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Explorando fulano

por Fernando Zocca, em 05.10.13

 

0 que você responderia para alguém que lhe dissesse "o dinheiro é meu e o dou a quem eu quero"?

O ciúme que tal disposição de vontade faria emergir não autorizaria ninguém a reter, a título de compensação, importâncias posteriores destinadas ao mesmo beneficiário.

Ou seja, as atitudes baseadas no raciocínio "Ah, ele recebeu o que não era dele, explorou fulano ou cicrano, e por isso eu não vou repassar", enquadraria o sujeito no crime de apropriação indébita.

Na verdade o camarada que assim age não faria, outra vez equivocadamente, nada mais do que a justiça pelas próprias mãos.

O sentimento de "injustiça" que doações em dinheiro provocariam no indignado, impediriam-no de compreender que as propriedades legítimas podem ser destinadas a quem melhor aprouver os seus donos.

Em outras palavras "cada um faz o que quer com o que lhe pertence", até o momento em que seja declarado jucidialmente incapaz. 

"Dar a cada um o que é seu" fundamenta o raciocínio jurídico, embasa o equilíbrio e promove a pacificação.

Eu não me sentiria nada bem se mantivesse comigo algo que não me pertencesse. Para manter a saúde e o bem-estar procuraria devolver, o mais rapidamente possível, tudo o que não fosse meu.

Ninguém poderia dizer ser proprietário de algo cuja aquisição não fosse legitima.

Mas há quem não se preocupe muito com isso. Cada um sabe de si.

É ou não é?

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publicado às 14:50

Água Fria

por Fernando Zocca, em 15.09.13



- Van, é verdade que você viajou para Wilmington, Califórnia, nos Estados Unidos? - quis saber Ester Icca que abordava o pingueiro na feira livre semanal do bairro.

Pigarreando e ajeitando os tomates, que acabara de comprar, no saco plástico branco, Van de Oliveira respondeu:

- Veja bem, minha querida Icca: é verdade sim que fui, numa ocasião para Wilmington. Mas não na Califórnia. Originalmente meu destino seria aquele. Entretanto por ironia do destino ou malvadeza, não sei, fui parar lá no Estado de Dalawere, nordeste dos Estados Unidos.

- Carolina do Norte? - indagou Ester.

- O estado é Delawere e a cidade, Wilmington, fica na confluência dos rios Christina e Brandywine.

- Ah, mas então você deu uma entradinha no rio Christina?

- Não. Imagina. Nem cheguei perto.

- Nem passou a mão na água?

- Não, bem. Não fiz isso não.

- Mas por quê? Era muito fria? - insistiu Ester.

- Fria eu sei que era. Mas não foi por isso que deixei de passar a mão ou entrar. Na verdade eu não estava a fim.  E nem podia. Você sabe, a gente não pode fazer tudo o que quer. Tudo tem um limite.

Diante do espanto de Ester Icca, Grogue continuou:

- Aquele pessoal que estava comigo começou a brigar entre si. O marido acusava a mulher de traição, e ela, por sua vez, dizia que ele era um bêbado e que a vivia espancando.

- Nossa!

- Eu me lembro que quando estávamos passeando pelas margens do Christina a mulher gritava "você é um caminhoneiro frouxo, bêbado e que só espanca sem dó nem piedade. Não reclame da galhada que eu te pus e ponho. Você sabe que eu vim da zona e lá, meu querido, a coisa é assim mesmo. No meu jogo do bicho só dá veado galheiro".

Ester Icca boquiaberta, com os olhos fixos na face do Grogue, apalpava algumas laranjas e as colocava automaticamente na sacola.

- Oi gente - cumprimentou Inês Kau aproximando-se da dupla - tudo bem com vocês?

- Ah, oi Inês. Que bom te ver. Imagina... O Grogue está falando que não entrou no rio Christina - confidenciou Icca.

- Não? Como assim? Todo mundo pensa que você entrou, foi e voltou, fez e desfez lá naquelas águas. Como pode isso?

- Essa negadinha é perversa, - respondeu Grogue - eles inventam cada uma que dá até medo.

- Ele me falava que o casal que estava com ele brigava muito entre si. O marido acusava a mulher de traição e ela, por sua vez, o acusava de agressões frequentes por causa do alcoolismo - disse Ester Icca para Inês.

- Chegou uma hora que a coisa estava tão complicada, mas tão complicada que a mulher teria jogado o cara no rio - completou Grogue.

- Como assim? A mulher jogou ele no rio, ou foi ele que se atirou no rio Christina? - inquiriu Icca.

- Na verdade ele caiu. Estava tão quente o dia que ele, esbaforido escorregou e pimba; lá se foi pra baixo. E quando tentou sair, agarrando-se no busto de um figurão (no qual havia uma placa com a palavra Bus) que havia ali na margem, derrubou o monumento que se despedaçou todo. Deu o maior bafafá. Veio polícia, perícia técnica e até processo.

- Misericórdia - admirou-se Inês.

- E depois, quando foram pegar o ônibus se assustaram ao saber que até o motorista estava ciente da história do busto - completou Grogue.

- Mas Van, é verdade que teve gente que se elegeu contando essa passagem mítica para o eleitorado? - perguntou Ester Icca.

- Teve sim. E como. Soube de um espertinho que entrou muleque na politica e já é trisavô. Envelheceu mamando no povo.

- Van, meu lindinho... Você quer bombom? - desmanchou-se toda a Icca ao ofertar a guloseima que tirara da bolsa.

- Olha, também tenho bombons pra te dar. Só que estão em casa. Você aparece depois por lá? - disse também Inês.

- De vocês, garotas lindas do meu coração, aceito tudo. Mas sem compromisso sério, entende?

É claro que elas entendiam.

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publicado às 21:55

Rosas para Ana

por Fernando Zocca, em 18.01.11

 

                  Quem não se lembra desse livro publicado por mim em 1982? Era um romance e deu um bafafá dos infernos. Teve marido que pensou logo na possível cornitude própria.

 

                            As reações foram tão sérias que o ciumento arregimentou parentes, vizinhos e os colegas de copo, pra confabular sobre as prováveis intenções adúlteras deste autor que vos fala.

 

                            Do boteco de periferia você sabe que nascem planos pra tudo: desde assaltos a banco, invasões de residências, furtos, assassinatos, estelionatos mil e até motins de rua.

 

                            Eu vendia bem o tal livrinho. Caminhava pelas ruas do centro de Piracicaba, com um pacote de vinte ou trinta exemplares e ao encontrar colegas, amigos, conhecidos e pessoas desconhecidas, oferecia o meu trabalho, obtendo assim grande, como direi, “fluxo de caixa”.

 

                            Cheguei a fazer uma poupança substanciosa com os recursos provenientes das vendas.

 

                            Mas você sabe como é: ninguém tirava da cabeça do travesso que a Ana do livro não era a mulher dele. O pior ainda acontecia quando o tal entrava nos botecos e era zoado pela torcida sobre a iminente eclosão dos chavelhos.

 

                            O cara não sossegou enquanto não obteve a satisfação íntima de que o escritor não passava de um zé-ninguém, um ingênuo do qual tiravam o que quisessem.

 

                            Pois foi o que aconteceu. Um advogado e corretor de imóveis, parente desse nosso homem que suspeitava, induziu clientes seus a nos procurar e desenvolver uma história pungente de abandono, separação, doença e morte.

 

                            Os homens se aproximaram de mim quando eu saia da Caixa Econômica do Estado, depois de efetuar mais um depósito na minha já gorducha conta corrente.

 

                            Conversa vai, conversa vem, os bons cidadãos disseram que me conheciam e que tinham um negócio muito bom pra mim.

 

                            Então falaram de uma pobre velhinha que não se dava bem com os vizinhos, que não bebia água, mas só refrigerantes, que estivera muito doente, acometida por diabetes e que viera a falecer deixando um imóvel numa localidade rural da cidade.

 

                            Esses generosos homens se propunham a ceder seus direitos hereditários sobre a referida propriedade, desde que recebessem o preço que julgavam justo.

 

                            Você não vai acreditar, mas o valor solicitado era o mesmo que havia na minha caderneta. E não é que a besta aqui, sem nem ao menos visitar o tal imóvel – apenas possuído pela compaixão - acabou adquirindo os direitos sobre ele?

 

                            Houve até escritura de cessão de direitos hereditários. Bom, isso era o que faltava para o suposto futuro traído acalmar a ebulição da alma que a tal hipotética cornitude provocava.

 

                            Logo depois foi a vez desse nosso querido quase atraiçoado nos mandar rosa. Era uma de carne e osso, idosa, tinha ascendência italiana, andava pelas ruas em andrajos e dizia ser proprietária de cinco imóveis em Piracicaba.

 

                            Mas isso, meu amigo, é outra história.

 

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publicado às 20:14

O Pé Direito

por Fernando Zocca, em 31.12.10

 

 

                                Tomávamos o café da manhã naquele sábado ensolarado. À mesa estava Neide, nossos dois filhos de oito e sete anos e eu que lia também o jornal.

                Por estar em férias, já pensava no que faria depois de completar a leitura. Havia algumas alternativas como passear com as crianças, curtindo a vegetação da praça, sair sozinho, para fotografar alguma cena interessante ou ver TV.

                Ainda na dúvida e envolvido pela zoeira dos meninos, que já corriam pela sala, ouvi o velho telefone fixo que tilintava insistente.

                Neide levantou-se rápida, e ainda mastigando um pedacinho de biscoito de chocolate, atendeu.

                - Ah, oi! Como vai? Você não acredita, mas estava pensando em você. Hã, sei. Lá no sítio? Hoje? Não sei, vou falar com o Lucas.

                Depois de mais algumas palavras Neide tapou o bocal do aparelho e olhando para mim disse:

                - É a Madalena! Ela está perguntando se a gente quer passar o final de semana lá no Alvo. Diz que vai ter festa.

                - Essa sua irmã não tem sossego mesmo. Acabou de chegar da Disney e já pensa em festança – respondi fechando o jornal e ingerindo o último gole de café.

                - Ela está dizendo que vai ter churrasco e que meio mundo foi convidado.

                - Quando ela vai? – quis eu saber já preocupado.

                - Madalena! Quando vocês vão? Hoje? Hã, você passa aqui pra nos pegar? Ah tá, nós esperamos – encerrou Neide a conversa, desligando o telefone.

                Depois, vindo em minha direção:

                - Ela disse que daqui a meia hora vem nos pegar, pra gente passar o final de semana lá no Alvo. É melhor todo mundo ir se aprontando – ordenou Neide batendo palmas no meio da sala, chamando a atenção dos meninos.

                Passado o tempo Madalena buzina defronte o sobrado. Além de causar o estardalhaço com o som estridente ela gritava também.

                - Neide! Lucas! Vamos embora crianças!

                - É a Madalena. Vamos, todo mundo! Rápido, correndo! – instigava Neide meio louca com a agitação da irmã.

                - Nossa Senhora! Pelo amor de Deus! Vamos devagar se não a coisa complica – gritei eu, tentando segurar a avalanche.

                Madalena já acionava a campainha da porta gritando na sequencia:

                - Vamos gente. Temos que pegar a estrada daqui a pouco.

                Todos, inflados pela doideira da Madalena, corremos pra porta. A agitada nos ajudou a acomodar as mochilas no porta-malas.

                No carro e ao som, no último volume, de Massachusetts do Bee Gees, Madalena esgoelava:

                - Vamos pra Campinas. O Marcelo está nos esperando.

                E lá fomos nós estrada afora. Ainda bem que havia pouco movimento.

                Em Campinas, na mansão da cunhada, Marcelo dormia com a boca aberta, atravessado na cama do casal. Ele vestia camiseta verde, calça jeans justa e calçava mocassim marrom. Ele não se assustou quando Madalena acordou-o.

                Enquanto esperava Marcelo trocar as roupas – ele trabalhara a manhã toda – Madalena, falando pelos cotovelos, preparou um café bem forte.  

               Ouvindo a história de que a empregada fora dispensada na sexta-feira à noite e, informados de que não haveria tempo para a feitura do almoço, tomamos o lanche feito com pão de forma, queijo prato e café com leite.

                Marcelo apareceu na cozinha com os cabelos molhados e penteados para trás. Vestia uma camiseta alvinegra de listras horizontais, calça jeans limpa e os mesmos sapatos. Ele abriu a geladeira e tomando uma lata de cerveja abriu-a, beliscando o queijo também.

                Combinamos que iríamos ao sitio em dois carros. Num deles Marcelo e eu. No outro Neide, as crianças e Madalena.

                Chegamos ao Alvo à tardezinha. Havia muita gente reunida. Eram os parentes dos irmãos do Marcelo, empregados das empresas e o pessoal que morava no sítio.

                Uma churrasqueira enorme fumegava assando muita carne, linguiça e até milho verde. Um tambor – desses usados no transporte de petróleo – cortado ao meio, continha dezenas de garrafas e latas de cerveja envoltas por blocos de gelo e pó de serra.

                Crianças corriam entre os adultos acomodados em torno das mesas fartas. Depois de comer e beber muito saí para caminhar um pouco.

                Passei com calma, por uma porteira e prossegui lentamente, por uns dois minutos, sobre a vegetação densa.

                 Percebi que alguém vinha atrás de mim. Mas não me preocupei em saber quem seria. Mal podendo ver adiante, por causa das folhas altas, ouvi um ruído esquisito.

                Senti medo. Mas, pé ante pé, continuei avançando. De repente uma cabeça levantou-se dentre as folhas do capim crescido. Era um cavalo marrom que mastigava lentamente. Ao seu lado havia um pedaço de corda.

                Imediatamente pensei em laçá-lo e montar. Mas uma voz – daquela pessoa que caminhava atrás de mim – disse com força:

                - Não o faça correr porque pode ter um infarto. Faz muito tempo que está parado e pode morrer – disse Ubaldo o caseiro do sítio.

                Recuperado do susto que levei ao ouvir o vozeirão, enlacei o pescoço do animal, amarrei a corda em torno do focinho e montei.

                O bicho ainda mastigava quando começamos a caminhada lenta. Ele estava gordo e assoprava as narinas fazendo ruído.

                Quando apareci diante das pessoas montado no cavalo pude ouvir alguns comentários sobre a possibilidade do passamento do bicho.

                - Ele está muito gordo – gritou uma mulher com voz de quem havia bebido. Um zunzum levantou-se em favor do protesto.

                Não me importei com a falação e conduzi a cavalgadura para o meio do campo onde homens e crianças, formados em dois times distintos, jogavam futebol.

                Sob o alarido das reclamações eu cavalgava pelo campinho, correndo de uma trave a outra, até que alguém veio me explicar que o animal não suportaria tanta agitação.

                Apeado achei que me daria bem jogando futebol com a molecada. Propus-me a jogar num dos times, mas diante da rejeição peremptória, vi-me forçado a procurar o outro.

                O pessoal do segundo time, receoso, concordou que eu jogasse, mas só se ficasse no espaço entre o meio do campo e a nossa grande área. O ataque era reservado aos mais experientes.

                Todos jogavam de chuteiras e a maioria reagiu com indignação, quando entrei no campo calçando sapatos.

              Eu justificava minha posição alegando não poder jogar descalço enquanto todos usavam chuteiras.

                Estava tudo muito bom, corria tudo muito bem, até o momento em que eu, tentando interceptar o avanço do atacante adversário, atingi o seu joelho, com o peito do meu pé.

                Terminou ali, para mim, o jogo e a festa. Eu acabara de fraturar o pé direito.

 

 

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publicado às 01:45

Os gastos da câmara são “enxutos”, diz Longatto

por Fernando Zocca, em 17.12.10

O vereador José Aparecido Longatto (PSDB), atual presidente da câmara de vereadores de Piracicaba, deu entrevista coletiva à imprensa, na tarde de ontem (16/12). Ele fez uma avaliação da administração e confirmou a devolução de cerca de R$ 3,5 milhões para a Prefeitura.

 

Dizendo "Nós contribuímos bastante para o crescimento e engrandecimento da nossa cidade", Longatto iniciou a reunião, onde destacou que a câmara publica suas contas na internet antes mesmo da exigência legal para isso e que os gastos da entidade estão "enxutos".

 

João Manoel dos Santos (PTB) que comandará o legislativo pela terceira vez, a partir de janeiro de 2011, falou do papel do vereador da situação. "Pessoas desinformadas e pouco esclarecidas acham que combativo é o vereador de oposição. Mas, sem uma parceria a cidade não caminha. Sinto prazer em ser da situação e fazer parte de um grupo afinado e comprometido para que a cidade caminhe", garantiu ele.  

Confirmando a parceria José Aparecido Longatto (PSDB), fez questão de frisar que durante a sua gestão, o prefeito municipal Barjas Negri (PSDB) teve todos os seus projetos aprovados e vetos acatados. "Não perdeu nenhuma", lembrou.

 

Para o atual 2º Secretário e futuro 1º Secretário Carlos Alberto Cavalcante (PPS) a união dos vereadores da Mesa Diretora merece destaque.

 

Por falar em câmara de vereadores veja o que aconteceu na Câmara de Vereadores de Viamão (RS) na sessão do dia 14 de Outubro.

 

Estava em discussão o projeto de lei 065 que destinava mais de R$ 31 milhões para a Prefeitura de Viamão (RS). Vereadores contra e vereadores a favor partiram para o confronto físico. Instalada a desordem na Casa do Povo, a sessão foi encerrada.

 

 

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publicado às 16:49

Educação e saúde

por Fernando Zocca, em 23.08.10

                       É meu amigo, a vida tem dessas coisas.  Você passa quatro, oito anos, pedindo às autoridades do município, que fiscalizem as atividades incivilizadas, hostis, violentas, que tornam a vida na comunidade, bastante desconfortável, e nunca é atendido.

 

                Em resposta eles – os eleitos - minimizam o problema, desmerecem a sua pessoa e o convidam, com muita sutileza, a mudar-se de cidade. O lema que os embasa é: “Os incomodados que se retirem”.

 

                Esses senhores, que hoje ocupam os cargos públicos eletivos, agora batem às portas do eleitor, solicitando mais tempo de permanência, junto aos gordos vencimentos, que lhes garantem a paz, a saúde, o bem estar e – é claro - o distanciamento dos assuntos da periferia.

 

                A incapacidade para resolver os problemas relacionados à saúde, em determinadas áreas da orla, é justificada com a desculpa de que não seriam questões de competência do poder público, e nem sequer dos chamados centros religiosos.

 

                Acontece que toda a população da cidade está atenta às ocorrências. Graças a Deus. E a omissão dessas chamadas autoridades responsáveis, patenteia o descaso, o desprezo aos envolvidos. A função do governante não seria a de “botar mais lenha na fogueira”, ao contrário: governante bom é aquele que procura apaziguar os ânimos, promover a reaproximação entre as partes rixosas.

 

                O progresso de uma região não acontece quando os eleitos priorizam somente o desenvolvimento material das urbes. Há de se atentar para os problemas sociais, geralmente produtos da educação ineficiente, e sem dúvida nenhuma, também da saúde pública, hoje completamente lesada.

 

                A má educação, o grau elevado de incivilidade, a grosseria e a estupidez das pessoas, destacam muito mais intensamente uma região do que algumas pontes e asfalto desnecessário nas ruas.

 

                

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publicado às 19:01

Os perturbados

por Fernando Zocca, em 04.08.10

 

 

                 Pessoas perturbadas, emocionalmente instáveis, moralmente deficientes e intelectualmente primitivas, tornam o ambiente residencial impróprio ao desenvolvimento saudável das crianças.

 

       Esse mesmo adulto, em idade produtiva, desocupado, transtorna tanto a dinâmica do lar, que impede as brincadeiras das crianças, interferindo na evolução física e emocional.

 

       O analfabetismo impede os contatos dos deficientes com o mundo desenvolvido, com a saída do próprio umbigo e com as experiências das demais pessoas.

 

       A iliteracia facilita o vicejar das crendices e bota suas vítimas sob o capricho de quem pode manipulá-las. Não é raro haver “religiosos” e políticos amparando a situação da qual obtém credibilidade.

 

       Algumas afecções mentais tipo Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), ou agitação psicomotora, fazem das suas vítimas indivíduos insones, improdutivos e verborréicos; transforma-os em tiranos que agem sob crueldade, acicatando com estereotipias, os filhos, enteados, parentes e vizinhos.

 

       A infatigabilidade, a obstinação, e a beligerância tornam o inconformado reivindicante, um verdadeiro algoz dos que vivem ao seu redor.

  

       Ornados com certa credibilidade, alguns doentes mentais, em estágios mais avançados, podem incitar os parentes, amigos e vizinhos a promover arruaças, verdadeiros motins de rua.

 

       Sob surto psicótico, esse tipo de alienado, pode agredir com tijoladas, ou mesmo usar diuturnamente ruídos, vibrações de maquinário, e poluição do ar, como “castigo”, contra  quem antipatizam.

 

       As autoridades municipais coniventes mostram-se omissas, diante dos problemas desse tipo.

 

Você já viu o Maverick voador?

 

 

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publicado às 19:06

A toxidez de Gabrielzinho

por Fernando Zocca, em 14.06.10

                 Gabrielzinho, o celerado,  desejava tanto que Van de Oliveira Grogue se mudasse da Vila Dependência, que não se importava de passar noites e noites sem dormir praguejando contra ele.

 

                Esse comportamento chamou a atenção da comunidade, tornando assunto bastante comentado entre as pessoas. Até nas rádios e jornais virou tema dos debates.

 

                Numa entrevista ao Diário de Tupinambicas das Linhas, publicada no domingo, 16 de abril, o médico psiquiatra doutor Sily Kone, falara sobre esse tipo de patologia, asseverando que a inveja é um sentimento  capaz de destruir o invejado.

 

                “O sujeito que é dominado pela inveja não consegue fazer nem ter o que o invejado faz ou possui;  portanto, além de desejar ter o que é dele, quer também ocupar o seu lugar, fazendo o que ele faz”. – ensinou o mestre.

 

                “Na verdade o invejoso acha que não consegue nem fazer ou ser, semelhante a quem inveja. E por isso não medirá esforços para destruir aquela pessoa”. - dizia o conceituado doutor.

 

                “Dentre esses esforços está o fazer muito barulho no horário das refeições, durante a noite, e nos momentos íntimos, quando a vítima usa o banheiro”. - prosseguia o expert.

 

                Naquela manhã, de domingo, logo depois da entrevista ao vivo à rádio tupinambiquence, o especialista dissera em particular ao repórter:

 

                - Veja  situação do Jarbas, o nosso prefeito: durante o lançamento da candidatura dele à reeleição, ele ficou sozinho. Ninguém nem mesmo se apresentou para ser  seu vice. Ele se estava só. Você percebeu o tamanho da reação ocorrida,  provocada pelas ações invejosas dele? Tá vendo só no que deu toda aquela perseguição aos opositores? – perguntava o médico.

 

                - Mas doutor, o partido dele é muito forte. Na verdade é um trem. Ninguém segura. – respondeu o jornalista com o gravador desligado.

 

                - Pode até ser um trem, mas sem combustível. E como é que se faz num caso desses? O que a cidade precisa é de gente capaz de compreender que respeitar o próximo pode ser até muito  mais importante do que dez ou vinte pontes.

 

                Enquanto os homens falavam, defronte o prédio da rádio, uma viatura da polícia passou em alta velocidade com as sirenes ligadas.

 

                Mais tarde soube-se que na casa de Gabrielzinho houvera outra ocorrência. Desta vez o cruel tentara esganar o enteado.  

                  

 

"Gente Tóxica" ensina a identificar invejosos doentios a nossa volta

G1 andou no Mercedes-Benz SLS AMG

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publicado às 14:38

Obedecendo as Regras

por Fernando Zocca, em 11.06.10

 

                Onde há pessoas e coisas, precisa haver regras. Se não existir normatização, logo se instala o caos, que deteriora tanto a gente quanto os objetos.
 
                As leis trazem consigo o bônus e também o ônus. Ou seja, seguindo-se-as goza-se dos seus benefícios, o mesmo não ocorrendo com quem as desobedece.
 
                Imagine  estar num avião indo a um lugar que lhe dá muita esperança, alegria e felicidade. É necessário seguir as normas do veículo a fim de que se chegue bem ao destino.
 
                Então quando o piloto solicita que todos apertem o cinto, abstenham-se do cigarro e não usem o celular, isso deve ser obedecido. Há motivos pra tal orientação.
 
                Se esses procedimentos não forem observados, as consequências podem ser danosas ou até fatais.
 
                Você já imaginou como deve ser complicado, a um piloto, obedecer todas as regras existentes para comandar um avião?
 
                Por exemplo: o fabricante do aparelho determina que a uma certa altura o aparelho precisa ser conduzido com esse ou aquele equipamento ligado.
 
                O piloto e o co-piloto, não seguem as normas, as recomendações e, por uma fatalidade, essa inobservância provoca um acidente no qual morrem duas centenas de pessoas.
 
               Seria injusto atribuir a culpa a alguém que não tenha nada a ver com o problema. Da mesma forma desculpar-se, atribuindo ao equipamento o erro, não deixaria de ser uma demonstração de irresponsabilidade.
 
                É necessário observar as regras, mesmo que nelas constem a punição para aquele que, por ação ou omissão, cause dano a outrem, devendo repará-lo.
  

 

Leia O Tamanduá-de-colete

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publicado às 18:19

Rodeando o toco

por Fernando Zocca, em 02.06.10

 

Gabrielzinho “boca de porco” (ô sujeito nojento!), aproximou-se da empregada doméstica bem devagarzinho e valendo-se da concentração dela, que lavava a louça do almoço, detonou:

 

- Barriguda do pé rachado!

 

A pobrezinha que pensava nas palavras ouvidas no sermão da missa matinal daquele dia, quase teve um chilique.

 

- Miserável! Vagabundo, ao invés de arrumar um serviço pra ajudar nas despesas, fica aprontando safadeza. Que papelão é esse? – reagiu Maria Helena que, com o susto,  deixara cair a panela de pressão dentro da pia, provocando um ruído intenso.

 

- Se eu for trabalhar fora quem é que vai cuidar dessas crianças? – perguntou o “boca de porco” enquanto ocupava o lugar da mulher, para ter o acesso livre à torneira.

 

- Essas meninas passam muito bem sem a sua presença. Aliás, tudo vai melhor quando você dorme. Já percebeu? -   garantiu Maria Helena com sofreguidão. Ela quase perdeu a dentadura durante a fala enérgica.

 

- E eu, vou trabalhar de quê? Onde? – Gabrielzinho acabara de lavar um copo e enchia-o com água do pote.

 

- No salão de beleza do Delsinho, ora. Ele me disse que lá precisam de alguém pra lavar os cabelos das clientes.

 

- Cabeleireiro? Eu? Eu sou é macho, minha filha. Não vem não! – Gabrielzinho ficara nervoso e depois de beber um gole d´água, percebia-se que seu rosto intumescera.

 

- Gabrielzinho, pelo amor de Deus! Você não percebe que tenho ainda que lavar a frente da casa, varrer toda aquela calçada e outras 201 coisas pra fazer? Para de me zoar. Por que você não leva a cachorra pra passear? Faça alguma coisa útil. Ô criatura danosa!

 

- A última vez que levei essa cadela peluda pra passear ela fez cocô, defronte o portão da vizinha da esquina, e o velhote veio me chamar a atenção. Não saio mais com a pulguenta.

 

- Que futuro você terá criatura? Fica enrustido nesse quintal feito um “cabeça fraca”, um débil mental. Você não se toca, malandro? Olha, já está demais essa loucura, essa irresponsabilidade.  Como é que vai terminar isso?

 

- Eu não sei como vai terminar. Mas sei muito bem que trabalhar eu não vou. Se for, pode ter a mais absoluta certeza: eu não me chamo Gabrielzinho, o legítimo “boca de porco”.

 

Dizendo essas palavras o babá rebelde saiu em direção à calçada; então, com toda a calma do mundo, sentou-se no toco, de onde  passou a admirar o movimento.

 

Menina que morreu após sofrer abuso sexual é enterrada em PE

 

Mercedes-Benz

 

Antes de morrer, vítima de abuso disse nome de tio, segundo a polícia

 

Reapresentação XV de Piracicaba

 

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publicado às 14:03


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