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Delegando poderes

por Fernando Zocca, em 11.04.15

 

 

 

Cremos ser bastante equivocado dizer que o líder, por exemplo, de uma grande empresa, perdeu o controle dela, ou desistiu dos seus objetivos, quando delega poderes.
Ao incumbir parceiros para algumas ações, na verdade, está o líder sinalizando que não é um déspota, tirano, um injusto a submeter tudo e a todos à sua vontade.
Nas organizações empresariais podem as politicas da diretoria não agradar a maioria dos seus colaboradores. E é claro que as opiniões discordantes sempre existirão.
O autoritarismo instala-se quando a paixão pela unanimidade não se adapta bem à realidade que, veja bem, não é burra.
Você pode acreditar que nem mesmo nas ditaduras mais ferrenhas há o "nemine discrepante" (sem ninguém discordar).
O tirano submete os governados com o terror, ameaças, mentiras; ele faz questão de desagradar. E isso, na maioria das vezes, provoca revoltas, rebeliões que objetivam, no mínimo, a tomada de consciência; obtenção de um pouco mais de bom senso, de equilíbrio.
Você percebe também a imaturidade politica do administrador, quando ele demonstra aversão total, imotivada e preconceituosa, às opiniões contrárias.
Há ocasiões em que o mandatário não quer nem saber, ouvir ou analisar, qualquer argumento contrário ao que ele propõe. Nestes casos, não é raro a rotulação dos adversos com adjetivos pejorativos.
Haveria maior demonstração de coerência, da presidenta Dilma, com as orientações cristãs, quando pede a libertação dos prisioneiros políticos na Venezuela?
Não fazer aos outros o que não deseja para si, ou fazer a alguém o que dejaria para si mesmo, faz parte de todo aquele rol das atitudes mantenedoras da tolerância, da coesão social.
Dilma no seu governo faz o que o PSDB não fez: apura os delitos de corrupção e, garantindo o direito à mais ampla defesa, opina pela punição dos culpados.

 

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