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Dentes na boca de pobre 

por Fernando Zocca, em 24.01.15

 

 

 

O povo desdentado de Piracicaba agradeceria muitíssimo se o atendimento odontológico municipal (CRAB), situado na Rua Gonçalves Dias, nº 70, funcionasse corretamente. 

Os certificadores de que tudo vai bem, não podem, entretanto, negar que a demanda seja bem superior que a capacidade do atendimento. 

Aliás a deficiência pública, nesta área da saúde, reflete o amadorismo político, atualmente vigente em Piracicaba, desde há muitos e muitos anos. 

O cidadão sem dentes, que se candidata à uma dentadura municipal, precisa seguir certos trâmites burocráticos, eficientíssimos na desesperança que provocam.

A ausência da capacitação, nesta área odontológica da cidade, talvez precise de tantas idas e vindas dos candidatos, como forma de barreira de contenção, das verdadeiras procissões sucessivas dos carentes.

A dinâmica que o eleitor sem dentes de Piracicaba deve seguir é essa: 1. Precisa ir ao posto  de saúde municipal do seu bairro; 2. Lá o funcionário  o encaminhará ao CRAB do Piracicamirim; 3. No CRAB o pobre desdentado piracicabano pode ser informado que deve voltar ao posto do seu bairro, onde lhe informarão quem é o dentista - se está de férias ou não -  que pode atendê-lo.

Percebe-se que os casos em andamento obtêm, depois da espera demorada, a atenção dos encarregados. 

Entretanto novos candidatos, a essa dádiva miraculosa municipal, só poderão ser aceitos quando dentistas responsáveis voltarem das férias, ou quando houver, depois de meses e meses de mastigação ineficiente, o prêmio duma vaga nova, ofertado pela abertura dessa espécie de vestibular, onde só passa quem está bem trumbicado.

Não dá pra deixar de concluir que há muita gente precisando de tratamento dentário e pouca em condições de oferecê-lo. 

Então meu astuto e inteligente leitor perguntaria: "Mas por que não contratam mais dentistas, instalam outros consultórios?" Ora, porque teoricamente, a administração municipal teria de aportar mais verbas neste setor. Além disso, a prefeitura deveria criar mais cargos e isso, depende da Câmara Municipal.  

É como despir um santo pra vestir outro. E as pontes, o asfalto, o luxo dos prédios públicos que todo mundo vê? Como ficaria a imagem da administração se essas coisas, visíveis ao eleitor, tivessem sua seiva minguada em benefício das dentaduras ocultas?

É claro que mais vale, aos políticos profissionais, os salários e seus acessórios, garantidos pela satisfação popular, nascida nas visões do asfalto recapeado, do que nos sorrisos proporcionados pelas dentaduras municipais.

Ou seja: asfaltar ruas provoca mais ideia de competência do que botar dente na boca de pobre. 

É urgente a instalação de novos gabinetes dentários e a contratação de mais dentistas compromissados com o atendimento eficiente da população carente desta cidade. 

 

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publicado às 12:28

Quer aparecer

por Fernando Zocca, em 30.12.14

 

 

O que seriam das TVs, das câmeras filmadoras, fotográficas, dos filmes e das apresentações teatrais se prevalecesse a noção de que o exibir-se é condenável?
Não podemos deixar de crer que reprovam as manifestações pessoais, ao público - o querer aparecer - todos aqueles que julgam não ter predicados para fazer o mesmo.
Há indivíduos portadores de personalidades psicóticas que não admitem ser olhados por julgarem ter algo físico causador da zombaria. 
Na maior parte das vezes, porém, a base do desejo de viver às ocultas, pode estar na autoestima debilitadíssima. 
Então, ao contrário do que fazem as pessoas do mundo inteiro, postando na Internet selfies e filmes com imagens próprias, os que se menosprezam, procuram hostilizar moral e fisicamente aqueles que assim agem ao seu redor.
O que se vê é a negação da tecnologia ou a sua incapacidade para utilizá-la em proveito próprio. Na verdade é a negação de si mesmo e tentativa de sufocação dos que não são reputados semelhantes. 
Desconsiderando as possíveis descompensações orgânicas, razões prováveis de tanta insensatez, conclui-se que a deficiência, no aproveitamento dos benefícios trazidos pela tecnologia, só pode ter origem na falha da educação fundamental. 
Agora adicione-se à essa formula o uso imoderado do álcool, tabaco, e drogas ilícitas. 
O resultado é a exacerbação dos núcleos retardatários agressivos, impermeáveis às tentativas de socialização.
Das hostilidades morais, partem então, os criminosos, para a intimidação, o constrangimento; não raras vezes eles - os criminosos - obtém o beneplácito de algumas "autoridades" do legislativo/executivo, mal informadas ou desejosas de retaliação. 
O absurdo nisso tudo é fazer os incomodados retirarem-se quando os incômodos são a expressão das violações das leis. 
O inacreditável nisso tudo é o temor de frequentar as cerimônias religiosas da paróquia, das reuniões dos grupos filantrópicos e praticar as ações a eles relacionadas. 
Quando isso ocorre, meu amigo, inexiste nada mais educativo do que a aplicação das penas impostas pelas leis. 
É o que temos dito.
Faz tempo.

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publicado às 00:30

Coisas que enojam  

por Fernando Zocca, em 03.12.14

 

Não seria difícil concluir que, por baixo - na região do subconsciente - dos surtos psicóticos que induziram - por exemplo - a agressões da filha do pai adúltero, ou das reações histéricas, durante a recepção das notícias do falecimento de parente próximo, haveriam traumas dolorosos terríveis.

Essas reações emocionais violentas seriam formas de protesto - de indignação até -, contra o que se pode chamar da repressão agressiva considerada injusta.  

Poderíamos compará-las ao rompimento de uma barragem, quando então toda aquela enxurrada emocional transbordaria causando as consequencias condenáveis. 

Até mesmo alguns autores do crime de rixa que, cercando a casa do vizinho, promovendo o maior banzé-de-cuia, quase derrubando o portão da casa de quem não tinha nada a ver com as quizumbas familiares antigas, teriam em suas mentes, de "pavio curto", históricos de trauma.    

É indispensável que, com o objetivo da manutenção da paz na rua, no quarteirão e no bairro, haja a participação mais ativa de alguns segmentos importantes da sociedade.

Um deles seria o responsável pela segurança pública. As autoridades policiais, tanto civil, quanto militar, devem estar atentas para a identificação dos verdadeiros psicóticos criminosos do local.

Ao poder Judiciário cabe o julgamento dos casos levados ao seu conhecimento, tendo em consideração que o exercício arbitrário das próprias razões, ou o linchamento, não podem, de forma alguma, substituir a prestação jurisdicional, mesmo que os promotores das rixas aleguem serem culpadas as vítimas, ora assediadas.

Nos regimes democráticos todos têm direitos. Inclusive os loucos. Mas, é claro, com algumas restrições impostas pelas leis. Por exemplo: o cidadão não pode, ao instalar um compressor de ar, junto à parede do imóvel do seu vizinho, provocando trepidações e rachaduras nas paredes, só porque teria três filhos pra criar.

Por causa dessa sua incumbência - de criar os filhos -, não pode também o tal vizinho, fazer todos os demais moradores do local, respirar a tinta com as quais ele pintaria os automóveis na sua funilaria.

E o que dizer do doido que, invadindo as madrugadas, fazendo o maior escarcéu com aquele projeto de banda musical, induzindo depois os parentes, e demais autoridades a acreditarem que os incomodados deveriam se retirar?

Está certo o maluco, ou deficiente auditivo, achar que por ele gostar de um determinado gênero musical, todos os demais à sua volta também gostarão? 

E com esse tipo não haveria escolha: se não gosta desta ou daquela música tem de gostar, na marra.

E o que falar da tese enojante de que os prejudicados devem ficar quietos sob pena de tudo piorar?

A gente não pode deixar de crer que esse comportamento opressor, autoritário e injusto seja o resto daquele que governou o Brasil de 1964 até 1985.

Chega de opressão. Chega de loucura.    

 

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publicado às 12:59

Padrão de Vida

por Fernando Zocca, em 12.09.14

 

 

 

 

Os embustes demoníacos do PSDB, em Piracicaba, foram ineficientes para destruir os que lhe fizeram oposição. 

Há alguns anos estes senhores, que há décadas ocupam os postos de mando político na cidade, prendiam, arrebentavam e matavam os que ousassem dizer-se-lhes contrários. 

Hoje, devido as mudanças tecnológicas, sociais e políticas o expediente mais empregado - em oposição aos que protestam contra a destruição do meio ambiente, os engarrafamentos nas grandes cidades - ainda é, dentre outros, a desagregação familiar. 

E para isso não economizam energia na criação dos factoides causadores de rejeição, bem como na instigação das situações destruidoras das formações familiares.

Apesar de não haverem ainda condenações judiciais, nos casos de superfaturamentos, nas obras dos metrôs e trens de São Paulo e Brasília, ocorridos nos governos de Mário Covas, José Serra e Gerando Alckmin - todos do PSDB -, os indícios são de que sem os tais ilícitos não haveria a conclusão dos projetos. 

Nesta guerra entre PSDB e PT, (elite, empresários, empreiteiros, latifundiários, industriais, versus o proletariado), que desgasta, cansando parte da mídia, surge uma terceira alternativa representada por Marina Silva.

Mas o que faria a mais, esta candidata, se não fosse manter a representação e as diretrizes das políticas propícias aos interesses dos que embasam o atual governo federal?

O que pode mais fazer a senhora Marina, que se for para o segundo turno com Dilma, certamente receberá o apoio do derrotado Aécio Neves, além do que tem feito o PT, em benefício da população menos contemplada financeiramente?

Bolsa escola, família, vale cultura, faculdades de medicina, programa mais médicos, minha casa minha vida, transposição das águas do rio São Francisco, que arrepiaram os cabelos dos que ouviram pela primeira vez as propostas, antes das implantações, podem deixar de ter as características populares, feições próprias dos seus criadores? 

Trocando o certo pelo duvidoso, quem garantiria que as orientações desenvolvimentistas não fossem mais direcionadas aos trabalhadores e sim às elites proprietárias, industriais, fazendeiros e donos das grandes áreas de terras?

Quando oposição o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pregava (escrevendo livros, artigos nos jornais, nas revistas, lecionando e discursando), a política objetivadora de mais conforto e bem-estar para as classes mais humildes.

Entretanto ao assumir o poder, que o fez por oito anos, privatizou instituições, favoreceu ações que hoje em dia resultam na intransitabilidade das grandes capitais, e da consequente deterioração dos padrões de vida.   

Ou seja, mudou de opinião o então presidente da república; pediu que esquecessem o que ele escreveu e pregou. Foi ouvido e o PSDB governou por tanto tempo chegando ao que chegamos agora. 

Depois do senhor Henrique Cardoso, Lula governou por dois mandatos. O sucesso da sua política ensejou a eleição de Dilma, cujas ações políticas autorizam-na a conduzir a nação por mais uma gestão. 

Mentira tem pernas curtas. Os conceitos embasadores das opiniões dos senhores políticos tucanos de Piracicaba são equivocados. Laboraram e governaram durante todos esses anos fundados em falsidades. 

Excluíram, segregaram e se omitiram nos vergonhosos assédios morais, baseados nas patranhas. Cometeram injustiças terríveis, irreparáveis.

Devem dar a vez aos que, apesar de terem companheiros atingidos, sempre tudo fizeram em benefício do povo brasileiro. 

 

 

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publicado às 20:49

Injustiça Gera injustiça

por Fernando Zocca, em 22.12.10

 

                                              Teoricamente os poderes componentes da estrutura dos Estados democráticos são três. O legislativo, cuja incumbência seria a de elaborar as regras norteadoras do agir na sociedade, o executivo cuja proposta é a de praticar as ações determinadas, e o judiciário que se incumbiria de julgar as condutas havidas no meio social.

 

                    Em tese haveria independência entre essas três instituições, mas na prática não é bem isso o que acontece. Observa-se que não é incomum a obtenção da disfunção de uma entidade, ao contaminá-la nomeando correligionário.

 

                    Numa administração municipal, o prefeito teria grande poder neutralizador da câmara de vereadores, ao nomear legislador para o exercício das funções secretariais.

 

                    A hegemonia política representada pela subserviência legislativa é obtida assim, também pela inibição das funções crítica e fiscalizadora.

 

                    Em não estando o judiciário imune à corrupção, promovida pelo abuso do poder político e econômico, teria em tese, o tal prefeito, um completo domínio político no seu território.

 

                    Nesse cenário sombrio e autoritário seriam frequentes a consumação da injustiça geradora dos vários conflitos graves, conducentes a enfrentamentos físicos e até homicídios.

 

                    Os desvios das grandes fortunas públicas conseguidas com as licitações viciadas, a cumplicidade legislativa municipal e a inocuidade judiciária, seriam fatores desencadeadores dos desentendimentos e crimes de morte.

 

 

 

08/03/2010 - O vereador de Águas de Lindóia Edson Âmbar chamou de chifrudo o presidente da Câmara Municipal, Joel Raimundo de Souza, durante a sessão na cidade localizada a 170 km de São Paulo. O insulto ocorreu diante das câmeras de TV. Houve confusão e briga entre os vereadores. A Polícia Militar foi chamada para intervir na questão.

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publicado às 11:54

A Política do Passarinho

por Fernando Zocca, em 24.08.10

              Você já participou daquelas reuniões que mais parecem torneios de canto de canários? Sabe aquelas disputas entre pássaros, promovidas por passarinheiros, nas quais vencem os piu-pius que calam a todos os demais, com os seus gorjeios?

 

            Por incrível que pareça isso existe e não está longe de nós. Na verdade não interessa muito o conteúdo do “canto” do tal plumoso. Ele deseja provar a si mesmo, e aos outros ouvintes, que é o mandão naquela “gaiola”.

 

            Os garganteios são vazios de razão, e o calar do oponente, significa a ascendência da sua vontade, das suas orientações. Essa transferência do comportamento dos pássaros, para as relações humanas, tem como motor o predomínio politico.

 

            Se há alguns anos passados, calava-se a oposição com a violência física, hoje se observa a aplicação dessa técnica, inspirada nos torneios de passarinhos, para a conquista daquela sensação de superioridade. Pode-se afirmar ainda, ser esse procedimento arraigado, em alguns grupos, os resquícios do autoritarismo, daqueles famosos e antiguíssimos coronéis de antanho.

 

            Quando o tal bípede inicia o seu pipilar, procura impedir qualquer manifestação semelhante, que possa vir de outros bicos. Na verdade o plumoso, chatíssimo por sinal, teria sérias dificuldades em ouvir os semelhantes.

 

            A intensidade, a frequência e a constância dos cocoricós, nas reuniões, indicariam a tentativa de negar a existência de outros prováveis cantos diversos, compostos por conteúdos mais palpáveis.

 

            Não existiria a mecânica do ping-pong. Sabe aquele jogo em que a bola é lançada de um jogador ao outro? No manejo desse bípede enrustido, só ele lança as bolas. Ninguém mais pode fazê-lo.

 

            Podemos também comparar esse comportamento, obsoleto e deficiente, com as cascatas. O jorro vem só de um lugar. Isso, meu amigo, é coisa de gente descompensada, prepotente, orgulhosa, que precisa rever, com urgência urgentíssima, suas posturas desatualizadas, ou procurar a ajuda de especialista.

 

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publicado às 14:42

Pintando Automóveis

por Fernando Zocca, em 31.07.10

                       Você já imaginou residir numa casa há algum tempo e perceber que começou a funcionar, bem ao lado, um empreendimento bastante nocivo à saúde?

 

                        Muito indignado você procura os responsáveis pelos tormentos e sabe o que eles lhe dizem? “Os incomodados que se retirem!”

 

                        Então, pacientemente você procura um vereador e lhe explica o problema: “Olha, seu doutor, os caras pra fazer o que vêm fazendo, precisam utilizar equipamentos especiais do tipo estufa, a fim de que os resíduos tóxicos não vazem, fazendo mal aos vizinhos”.

 

                        O nobilíssimo edil ao responder-lhe, via e-mail, afirma, entretanto que aquelas pessoas estão trabalhando e que não pode impedir ninguém de ganhar dinheiro.

 

                        E aí como é que fica?

 

                        O fato de serem os tais empreendedores pessoas pobres, ou mesmo muito deficientes, não os impediria de seguir as determinações das leis, das normas técnicas e do bom senso.

 

                        Ou seja, as misérias materiais e espirituais que compõem o ser dessas pessoas, não podem justificar as ações incivilizadas.

 

                        Trocando em miúdos: a incapacidade financeira impeditiva da aquisição dos equipamentos necessários, para o desempenho de uma determinada atividade, não pode ser motivo justo que permita à tal ocupação, prejudicar a terceiros.

 

                        Os camaradas poderão ganhar o dinheiro, não resta a menor dúvida, mas desde que não violem o direito alheio.

 

                        As pessoas têm direitos assegurados à saúde, ao bem estar, a viver em paz. Quando uma atividade econômica invade esses direitos ela deve ser limitada.

 

                        “O meu direito termina onde começa o do outro”.  Não posso impedir ninguém de respirar. Mesmo que eu precise ganhar dinheiro pintando automóveis.

 

                        É nessas horas que o cidadão eleitor conhece a eficiência duma administração municipal.

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publicado às 15:13

Não faça aos outros o que não deseja para si

por Fernando Zocca, em 16.07.10

                          Quem é que não precisa de alguém, não é verdade? Todos nós carecemos das outras pessoas para que exerçamos, com plenitude, o nosso destino glorioso, traçado por Deus.

 

                            O que seria do autor de novelas se não houvesse aquela atriz, ou ator que lhe fizessem brotar a verve literária? O que seria do filósofo se não houvessem os problemas emaranhados, a opressão do poder, as injustiças políticas e sociais?

 

                            Ninguém pode ser completo sozinho. Tudo o que temos vem de alguém, por meio de alguém, feito por outras pessoas. As próprias riquezas naturais, como o ouro ou petróleo, por exemplo, são conseguidas por esforços, de gente habituada a  isso.

 

                            Então, das profundezas e superfície da terra surgem os bens primários, indispensáveis a sobrevivência nossa sobre o planeta. “Mas espera um pouquinho ai...” - interromperia nosso arguto leitor – “... se tudo o que temos passou antes por alguém, o que dizer da luz do sol, da terra em si, das águas do mar, dos ventos e de todas as demais estrelas do céu?”

 

                            As coisas que não foram criadas pelas mãos humanas estavam aqui antes de qualquer um de nós chegarmos. O universo todo precedeu a qualquer forma de vida. Como explicaríamos a existência dessas coisas?

 

                            Na verdade tudo teve um princípio, um começo. As interpretações dependem da “tribo” a que você pertence. Se você se alinha aos cientistas, então você se contentará com as aulas que ensinam ser o universo um produto da grande explosão chamada “Big Bang”.

 

                            Mas se a dúvida lhe atazana o senso de certeza, você notará que, além de todas as coisas, visíveis e invisíveis,  serem o resultado de movimentos constantes e regulares, o início foi propiciado por uma poderosa força criadora denominada, há milênios, pela palavra Deus.

 

                            “Então, nesse sentido, Deus seria uma grande explosão?” – perguntaria meu apressadíssimo leitor.

 

                            Em resposta lembraríamos que Deus é amor, compaixão, vida, respeito ao próximo, e principalmente apreço às liberdades individuais, inclusive  a de expressão.

 

                            Não devemos fazer aos outros o que não desejamos pra nós mesmos.

 

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publicado às 16:07

...

por Fernando Zocca, em 13.07.10

                            Num quarteirão existem os mais loucos e esses tipos podem apresentar sinais que os distinguem. A agitação é uma das características perceptíveis.

 

                            Os sintomas da agitação psicomotora são os seguintes: 1) – Insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir. 2) – Humor irritável com exagero  das manifestações agressivas a estímulos inofensivos. 3) – Angústia, “medo”, pavor e pânico. 4) - Regressão à etapas primitivas da organização psíquica, irracionalidade das atitudes. 5) - Conduta hiperativa, desorientada desmesurada, multiforme; falta de sentimento de cansaço e esforço; movimentação constante, como o de uma pessoa impaciente, que está num certo lugar à espera de algo e que ao mesmo tempo quer sair para fora. 6) – O enfermo experimenta uma imperiosa necessidade de movimentar-se; anda sem parar de um lado para outro apressado, irritado, aborrecido, como se tivesse preso num determinado limite e a procura de saída. 7) – Dificuldade de manter diálogo com predominância de monólogos incompreensíveis.  8) – Agressividade sujeita a impulsividade. 9) – Transtorno de consciência, com flutuação do nível da consciência, desorientação e em certos casos, estado confusional.

 

                   As pessoas dotadas de maior acuidade ou senso de observação podem notar que, em determinado doente mental do quarteirão, destacam-se alguns sintomas. Dentre eles a insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir; o medo; a predominância de monólogos incompreensíveis e agressividade sujeita a impulsividade.

 

                   O delírio persecutório, de interpretação, e as confabulações são também facetas observáveis com facilidade nessa personalidade insana, acometida pela agitação psicomotora.

 

                   Sob surto os loucos do quarteirão desassossegam os vizinhos usando muito ruído, vibrações, fumaça e tinta automotiva. Além dos motins de rua, arruaças, podem  atacar com paus, tijolos ou agredirem moralmente.

 

Obra consultada: Semiologia psiquiátrica.

Dra. Maria Levy.

 

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publicado às 13:55

O Mau Senso

por Fernando Zocca, em 07.07.10

Claudinho Bambini, o veadinho branquelo que cismou poder espancar o Grogue numa quizila surgida na praia artificial Tupinambiquence disse, naquela tarde, para a turma toda reunida:

 

- Vê se tem cabimento uma coisa dessas: o sujeito vendeu o carro que tinha e depois se arrependeu, negando-se a entregar a coisa. Esse mau senso ultrapassou os limites negando-se a devolver o dinheiro que havia recebido, por dizer que o gastara.

 

A rapaziada que, acomodada debaixo dos guarda-sóis, bebericava cerveja e caipirinha, folgando sob o mormaço inclemente, quase não dava atenção ao Bambini, mas mesmo assim ele prosseguia:

 

- Esse tal Van Grogue pensa que é muita coisa. Pois todo mundo sabe que o ordinário, tem passagens pela polícia, tendo sido detido várias vezes, inclusive por tentativa de incêndio. Pegaram essa “carniça” querendo incendiar um boteco com um coquetel molotov.

 

Enquanto Claudinho completava sua comunicação, ingerindo uma talagada da engasga-gato, um avião monomotor, arrastando atrás de si uma faixa publicitária com os dizeres VAI QUE DEPOIS EU VOU, passou voando baixo.

 

Um dos que estavam ao redor do Bambini perguntou:

 

- É verdade que agora todas as portas do inferno se abrem para o escrofuloso? Vai pras cucuias esse Grogue maligno?

 

Quase ninguém prestou muita atenção no que dissera o sujeito, primeiro porque todos estavam “pra lá de Bagdá”, impermeáveis a qualquer impressão que lhes pudessem proporcionar os estímulos do ambiente. E segundo porque o Claudinho Bambini ligara o rádio a pilhas, que trouxera, em volume suficientemente alto que dificultava o entendimento das palavras dos confinantes.

 

- Ouvi dizer que Geraldinho Chuchu, do gabinete do Jarbas, está interessado no projeto daquele circo do prefeito. - afirmou Edgar D. Nal, acendendo um cigarro. - Dizem também que o prefeito vai contratar um engenheiro para construir barcaças que farão passeios turísticos pelo rio Tupinambicas. Será verdade?

 

Como a praia artificial feita por Jarbas, na margem esquerda do rio, ficava próxima ao prédio que abrigava a prefeitura, puderam os banhistas ver o alcaide quando este chegava naquela tarde, para o trabalho. Bambini disse.

 

- Veja lá o homem das licitações. Ele vasculha tudo, remexe a papelada antiga, mas não se importa quando fazem o mesmo com ele. O mundo inteiro sabe que esse prefeito é brejeiro e que acoberta maganões. Ele usa a seita maligna do pavão-louco para conseguir seus objetivos. Mas já não está tão eficiente assim.

 

- Bambini, ô Bambini, vê se tem um pouco de cajibrina pra mim. Imagine só, com esse calor quem é que agüenta ficar sem tomar cerveja. - clamara, de repente, Mariel zonzo de tanta cana.

 

Mariel Pentelini que até aquele momento não se manifestara, mantendo um silêncio tumular, levantou-se e caminhando até a margem do rio, puxou de lá um cordel que tinha amarrado na ponta, um recipiente de tela metálica, dentro do qual havia dezenas de latas de cerveja.

 

- Não desperdice bebida assim. Nós vamos ficar até mais tarde. - esbravejou Aquino Pires, o funileiro que vendera a oficina depois que a polícia o flagrou adulterando vários chassis de carros furtados.

 

Van Grogue sabia que aquela turma vadia e ameaçadora só podia estar na praia àquela hora, por isso passou devagar com seu carro, observando de longe, o grupamento de desocupados.

 

- Não é à toa que a maioria desses panacas vive à custa das pensões do INSS. Bando de vagabundos. É o dia inteiro assim: passam o tempo bebendo e dizendo insanidades. Como é que pode um país progredir com gente desse tipo? Olha lá, tem até um caubóiola no meio da súcia.

 

Bambini e sua quadrilha também desejavam que Grogue sumisse da cidade. Quem mais se interessava por isso era Jarbas, o energúmeno, que deixaria de ter seu eleitorado exposto aos fatos contidos nos processos criminais, que apuravam os crimes por ele cometidos, e proclamados aos quatro ventos, pelo imbatível Van de Oliveira Grogue.

 

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publicado às 14:00


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