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O Poder da Propina

por Fernando Zocca, em 15.01.11

 

                                    A corrupção mata quando o corrompido em troca da propina que recebe, permite a construção de moradias nas áreas de risco.

                            A corrupção destrói famílias inteiras quando o corruptor, em troca da “bola” que recebe, não impede o motorista embriagado de prosseguir dirigindo.

                            A corrupção também mata a esperança de justiça, quando as autoridades judiciárias permitem, ao político profissional, seguir com a carreira, crivada de denúncias de crimes contra a administração.

                            O suborno extermina a vida de uma cidade inteira, quando garante a esse mesmo político profissional, a sua permanência nos postos privilegiados.

                            Agarrados às tetas públicas, por uma vintena ou mais de anos, essas mentes malignas legislam em causa própria, ofertam mimos às suas próprias pessoas e induzem ao erro as almas puras.

                            Você percebe que o político é profissional, quando na dúvida entre escolher o benefício para a coletividade ou a manutenção do próprio cargo, escolhe a segunda opção.

                           A corrupção provoca danos quando permite ao lelo o ingresso numa faculdade de medicina; depois de formado, o insensato estupra 39 pacientes.

                            Corrupção tem muito a haver com hipocrisia, com fingimento, simulação. Jesus pedia aos seus discípulos que tivessem cuidado com esse tipo de fermento.

                            Num quarteirão pode existir um grupamento familial onde as drogas, o álcool, o tabaco, o analfabetismo e a violência predominam, sem que isso mereça qualquer atenção, tanto das autoridades civis quanto das eclesiásticas.

                            A propina teria muito mais força em causar as omissões, do que a própria consciência de que essas pessoas seriam também criaturas divinas.

  

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publicado às 12:04

Injustiça Gera injustiça

por Fernando Zocca, em 22.12.10

 

                                              Teoricamente os poderes componentes da estrutura dos Estados democráticos são três. O legislativo, cuja incumbência seria a de elaborar as regras norteadoras do agir na sociedade, o executivo cuja proposta é a de praticar as ações determinadas, e o judiciário que se incumbiria de julgar as condutas havidas no meio social.

 

                    Em tese haveria independência entre essas três instituições, mas na prática não é bem isso o que acontece. Observa-se que não é incomum a obtenção da disfunção de uma entidade, ao contaminá-la nomeando correligionário.

 

                    Numa administração municipal, o prefeito teria grande poder neutralizador da câmara de vereadores, ao nomear legislador para o exercício das funções secretariais.

 

                    A hegemonia política representada pela subserviência legislativa é obtida assim, também pela inibição das funções crítica e fiscalizadora.

 

                    Em não estando o judiciário imune à corrupção, promovida pelo abuso do poder político e econômico, teria em tese, o tal prefeito, um completo domínio político no seu território.

 

                    Nesse cenário sombrio e autoritário seriam frequentes a consumação da injustiça geradora dos vários conflitos graves, conducentes a enfrentamentos físicos e até homicídios.

 

                    Os desvios das grandes fortunas públicas conseguidas com as licitações viciadas, a cumplicidade legislativa municipal e a inocuidade judiciária, seriam fatores desencadeadores dos desentendimentos e crimes de morte.

 

 

 

08/03/2010 - O vereador de Águas de Lindóia Edson Âmbar chamou de chifrudo o presidente da Câmara Municipal, Joel Raimundo de Souza, durante a sessão na cidade localizada a 170 km de São Paulo. O insulto ocorreu diante das câmeras de TV. Houve confusão e briga entre os vereadores. A Polícia Militar foi chamada para intervir na questão.

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publicado às 11:54

Piracicaba fede

por Fernando Zocca, em 16.02.10

 

A mesma safadeza que compõe o contabilista cachaceiro, sua concubina bancária neurótica e a filha, candidata à meliante de periferia, forma também o miserável que simula doença, pra receber esmola numa esquina qualquer, e os ladrões que desviam dinheiro público em Brasília.
A sacanagem só muda de pessoa. É como se ela incorporasse em sujeitos predispostos a agir assim. Essa disposição pode ser até genética. A semelhança entre o contabilista bêbado, sua concubina bancária neurótica e a filha, candidata à meliante de periferia, com os malandros de Brasília está  na quadrilha que os assessora.
Os malandros do Distrito Federal, agora presos, têm auxílio de pessoas que deles receberam favores como empregos, facilidade em licitações, e muitas outras benesses ainda ocultas.
O tal contabilista bêbado, sua concubina bancária neurótica e a filha candidata à meliante de periferia, são assistidos por grupelhos professantes de pseudo-religião, cujos membros fazem parte do secretariado dessa Prefeitura de Piracicaba.
Na verdade são assassinos carentes de qualquer escrúpulo diante da possibilidade de sacrificar suas vítimas.
Piracicaba está cheia disso. A cidade fede. Imperam a falsidade, as segundas intenções, a dissimulação e a hipocrisia.
Esse contabilista bêbado, sua concubina bancária neurótica e a filha candidata a meliante de periferia, são pessoas que têm muito dinheiro. Ou aparentam ter. Eles corrompem consciências com a maior facilidade. Lastreados nessas crenças espiritistas arregimentam almas ingênuas que se deixam enganar pela prosápia fazendo o que eles sugerem.
A corrupção de funcionários está no rol formador da caixa de malignidade dessa gente perversa. Há quem se venda por churrascos, cervejas, CDs; mas também existem os que se deixam levar pela lengalenga difamante.
Pessoas assim envergonham a cidade, o partido político, os sindicatos de classe, a prefeitura e os políticos que os protegem.
São ladrões de herança, matadores de alma e como tal, responderão pelos crimes que cometeram.

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publicado às 00:06

O contablista bêbado, a bancária neurótica e os funileiros assassinos

por Fernando Zocca, em 22.12.09

 

                Um contabilista bêbado, uma bancária neurótica, sob tratamento psiquiátrico, e alguns funileiros assassinos, podem surgir no seu caminho durante essa longa estrada da vida. Mas nenhum deles será tão nocivo quanto o panaca lesador, de  milhões de pessoas, quando retém para sí o dinheiro público.
                Os funileiros assassinos que enchem  diária e impunemente a casa do vizinho com tinta, impedindo-o de respirar podem receber,  a qualquer momento uma saraivada de balas, que os mandem logo pro inferno, lugar de onde não deveriam ter saído.
                Piracicaba foi matéria da grande imprensa nacional quando seu prefeito Barjas Negri (PSDB) era indicado pelos Vedoin, proprietários da empresa Planan, de ser um dos beneficiários do esquemão conhecido como escândalo das sanguessugas. A Polícia Federal que apurou os indícios formando, com as provas colhidas um inquérito, registrou que o prefeito piracicabano, quando era ministro da saúde do governo de Fernando Henrique Cardoso, levava vantagens pecuniárias nas licitações de ambulâncias, distribuídas a mais de 600 municípios brasileiros.
                Essa vergonha caipira, minimizada pelos simpatizantes do PSDB como um comportamento normal, dentre os procedimentos usuais dos políticos vivazes, não ocupou mais o espaço midiático, tendo o grande público ficado sem qualquer certeza da culpabilidade ou não do grandessíssimo prefeito.
                A gestão do senhor Barjas Negri, em que pese ser ela assessorada por gente do quilate da senhora chefe do gabinete Isaura Francisco Bonato Mazzuti, é uma das mais medíocres e imprudutivas do PSDB, que governou esta Piracicaba por várias vezes.
                Nem os governos municipais do atual deputado federal Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB) e do professor catedrático da Esalq Huberto de Campos, também do PSDB, foram tão fracos e insossos como esse do professor doutor Barjas Negri.
                A ideologia professada por esses senhores é a do empreendedorismo que quando mal feito e instruído, gera essas aberrações do tipo da funilaria que funciona prejudicando vizinhos e comércio de bebidas no corredor de habitação popular.
                Quase tudo o que não presta acompanha esse governo incolor, inodoro, insípido e vacilão. Tentando justificar o conforto que o assento das cadeiras públicas lhes causam nos derrières aristocráticos, esses senhores asfaltam ruas já calçadas, constroem pontes onde não há tanta necessidade e deixam fraquejar o atendimento à saúde pública. Parece praga. E vai ver é mesmo.
                O Tribunal de Contas do estado de São Paulo tem rejeitadas, reiteradas vezes, as contas prestadas pela administração do senhor professor Barjas Negri.  A aplicação das verbas federais e estaduais recebidas, não corresponde ao que determina a Constituição Federal, na educação, principalmente.  Enquanto isso obras suntuosas, aparatosas, viscosas  e inúteis para a população carente, brotam no solo piracicabano.
                Tem horas, meu amigo, que dá vergonha ter nascido neste lugar.
 
                Fernando Zocca.
               

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publicado às 14:45

Coisa de bêbado

por Fernando Zocca, em 16.10.09

 

Naquela tarde quente de quinta-feira, dez de janeiro, haveria na casa da Luisa Fernanda, mais uma reunião festiva regada com muitos fluídos alcoólicos. Primeiro a chegar, Van Grogue tinha o rosto afogueado e brilhante, sinais indicativos de que já estava “mamado”.
 
A piscina caseira, no fundo do quintal, continha águas turvas e apesar das queixas constantes dos vizinhos, sobre a possibilidade óbvia da disseminação da dengue, Luisa pouco se importava com os reclamos considerados inoportunos.
 
Van foi recebido pela anfitriã, que agindo com certa exaltação eufórica, puxou-lhe uma cadeira metálica componente de um grupo de quatro em cada mesa. Havia um conjunto de cinco mesas brancas também metálicas, dispostas ao redor da piscina verdolenga.
 
Luisa passou a conversar com Grogue, ofereceu-lhe um copo de cerveja e este acendeu um cigarro. Entretidos na conversa foram logo interrompidos pelos demais convidados que chegavam; estes bem descontraídos e à vontade, acomodavam-se nos locais que escolhiam.
 
O clima estava tranqüilo, no ar pairava um aroma de salgadinhos, perfume e cerveja, quando de repente, o poodle da Luisa, tomado por um acesso incontido de agitação, passou a latir desenfreado.
 
Lá em cima do muro, Isauro o vizinho chato, conhecido nos bares do bairro como boca-de-porco, por causa da halitose repugnante, gritava pedindo silêncio.
 
O burburinho emanante da reunião arrefeceu. Todos olharam para aquele ponto inflamado sobre a parede O cachorro continuava latindo.
 
Isauro diante do silêncio que se formou, e torcendo para que a dentadura não lhe escapasse da boca, disse:
 
- Gente, pelo amor de Deus! Eu preciso dormir. Tenho que levantar cedo para pegar no meu serviço. Assim não tem quem agüente.
 
As pessoas voltaram-se umas para as outras e todas buscando, com o olhar para Luisa Fernanda uma orientação, viram pelo gesto que ela fez, que poderiam continuar divertindo-se sem maiores problemas. Que não se preocupassem.
 
Luisa Fernanda girara o indicador da mão direita em torno da orelha do mesmo lado, dizendo com aquilo que Isauro era maluco, e que desmerecia atenção.
 
Isauro calou-se diante da zoada que recrudescia, arrumou os fios rebeldes da peruca nova, descendo então do muro.
 
Mas logo os comensais tensos puderam ver horrorizados que tijolos eram lançados contra eles. Houve um alvoroço, um corre-corre e alguns caíram empurrados por outros.
 
Ameaçando de morte aquela gente toda, Isauro ofegante, por causa do tabagismo, atirava tijolos enormes contra os festeiros sem, no entanto, acertar nenhum em ninguém.
 
Esquivando-se, protegendo-se e sentindo-se seguros, os convivas puderam observar até que ponto ridículo e absurdo a insanidade provocada pelo alcoolismo, analfabetismo, e tabagismo podem levar alguém, apesar da idade avançada.
 
Isauro vestia uma bermuda verde suja, um par de chinelos rotos e uma camiseta azul sem mangas. Seu rosto congestionado indicava intoxicação; ele só não invadiu a casa da Luisa Fernanda por absoluta falta de preparo físico. A taquicardia e taquipnéia impediram-no de coordenar os pensamentos e, o máximo que ele podia pronunciar para a vizinha era a frase: “vou te matar”.
 
Na verdade Isauro estava louco, impregnado pela pinga ruim, cerveja de garrafa com tampinha enferrujada e cigarros baratos.
 
Apesar dos esforços da Luisa Fernanda, feitos para impedir a debandada, não houve mesmo jeito.
 
A festa acabara e a reunião fora desmanchada num clima lúgubre de revolta que se apoderou das pessoas. Todos foram embora indignados.
 
Arrasada, envergonhada e prometendo revanche, Luisa Fernanda sentou-se ao seu teclado, onde passou a dedilhar velhas melodias.
 
Ela tocava de ouvido e apesar do medo que sentia, diante de uma outra provável investida de Isauro, deixou-se levar pelo encantamento dos sons mágicos.
 
No dia seguinte Luisa, ainda bem ressentida, tratou logo de esquecer as ocorrências partindo, bem cedo, para a academia onde dançaria boa parte do tempo.
 
 
Fernando Zocca.

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publicado às 14:39


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