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O Conforto

por Fernando Zocca, em 16.05.11


 

                         Do jeito que se encontra deteriorado o ensino público no Brasil não se pode duvidar que o bullying seja incentivado por professores e diretores de escola.


                        A mediocridade é tamanha que as diferenças são equilibradas, não pela autoridade que proporciona o conhecimento, mas por agressões à distância.


                        Em outras palavras: o desconforto causado pelo desnível cultural, ao invés de propulsar o aprimoramento profissional, detona as manobras hostis do bullying.


                        É claro que a ineficiência, na transmissão do conhecimento, seja interessantíssimo e fundamental para essas pessoas que vivem das verbas salariais, destinadas a alimentar os cargos públicos eletivos.


                        Numa cidade pequena a interação entre vereadores, deputados e diretores de escola não é rara. Os interesses são compatíveis, reforçam-se; mas quem não ganha mesmo com isso é a população.


                        Nesse casamento de cargos, tanto os obtidos pela escolha popular, quanto os atingidos por “concursos públicos”, a vitaliciedade é bem destacada. A certeza dessa afirmativa nos é dada pelo tempo que algumas pessoas permanecem nessas funções.


                        A mediocridade notória é, em alguns casos, compensada pelos bens materiais exibidos pelo detentor do poder. Assim a pessoa que tem um ou dois carros mais bonitos, pode incrustar-se de tal forma, naquele tecido institucional, que seja quase impossível a assepsia necessária.


                        No tempo do Império o sujeito que pretendesse ocupar um cargo de legislador precisava ter certo capital. A lei assegurava o direito de voto a quem fosse proprietário de extensas áreas rurais ou urbanas.


                        Hoje o abuso do poder econômico, as safadezas e os desvios dos dinheiros públicos, asseguram aos eternos eleitos, as condições materiais para o exercício das agressões.   

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publicado às 13:39

Fazendo Pirraça

por Fernando Zocca, em 14.05.11

Foto: bagre bandeira

 

 

                                              O cabeça de bagre ordinário é bem chegado numa pirraça. Basta ele descobrir o que você mais detesta pra logo providenciar o reforço no acinte.


                    Esse tipo de baiacu do brejo é geralmente limitado no vocabulário, e é por isso que a excrecência vale-se das estereotipias.


                    O sentimento de inferioridade que o controla, leva-o a referir-se ao outro de forma depreciativa. É bem comum notar nele o desejo de que aquele “modelo” que lhe provoca a sensação de pequenez fique logo louco.


                    É a compensação para a nulidade que o compõe. “Como vou dizer pra essa minha turma que eu sou um bosta, que não sei nada, que nunca tenho razão”?


                    Só mesmo o enlouquecimento, o cometimento de crimes e a total degradação moral do “exemplo” que o minimiza, podem mantê-lo com o moral elevado e o controle da quadrilha.


                    Essa mentalidade de baiacu não é rara. Veja como anda o ensino público; perceba o que aprendem as crianças nas escolas municipais e estaduais.


                    O fracasso na transmissão do conhecimento é o lodo onde vivem esses bagres, baiacus, aproveitadores e fazedores da desgraça.


                    Pode um analfabeto tirar carteira de habilitação? Tenha o meu amigo e prezado leitor a certeza de que é possível ao analfabeto possuir a carteira de habilitação.


                    E olha que, além disso, não é incomum esse tipo de escamoso dirigir alcoolizado. Pirraça é fogo.


 

Vídeo:

Cuidado com o tubarão.

É um peixe assassino.


 

A.L. R.doT. 310.

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publicado às 17:59

Para os cruéis não existe paz

por Fernando Zocca, em 25.04.11


 

                                              Cercado de analfabetos por todos os lados a leitura suscita muita inveja. Nesse meio é mais sensato um leitor tornar-se cortador de cana, do que milhares deles tornarem-se leitores.

                    Então, não é a toa que o velho ditado “Em Roma seja como os romanos”, mantenha-se atual e corretíssimo.

                    Já imaginou um torcedor do Corinthians vestindo a camisa 10, esgoelando “aqui tem um bando de loucos” no meio da torcida palmeirense? É conflito na certa.

                    No estádio safanões e sopapos poriam o intruso no seu devido lugar, mas numa comunidade, as sutilezas são mais usadas.

                    O blogueiro que incomoda a vizinhança, suscitando nela o temor do desconhecido, pode ter as estruturas da sua casa totalmente abaladas pelo funcionar, durante horas e horas seguidas, de um compressor de ar comprimido.

                    Ninguém desconhece o fato de que a tal barreira não teria por escopo a atividade econômica, mas sim só o de demover para bem longe, a causa dos sentimentos de inferioridade dos incomodados.

                    O nível cultural de um bairro é amostra eficaz, do desempenho das autoridades públicas, no cumprimento das normas relativas ao ensino.

                    Ou seja, uma multidão de analfabetos comprovaria que professores, diretores e políticas municipais de ensino, estariam totalmente ineficientes.

                    Para as políticas insensíveis, fábricas de automóveis, viadutos e pontes teriam maior relevância do que o próprio bem estar da população.

                     

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publicado às 13:39

O Círculo Virtuoso

por Fernando Zocca, em 18.04.11

 

 

 

                                           “Quando o comportamento da maioria é reforçado positivamente, as pessoas encontrarão dificuldade em escapar ou ser diferentes: a sua individualidade pode ser sufocada. Entretanto se elas forem reforçadas positivamente para as formas de inconformidade – isto é, para o esforço criador, para a inovação e para fazer contribuição à sua cultura – poderão ir além da simples conformidade que produz desempenhos medíocres.”

                        Esse texto ai de cima faz parte da obra PSICOLOGIA Uma introdução aos Princípios Fundamentais do Comportamento, escrito por Charles W. Telford e James M. Sawey publicado pela Cultrix em 1971.

                        Veja que quando alguém rompe com a orientação de homogeneidade - imitar a maioria -, incomodando os detentores do poder, por exemplo, aciona mecanismos políticos-defensivos tais como a crucificação (praticada no passado,) ou a contenção psiquiátrica, usada principalmente durante a vigência da guerra fria.

                        Na sufocação literal além do uso de todas as outras formas de desassossego, os meios empregados são ainda ou a fumaça proveniente da queima contumaz de lixo, ou a aspersão de tinta automotiva.

                        No ápice dessas maldades todas podem estar o velho vereador, que há trinta anos não desapega do poder, ou o ilustre senhor deputado federal que, na derrota do crítico da sua política insossa, encontrará a satisfação própria e a dos seus eleitores.

                        Para tanto ou mais, sempre abusando do poder econômico ou político, não envidam esforços corrompendo a mídia, traficando influência nas delegacias de polícia, cartórios criminais e cíveis.

                        Numa cultura assim, proposta pela política autoritária e obsoleta, os fracassos, dissabores e fragilidades, são todos compensados, ao passo que o destaque é amplamente condenável.

                        Dessa forma mantém-se o curral eleitoral garantidor da eterna riqueza de alguns – o tal círculo virtuoso - e a total infelicidade da grande maioria. 

 

Flagrante do ataque do funileiro Carlos Augusto Bottene Harder (residente à rua Napoleão Laureano, 164) contra um vizinho, na tarde do dia 27 de Dezembro de 2007. O agressor é falecido mas as hostilidades continuam sendo praticadas por seu filho Gabriel Donizete Bottene Harder, morador no mesmo endereço.   

                       

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publicado às 15:47

O Perna de Pau

por Fernando Zocca, em 15.02.11

 

 

                      Quando Van de Oliveira Grogue era criança conheceu um professor muito esquisito. Ele tinha uma das pernas de pau, o rosto vermelho enorme, e seus óculos, sempre embaçados, eram feitos com lentes grossas.

 

                        O mestre olhava para os meninos, que se aglomeravam defronte a sua casa, como quem procurava algum traço de zombaria, que ele cria fazerem do seu defeito, aqueles demônios dos infernos periféricos.

  

                        Às vezes o professor, acompanhado da esposa, sentava-se defronte a sua morada, donde podia vigiar os próprios filhos, que se juntavam aos moleques vizinhos.

 

                        O taciturno e cabisbaixo professor era sempre visto, com aquele rosto afogueado, a caminhar pela calçada do quarteirão, claudicando e proferindo palavras, que muitos julgavam ser maldições.

 

                        O mestre tinha um filho chamado Ênio que nas trevas do porão da casa alugada, mantinha um baú, onde criava milhares de baratas.

 

                        Ênio era mestre nas intrigas e por não suportar ver o pai usando a perna de pau, sem poder fazer uma única e inócua troça, atribuiu ao menino Van Grogue, a ousadia de ter dito ser ele – o velhote – um pirata da perna de pau.

 

                        O velho professor percebeu que a sua cabeça, a cada dia que passava, depois daquele desaforo, se esquentava, se esquentava e se avermelhava cada vez mais.

  

                        Ora, o mestre antigo julgou que não melhoraria enquanto não vingasse a petulância, supostamente cometida por aquele pé descalço semianalfabeto, que não servia nem para serrar ou pregar tábuas na fábrica de botes.

 

                        Então o professorzinho e sua mulher balofa, idealizaram o plano de fazer cair sobre o cocuruto do suposto falador inconsequente, um pedaço de pau do mesmo tamanho e peso, que eles julgavam ter a perna direita postiça.

 

                        Iniciado o lero-lero, o tititi, a murmuração, notaram os dois seres vingativos que um dos irmãos do Van Grogue, suposto ofensor, estava esculpindo, num toco de pinho, uma espécie de taco de basebol.

 

                        Os dois iludidos mestres não cessaram as suas arengas da desforra, enquanto não souberam que o Van Grogue foi atingido por um golpe violento desferido pelo próprio irmão, diante da porta aberta do quarto, no início de uma noite de sexta-feira.

 

                        Os curativos, as bandagens, os seis pontos que Grogue levou, para unir as bordas do corte no couro cabeludo, foram por muito e muito tempo, motivadores da mais ampla e irrestrita satisfação do professor, sua mulher fofa e do Ênio, o criador de baratas.

 

 

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publicado às 18:09

O falador compulsivo

por Fernando Zocca, em 19.09.10
 

            O falador compulsivo é o maluco incansável que passa mais de 72 horas falando sem parar. Suas palavras são quase sempre as mesmas e ele busca com isso a homeostase.

 

       A compulsão é a mesma que leva um sujeito à bebida alcoólica, a fumar desesperadamente ou entregar-se aos jogos de azar. É uma força incontrolável que pode trazer desconforto para os parentes mais próximos e vizinhos.

 

       As chamadas estereotipias compõem o vocabulário do paciente, que por ser iletrado, não consegue se livrar da tensão, fruto do meio ambiente, de outra forma que não seja a tal fala automática.

 

       Da mesma forma que alguns acometidos pela tuberculose criam que para sarar, precisavam passar a doença para outras pessoas, não é incomum encontrar a mesma certeza, no doente portador desse transtorno mental.

 

       Na idade média o tratamento para tal tipo de afecção era o exorcismo. Mas nos textos do velho testamento encontram-se alusões à língua e aos males que ela pode proporcionar.

 

       Conhecidos também como “obsessores”, os indivíduos portadores dessa anormalidade, são muitas vezes encarados como “médiuns” que manifestariam espíritos malignos.

 

       O analfabetismo impeditivo do contato intelectual e emocional com outras pessoas serve para a proliferação das crendices e superstições. Observa-se também o uso de estupefacientes no ambiente familiar desorganizado, carente de higiene e totalmente controlado pela personalidade cruel.

 

       As crianças, impedidas de brincar, são imobilizadas pelo falar incessante. O tal controlador, muita vez conhecido como “babá”, busca a credibilidade, com a qual obtém a obediência dos infantes, “prevendo” os fatos que ocorrem no dia a dia do quarteirão.

 

       Não exageraria quem dissesse ser a existência desse tipo de anormalidade do inteiro conhecimento das autoridades competentes do município. Acontece que por razões de ordem política, ao invés de sanarem os tais núcleos infecciosos, elas os incentivariam, por meio dos seus representantes chamados “religiosos”.

 

       Crianças, pessoas idosas ou debilitadas da vizinhança, podem adoecer gravemente por causa desse tipo de agressão – incivilidade - que extravasa quintal afora.

 

       Se nos tempos passados – antiguidade e idade média – usavam o exorcismo ou a imolação nas fogueiras, para acalmar o tecido social febril das cidades, hoje em dia, os neurolépticos são mais eficazes.  

 

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publicado às 11:40

A Política do Passarinho

por Fernando Zocca, em 24.08.10

              Você já participou daquelas reuniões que mais parecem torneios de canto de canários? Sabe aquelas disputas entre pássaros, promovidas por passarinheiros, nas quais vencem os piu-pius que calam a todos os demais, com os seus gorjeios?

 

            Por incrível que pareça isso existe e não está longe de nós. Na verdade não interessa muito o conteúdo do “canto” do tal plumoso. Ele deseja provar a si mesmo, e aos outros ouvintes, que é o mandão naquela “gaiola”.

 

            Os garganteios são vazios de razão, e o calar do oponente, significa a ascendência da sua vontade, das suas orientações. Essa transferência do comportamento dos pássaros, para as relações humanas, tem como motor o predomínio politico.

 

            Se há alguns anos passados, calava-se a oposição com a violência física, hoje se observa a aplicação dessa técnica, inspirada nos torneios de passarinhos, para a conquista daquela sensação de superioridade. Pode-se afirmar ainda, ser esse procedimento arraigado, em alguns grupos, os resquícios do autoritarismo, daqueles famosos e antiguíssimos coronéis de antanho.

 

            Quando o tal bípede inicia o seu pipilar, procura impedir qualquer manifestação semelhante, que possa vir de outros bicos. Na verdade o plumoso, chatíssimo por sinal, teria sérias dificuldades em ouvir os semelhantes.

 

            A intensidade, a frequência e a constância dos cocoricós, nas reuniões, indicariam a tentativa de negar a existência de outros prováveis cantos diversos, compostos por conteúdos mais palpáveis.

 

            Não existiria a mecânica do ping-pong. Sabe aquele jogo em que a bola é lançada de um jogador ao outro? No manejo desse bípede enrustido, só ele lança as bolas. Ninguém mais pode fazê-lo.

 

            Podemos também comparar esse comportamento, obsoleto e deficiente, com as cascatas. O jorro vem só de um lugar. Isso, meu amigo, é coisa de gente descompensada, prepotente, orgulhosa, que precisa rever, com urgência urgentíssima, suas posturas desatualizadas, ou procurar a ajuda de especialista.

 

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publicado às 14:42

Educação e saúde

por Fernando Zocca, em 23.08.10

                       É meu amigo, a vida tem dessas coisas.  Você passa quatro, oito anos, pedindo às autoridades do município, que fiscalizem as atividades incivilizadas, hostis, violentas, que tornam a vida na comunidade, bastante desconfortável, e nunca é atendido.

 

                Em resposta eles – os eleitos - minimizam o problema, desmerecem a sua pessoa e o convidam, com muita sutileza, a mudar-se de cidade. O lema que os embasa é: “Os incomodados que se retirem”.

 

                Esses senhores, que hoje ocupam os cargos públicos eletivos, agora batem às portas do eleitor, solicitando mais tempo de permanência, junto aos gordos vencimentos, que lhes garantem a paz, a saúde, o bem estar e – é claro - o distanciamento dos assuntos da periferia.

 

                A incapacidade para resolver os problemas relacionados à saúde, em determinadas áreas da orla, é justificada com a desculpa de que não seriam questões de competência do poder público, e nem sequer dos chamados centros religiosos.

 

                Acontece que toda a população da cidade está atenta às ocorrências. Graças a Deus. E a omissão dessas chamadas autoridades responsáveis, patenteia o descaso, o desprezo aos envolvidos. A função do governante não seria a de “botar mais lenha na fogueira”, ao contrário: governante bom é aquele que procura apaziguar os ânimos, promover a reaproximação entre as partes rixosas.

 

                O progresso de uma região não acontece quando os eleitos priorizam somente o desenvolvimento material das urbes. Há de se atentar para os problemas sociais, geralmente produtos da educação ineficiente, e sem dúvida nenhuma, também da saúde pública, hoje completamente lesada.

 

                A má educação, o grau elevado de incivilidade, a grosseria e a estupidez das pessoas, destacam muito mais intensamente uma região do que algumas pontes e asfalto desnecessário nas ruas.

 

                

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publicado às 19:01

Os perturbados

por Fernando Zocca, em 04.08.10

 

 

                 Pessoas perturbadas, emocionalmente instáveis, moralmente deficientes e intelectualmente primitivas, tornam o ambiente residencial impróprio ao desenvolvimento saudável das crianças.

 

       Esse mesmo adulto, em idade produtiva, desocupado, transtorna tanto a dinâmica do lar, que impede as brincadeiras das crianças, interferindo na evolução física e emocional.

 

       O analfabetismo impede os contatos dos deficientes com o mundo desenvolvido, com a saída do próprio umbigo e com as experiências das demais pessoas.

 

       A iliteracia facilita o vicejar das crendices e bota suas vítimas sob o capricho de quem pode manipulá-las. Não é raro haver “religiosos” e políticos amparando a situação da qual obtém credibilidade.

 

       Algumas afecções mentais tipo Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), ou agitação psicomotora, fazem das suas vítimas indivíduos insones, improdutivos e verborréicos; transforma-os em tiranos que agem sob crueldade, acicatando com estereotipias, os filhos, enteados, parentes e vizinhos.

 

       A infatigabilidade, a obstinação, e a beligerância tornam o inconformado reivindicante, um verdadeiro algoz dos que vivem ao seu redor.

  

       Ornados com certa credibilidade, alguns doentes mentais, em estágios mais avançados, podem incitar os parentes, amigos e vizinhos a promover arruaças, verdadeiros motins de rua.

 

       Sob surto psicótico, esse tipo de alienado, pode agredir com tijoladas, ou mesmo usar diuturnamente ruídos, vibrações de maquinário, e poluição do ar, como “castigo”, contra  quem antipatizam.

 

       As autoridades municipais coniventes mostram-se omissas, diante dos problemas desse tipo.

 

Você já viu o Maverick voador?

 

 

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publicado às 19:06

Pintando Automóveis

por Fernando Zocca, em 31.07.10

                       Você já imaginou residir numa casa há algum tempo e perceber que começou a funcionar, bem ao lado, um empreendimento bastante nocivo à saúde?

 

                        Muito indignado você procura os responsáveis pelos tormentos e sabe o que eles lhe dizem? “Os incomodados que se retirem!”

 

                        Então, pacientemente você procura um vereador e lhe explica o problema: “Olha, seu doutor, os caras pra fazer o que vêm fazendo, precisam utilizar equipamentos especiais do tipo estufa, a fim de que os resíduos tóxicos não vazem, fazendo mal aos vizinhos”.

 

                        O nobilíssimo edil ao responder-lhe, via e-mail, afirma, entretanto que aquelas pessoas estão trabalhando e que não pode impedir ninguém de ganhar dinheiro.

 

                        E aí como é que fica?

 

                        O fato de serem os tais empreendedores pessoas pobres, ou mesmo muito deficientes, não os impediria de seguir as determinações das leis, das normas técnicas e do bom senso.

 

                        Ou seja, as misérias materiais e espirituais que compõem o ser dessas pessoas, não podem justificar as ações incivilizadas.

 

                        Trocando em miúdos: a incapacidade financeira impeditiva da aquisição dos equipamentos necessários, para o desempenho de uma determinada atividade, não pode ser motivo justo que permita à tal ocupação, prejudicar a terceiros.

 

                        Os camaradas poderão ganhar o dinheiro, não resta a menor dúvida, mas desde que não violem o direito alheio.

 

                        As pessoas têm direitos assegurados à saúde, ao bem estar, a viver em paz. Quando uma atividade econômica invade esses direitos ela deve ser limitada.

 

                        “O meu direito termina onde começa o do outro”.  Não posso impedir ninguém de respirar. Mesmo que eu precise ganhar dinheiro pintando automóveis.

 

                        É nessas horas que o cidadão eleitor conhece a eficiência duma administração municipal.

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publicado às 15:13


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