durante a sessão na cidade localizada a 170 km de São Paulo. O insulto ocorreu diante das câmeras de TV. Houve confusão e briga entre os vereadores. A Polícia Militar foi chamada para intervir na questão.

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publicado às 11:54

Falta de Educação

por Fernando Zocca, em 13.11.10

                                              Acho extremamente boçal essa atitude de intocabilidade que se tem diante de uma pessoa, ou grupo, que infringe diuturnamente as regras da boa educação e do viver em paz.

 

                        A comunidade justifica a omissão em praticar a correção dos maus costumes, apontando a total deficiência mental dos infratores.

 

                        Ora, dessa forma estaria a sociedade toda dizendo: “Não ligue pra isso. Eles são assim porque não batem bem da bola”. A deficiência mental seria então o passaporte para a impunidade.

 

                        Uma das conclusões a que induz esse tipo de alheamento comunitário, é a de que as pessoas têm, na verdade, medo de se envolver com os ignorantes praticantes da violência.

 

                        Ainda mais pelo fato de terem os tais meliantes, parentes funcionários públicos, simpatizantes nas igrejas e no legislativo municipal.

 

                        Ora, de acordo com esse tipo de mentalidade equivocada, observável na comunidade, um bêbado pode agredir tranquilamente a qualquer outro cidadão e ver-se livre das consequências dos seus atos, com a justificativa de que é um bêbado.

 

                        Não esposo a ideia de que as pessoas de boa índole devam ficar reféns dos maus carateres, por serem eles pobres portadores da idiotia ou do alcoolismo.

 

                        Chegamos a um estágio de evolução que não se permite mais a falta de educação, as grosserias e a estupidez impunes, justificadas por defeitos genéticos ou doenças mentais.

 

 

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publicado às 12:41

Conversando a gente se entende

por Fernando Zocca, em 03.01.10

 

                              Desrespeito gera desrespeito. Isso fica muito mais grave se você usa a crença das pessoas para difundir boatos cujos objetivos seriam os de segregar suas vítimas. São coisas muito feias e não devem mais ser feitas.
                               Se você não consegue se defender numa ação judicial, seria cretinice pura, um atestado de burrice, tentar pela manipulação da opinião pública, aniquilar seu adversário. Não que isso seja ineficaz. Mas não deve ser feito com base nas inverdades; as pessoas são muito mais inteligentes do que você pode imaginar.
                               Se a sua indignação, posta nos autos, não conseguir sensibilizar o julgador e achar que a desistência do processo, pedida pelo proponente, significa uma vitória das suas teses saiba que, talvez, o recuo tenha sido para o desistente, o mesmo que foi a retirada da Laguna para o Brasil, durante a Guerra do Paraguai.
                               Todos sabem que devemos fazer aos outros o que desejamos para nós. E que não façamos aos demais aquilo que não queremos para nós mesmos. Essas regras são seculares. É secular também o conhecimento de que se alguém não interromper a tal da “reciprocidade” em algum momento, todos sucumbirão.
                               Ou seja, nessa história de “olho por olho, dente por dente” se alguém mais sensato não interromper a devolução do mal recebido, a pendenga vira logo uma carnificina descomunal.
                               E você pode agora imaginar quem foi que, pelo exemplo, ensinou isso pra humanidade? Isso mesmo. Foi aquele que recebeu toda a maldade do mundo, carregou nas costas, todos os pecados e mesmo assim não revidou. Ou melhor: revidou pedindo ao criador do universo que relevasse aquelas grosserias, pois os estúpidos não sabiam o que faziam.
                               Bondade gera bondade. Você não precisa enlouquecer para saber que a gentileza gera também gentileza, não é verdade?
                            A preguiça, a disposição para o alcoolismo e a crueldade, podem levá-lo a crer em  teorias equivocadas que redundarão nas situações bastante desagradáveis. É por isso que eu digo, e repito: para conhecer a Deus, você precisa chegar antes em Jesus Cristo. Mas para se aproximar de Jesus, é necessário conhecer o Evangelho de Matheus, Thiago, João e Lucas.
                               Sem isso você pode cometer equívocos do tipo, enganar-se com o vizinho, a caixa d´água, a estrada, o caminhante, os murmúrios, e a difamação, podendo depois terminar sozinho, numa praça feia, suja e abandonada.
                               A teimosia pode levá-lo, e a todos os que tentarão te ajudar, a experienciar momentos constrangedores, durante os quais lhes serão revelados  a própria ausência de juízo.
                               Que 2010 seja um ano bom, com mais sensatez, menos álcool e tabaco, para o seu próprio bem e o de sua família. São os votos do pessoal do seu Blog mais querido.
                               Compreende?
 
 

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publicado às 09:40

Fugindo do dentista

por Fernando Zocca, em 01.10.09

 

- Sabe seu Zé, essa negadinha fica falando que eu sou um cara relaxado, que não ligo pra cuidar dos meus dentes e piriri-pororó. Eles não sabem que sem os dentes minha boca fica maior, cabendo mais comida. E depois tem mais, viu seu Zé: quem agüenta tanta dor pra tratar os canais? Veja bem: quando eu era ainda menino, meu pai me mandava ir pro dentista por qualquer motivo. E lá no consultório aquele homem alto, chato e feio, me mantinha com a boca aberta, contando os casos que ele tinha com as namoradas. Quando o cara percebia que eu estava ficando excitado, empurrava com força aquelas suas brocas terríveis nas minhas covas inflamadas. Sabe, quem é que agüenta tanta maldade e judiação? Assim a gente não resiste. E vai deixando de lado essa história de tratar os dentes. E depois tem mais viu seu Zé: o cara não se preocupava se aquele amálgama que ele preparava continente de mercúrio me intoxicaria ou não. Os resíduos das obturações não eram retirados imediatamente, permanecendo, às vezes, durante o tempo todo da estadia no consultório, debaixo da língua. Sabe seu Zé a gente não somos  paranóicos, mas sofremos muito nas mãos dessa turma de malvados. E por falar nisso, eu me lembrei de uma visita rotineira que fazia ao oculista, o cara depois de algum tempo, olhou-me bem de perto, tendo aproximado seu rosto do meu, quase o tocando. Eu acho que ele intencionava observar os capilares da retina. E depois que lhe respondi uma pergunta que fizera, sabe o que ele afirmou? Ele disse: - Você é louco. Tudo bem, mas precisava ser assim tão direto, convincente, declarado, e verídico? “Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso”, lembrei-me eu do que aprendera na escola. Mas voltando ao assunto você não acha que se eu for agora ao dentista não perderei um tempo importantíssimo, em troca de uma “perereca” fajuta que vai mais me importunar do que proporcionar satisfação? Ora, ora. E depois tem mais, viu seu Zé: pra que preciso de dentes se no meu serviço eu não os uso? Meu trabalho é endireitar, com marteladas, as latas que se encontram tortas e amassadas. Veja que dos 32 nem mesmo tenho os 28. Quem é que dorme com um barulho desses?

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publicado às 16:39

A competência dos velhos deitados

por Fernando Zocca, em 24.08.09

 

          Dizem que em Tupinambicas das Linhas concentra-se a maior quantidade de loucos jamais vista em toda a história da humanidade. Os estudiosos garantem que seria  decorrência do consumo da água do rio Tupinambos que corta a cidade.
 
            A explicação mais aceita é de que no local onde as águas são coletadas, para o uso da população, elas chegariam com uma condensação de poluentes tão intensa, que influiria na saúde mental dos habitantes da urbe.
 
            O escritor Fernando Zocca conta no livro MODERAÇÃO parte das tramas e dramas que se passaram na cidade mais conhecida do Estado de São Tupinambos.
 
            Você conhecerá as artimanhas dos políticos do local. Jarbas, o prefeito corrupto que manipulava resultados nas licitações, amealhando fortunas que sua família jamais sonhou ter. Tendes Trame o deputado venal, que nas armações com ambulâncias, adquiriu centenas de imóveis na cidade e também o Fuinho Bigodudo, Zé Lagartto e outros vereadores que, desviando recursos públicos fizeram pés-de-meia fenomenais. Diziam as más línguas que alguns velhos vereadores eram tão tunantes que despachavam deitados.
 
            Além dessas figuras recorrentes na política tupinambiquence você saberá quem é a vovó Bim Latem, a chefe do gabinete do Jarbas e a criadora da verdadeira Seita Maligna do Pavão Louco.
 
            Os frequentadores das reuniões noturnas da Seita Maligna teriam como característica marcante agredir moral, sexual e fisicamente crianças indefesas, filhas de desafetos considerados inatingíveis.
 
            Os agressores loucos conseguiam abrigo e proteção nas entranhas das sedes onde os membros da Seita Maligna se reuniam.
 
            Você conhecerá também Célia Justinho, Luísa Fernanda a gerente do Brafresco, Gabrielzinho boca de porco e muitos outros que fazem o progresso desse trecho do universo.
 
 
 
MODERAÇÃO
R$37,45
http://clubedeautores.com.br
 
 

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publicado às 02:50


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