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Baby

por Fernando Zocca, em 19.03.15

 

 

Nesta guerra entre emissoras de TV, partidos políticos, ideologias celestes, filosóficas, esportivas, comerciais e industriais, o cidadão fica mais perdido que o cego no tiroteio.
Todos querem provar que suas atitudes são as melhores, as ideias mais recomendáveis e infalíveis.
Então você vê irmão brigando com irmão por causa de herança, vizinho atacando vizinho porque não gosta dele, padrasto humilhando enteado que demonstra ciúme da mãe e por ai vai.
Nessa bagunça toda tem gente que emite palavra quando espirra ou tosse. Você já viu isso? Pois fique sabendo que existe.
Não é nada raro, nesse clima, a instalação dos dilemas homéricos na cabeça dos embasbacados. Direita ou esquerda, Corinthians ou São Paulo, esposa ou amante, Avenida Paulista ou Copacabana, psicologia ou filosofia, blog ou site, Fluminense ou Flamengo, São Paulo ou Rio de Janeiro, espiritismo ou catolicismo?
Se a paz do cidadão mantiver estabilizada, livre dos sustos provocados pelas explosões das bombas surpresa, então pode-se dizer que tudo, de certa forma, uma hora ou outra, se acomodará.
A gente sabe que sem dinheiro não se faz nada. E quando você descobre que foi covardemente roubado e em consequência disso afunda-se inapelavelmente na miséria, sua tendencia de paciencioso tende a fortalecer.
Mas se isso não acontece, você pode se juntar ao MST, organizar-se, pensar em ordem unida, disciplina e, com o devido respeito, "mandar ver".
Como é que pode, neste século XXI pessoas, ou grupelhos perseguirem alguém em nome do que quer que seja?
O tempo da inquisição já passou há muito. Mas você ainda acha que os radicais que atacaram o jornal frances Charlie Hebdo não tem uma ramificaçãozinha aqui no Brasil?
Loucos existem em todos os lugares. E, travestidos, em nome das teorias obscuras oprimem e destroem.
Uma das definições do direito é "dar a cada um o que é seu". Não seria nada novo dar a Cezar o que é de Cezar, a Deus o que é de Deus, à Petrobras o que é dela e a herança ao herdeiro.

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publicado às 14:34

Um Drama Bem Atual

por Fernando Zocca, em 02.02.15

 

 

 

 

Quanto a morte de um agente político próximo, diretamente relacionado com Cristina Kirchner, poderia influir no seu governo?
As investigações sobre a autoria do atentado terrorista que, com a explosãio de um carro bomba, destruiu a sede da AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina), na capital portenha, no dia 18 de julho de 1994, vitimando 85 judeus, estariam sendo dificultadas por Cristina Kirchner e seu gabinete.
No dia anterior à apresentação da denúncia, baseada em 10 anos de investigação, o promotor federal Alberto Nisman foi encontrado morto no seu apartamento. A primeira hipótese era de que ele teria cometido o suicídio.
A maior interessada na morte do fiscal, Cristina Kirchner, afirmou, entretanto, que não teria sido o suicídio a causa do falecimento dele.
A presidenta disse, via imprensa, que o agente foi assassinado por adversários políticos dela com a intenção de incriminá-la.
Esses acontecimentos todos surgiram nas proximidades das comemorações dos 70 anos, da chegada das tropas soviéticas libertadoras dos prisioneiros judeus, ao campo de concentração de Auschwitz.
O antissemitismo, preconceito contra os judeus, não é fato novo; e desde os tempos remotos, quando foram retidos no Egito por 400 anos, a perambulação pelo deserto por outros 40, até 1948, quando sob o patrocínio da Organização das Nações Unidas, criou-se o Estado de Israel - em terras árabes - o povo judeu não tinha território.
A instalação do Estado de Israel nunca foi pacífica; destacam-se os atritos frequentes com seus vizinhos; houveram vários momentos em que os desentendimentos recrudesceram.
Na década 1960 um sério conflito armado envolveu israel contra uma frente formada por Egito, Siria, Jordânia e Iraque, apoiados pelo Kuwait, Líbia, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.
No episódio denominado A Guerra dos Seis Dias, o exército Israelense, comandado pelo General Moshe Dayan, conquistou o território conhecido como Sinai.
O conflito entre o direito à propriedade, e o da posse de um espaço, onde se pode viver, no Brasil é também muito sério.
De um lado, os proprietários das imensas áreas de terras improdutivas, e do outro as legiões de pessoas sem ter onde morar, encenam esse drama bem atual.

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publicado às 16:43

Dentes na boca de pobre 

por Fernando Zocca, em 24.01.15

 

 

 

O povo desdentado de Piracicaba agradeceria muitíssimo se o atendimento odontológico municipal (CRAB), situado na Rua Gonçalves Dias, nº 70, funcionasse corretamente. 

Os certificadores de que tudo vai bem, não podem, entretanto, negar que a demanda seja bem superior que a capacidade do atendimento. 

Aliás a deficiência pública, nesta área da saúde, reflete o amadorismo político, atualmente vigente em Piracicaba, desde há muitos e muitos anos. 

O cidadão sem dentes, que se candidata à uma dentadura municipal, precisa seguir certos trâmites burocráticos, eficientíssimos na desesperança que provocam.

A ausência da capacitação, nesta área odontológica da cidade, talvez precise de tantas idas e vindas dos candidatos, como forma de barreira de contenção, das verdadeiras procissões sucessivas dos carentes.

A dinâmica que o eleitor sem dentes de Piracicaba deve seguir é essa: 1. Precisa ir ao posto  de saúde municipal do seu bairro; 2. Lá o funcionário  o encaminhará ao CRAB do Piracicamirim; 3. No CRAB o pobre desdentado piracicabano pode ser informado que deve voltar ao posto do seu bairro, onde lhe informarão quem é o dentista - se está de férias ou não -  que pode atendê-lo.

Percebe-se que os casos em andamento obtêm, depois da espera demorada, a atenção dos encarregados. 

Entretanto novos candidatos, a essa dádiva miraculosa municipal, só poderão ser aceitos quando dentistas responsáveis voltarem das férias, ou quando houver, depois de meses e meses de mastigação ineficiente, o prêmio duma vaga nova, ofertado pela abertura dessa espécie de vestibular, onde só passa quem está bem trumbicado.

Não dá pra deixar de concluir que há muita gente precisando de tratamento dentário e pouca em condições de oferecê-lo. 

Então meu astuto e inteligente leitor perguntaria: "Mas por que não contratam mais dentistas, instalam outros consultórios?" Ora, porque teoricamente, a administração municipal teria de aportar mais verbas neste setor. Além disso, a prefeitura deveria criar mais cargos e isso, depende da Câmara Municipal.  

É como despir um santo pra vestir outro. E as pontes, o asfalto, o luxo dos prédios públicos que todo mundo vê? Como ficaria a imagem da administração se essas coisas, visíveis ao eleitor, tivessem sua seiva minguada em benefício das dentaduras ocultas?

É claro que mais vale, aos políticos profissionais, os salários e seus acessórios, garantidos pela satisfação popular, nascida nas visões do asfalto recapeado, do que nos sorrisos proporcionados pelas dentaduras municipais.

Ou seja: asfaltar ruas provoca mais ideia de competência do que botar dente na boca de pobre. 

É urgente a instalação de novos gabinetes dentários e a contratação de mais dentistas compromissados com o atendimento eficiente da população carente desta cidade. 

 

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publicado às 12:28

O Senhor das Ondas Sonoras

por Fernando Zocca, em 13.12.14

 

É muito comum haver, nas pequenas cidades do interior, aquele vovozinho dedicado ao trato das coisas antigas.
Então, não é raro ver o velho cidadão, apaixonado por carros antigos, que costuma restaurar, gastando com mecânicos e funileiros, ser também diretor, presidente ou chefe de seção de asilos para idosos.
Por ser muito popular o cidadão prestante, geralmente se elege uma, duas ou até mais vezes para os cargos nas assembléias legislativas municipais e estaduais.
Depois de eleito, no exercício pleno da deputação, é frequente o recebimento da concessão de rádios, jornais e TVs, usados na manutenção do cargo por muitos anos, e a amealhação da riqueza pessoal.
Não deixa então, de ser a coisa mais comum do mundo, o uso dos programas radiofônicos, com o pretexto de defender, e valorizar o local que lhe mantém o sustento.
Acontece que quando o velho deputado deve escolher entre a prática da justiça ou da injustiça, porém com a manutenção do seu eleitorado, ele, invariavelmente escolhe a segunda opção.
Então as localidades afastadas, onde o cidadão comum não tem acesso à comunicação social, tornam-se os palcos das mais vergonhosas ações de opressão, desmandos, perseguições, crimes e covardia.
Mas nem só com a violência física consegue manter a sua liderança o bom velhinho já bem distante das tribunas.
Não haveria arma mais poderosa do que aquela do "amor inventado", do qual faz - o senhor das ondas sonoras - emergir, ao seu bel prazer, o ciúme e o ódio.
Mas quando lhe frustram os intentos, o que mais haveria de fazer o velho coronel, despossuído dos poderes outrora garantidores de toda pompa, honra e glória, ainda que forjadas?
Deve o velho político cuidar bem de todos, sem exceção, sob pena de, ao lhe secarem os poderes do Gigante Amaral, do Lothar ou até mesmo do Fantasma, ver-se, na aproximação do inverno da vida, mais desnecessário do que geladeira no polo norte.

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publicado às 20:25

Dos maus vem a maldade

por Fernando Zocca, em 19.02.14

 

 

Considero a oferta de pinga (e a pressão grupal para a sua ingesta), depois de duas horas e meia de trabalho voluntário mensal, sob um calor saariano, castigo semelhante ao que se aplica aos cavalos, após oito horas transportando, nas carroças, sacas de açúcar da usina Monte Alegre para a Estação Ferroviária da Paulista.

 

Maldade pura.

 

Contudo quero atribuir essa aparente "falta de juízo" ao possível atendimento às solicitações das pessoas que, considerando-se prejudicadas, em algum momento das suas vidas, promoveram ao longo de dez ou doze anos seguidos, atos próprios dos sádicos infames. 

 

Desconsiderando a impropriedade da prática do crime da aplicação da justiça pelas próprias mãos, não posso deixar de notar também algo de cristão nessa "maldade pura".

 

Entretanto, preciso repetir, já que escrevi sobre o assunto várias vezes nesse vosso blog mais querido que, quando Jesus faz a sua predileção pelos pobres, o faz aos mansos e pacíficos, e não aos turbulentos que se comprazem com o sofrimento alheio.

 

Os males causados por esta espécie de crueldade brotam, com certeza, das estruturas morfológicas deficientes. Isto é inegável.

 

É preciso, entretanto, dizer que com a boa educação especializada, todo e qualquer suporte biológico diverso, pode adaptar-se, pacífica e naturalmente, ao meio social em que vive.

 

Aos defensores do sadismo punidor caberia deixar o orgulho que lhes veda os olhos, reconhecer as omissões e encaminhar as almas "justiceiras" aos bons orientadores pedagógicos.

 

As leis existem para serem cumpridas, executadas. Que eficácia teriam todas as instituições que as criam se o cumprimento é obstado pela força dos boatos? 

 

Nenhum pedagogo desconhece que as reformas internas, as mudanças de hábitos, são necessárias para a transformação dos atos próprios dos delinquentes em atitudes de civilidade.

 

Perceba que o aproximar-se a Deus e aos seus ensinamentos fazem parte do currículo desta imensa universidade chamada vida.

 

Tenho dito que para chegar ao criador é necessário conhecer a Jesus Cristo. E ninguém melhor do que os evangelistas Matheus, Marcos, Lucas e João para o inicio neste mister, neste novo tempo de compreensão, de paz e boa vontade. 

 

Entretendo aos refratários, o sábio e antiquíssimo conceito de que serão entregues aos médicos, está em plena vigência.   

 

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publicado às 21:29

Deseducando os educados

por Fernando Zocca, em 21.06.12

 

Para que haja paz numa comunidade é necessário que a orientação espiritual seja no sentido de educar os deseducados e não em deseducar os já educados.


Mas nem sempre isso é possível. Se os líderes não conseguem discernir o que seja sensato, o que é verdade ou mentira, imaginação ou fato real, então o progresso educacional e material das pessoas de um quarteirão, estará fadado a não ser tão relevante.


Para alguns é até mais fácil demolir as personalidades menos dedicadas às atividades mundanas, do que tentar "santificar" os que se dedicam às perversões.


Quando isso ocorre salienta-se o fato de ser incompetente a pedagogia empregada, a orientação política e até mesmo a ausência de certa sintonia com a coerência.


Como é que você, sendo professor, ou aquele que ocupa qualquer cargo público de responsabilidade, pode deixar de censurar o mal educado, que não presta serviços à comunidade, que não participa das cerimônias religiosas e que agride diuturnamente o cidadão prestante que assim age?


Omitindo-se assim, os lideres ou responsáveis, por essa 'engenharia humana" tentariam compensar, a anomalia social, nivelando por baixo, buscando deseducar os educados e não ensinando os bons modos aos mal educados, para que haja a necessária convivência pacífica.


Na verdade o que ocorre é bem isso mesmo: há uma certa incapacidade dos responsáveis, tanto parentes mais próximos, quanto vizinhos, professores e demais autoridades, na transmissão dos valores sensatos, para quem não está assim tão disponsto a assimilá-los.


Numa sociedade em que o fracasso dos alunos não envergonha seus mestres, como é que se pode cobrar comportamentos humanizados?


Não compartilhamos a opinião de que os psicóticos, que não controlam nem a própria língua, sejam refratários à boa educação, aos bons modos.


Mas nessas comunidades negativas até mesmo as ações e omissões positivas, praticadas dentro dos preceitos cristãos são deturpadas fazendo-se com que se voltem contra os que se destacam. Para os que rejeitam, até os suspiros dos rejeitados ofendem.


Acho que tudo depende da boa vontade dos envolvidos, direta ou indiretamente, nos conflitos entre as pessoas de uma mesma comunidade.


Afinal o que é que se pode esperar de um quarteirão, de um bairro, de uma cidade se não houver, entre as pessoas, a tal da boa vontade?

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publicado às 12:48


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