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O Derrotado

por Fernando Zocca, em 02.12.09

 

            O que não faz uma câmera oculta hein? Barbaridade! E depois quando todos que garantem a existência da corrupção desbragada, têm sua credibilidade sob suspeita, o crime recrudesce sendo ainda reforçado pela impunidade.
             Esquemas criminosos como o das ambulâncias, do Detran, e milhares de outros servem para enriquecer a apenas alguns, enquanto que a maioria formadora do conjunto, do coletivo, sofre com os males da miséria.
            Esses derrames do sangue nutridor da nação poderiam ser punidos de forma mais sucinta, rápida e indolor. A supressão desses carcinomas tenderia a proporcionar, talvez, alguns séculos de sobrevida à civilização brasileira.
            Quando você passeia pela periferia do Distrito Federal, pode ver o estado lamentável da população e do meio habitado por ela. E você poderá indignar-se ainda mais ao saber que os bilhões e bilhões de reais carreados para os bolsos, bolsas, meias, cuecas e pastas dos espertos, seriam insuficientes para proporcionar um padrão mais digno do eleitor pagador dos impostos.
            A cirurgia objetivando a extirpação dos tais tumores cancerígenos, nos países mais rigorosos como a China, por exemplo, equivaleria à execução sumária sem nem mesmo ouvir as desculpas esfarrapadas.
            Como reagiriam governos como os da Coréia do Norte, do Japão, de Cuba e de outros países menos dispostos a escutar os discursos escusadores fajutos? Será que a impunidade, que reveste esses casos não teria o condão de despertar nos julgadores a idéia de que “eu também quero e posso conseguir muito mais”?
            Ou melhor: será que a impunidade que encapsula esses casos não teria como suporte a noção de que “eu também quero e posso conseguir muito mais do que esses babacas pegos com a mão na cumbuca”?
            Não se sabe. É do conhecimento público que a corrupção é uma aberração hoje com a incurabilidade semelhante a do câncer. Esse desarranjo entranhado no âmago das instituições públicas desequilibra a distribuição da seiva, propiciando o gigantismo de algumas áreas e o definhamento de outras maiores e também importantes.
            Num grupo criminoso destaca-se o mais cruel. Ou seja o mais destrutivo será mais respeitado, mais temido e bajulado. Nessas quadrilhas de bandidos de colarinho branco, recebem os respeitos e deferências os que mais conseguem burlar os sistemas defensivos institucionais.
            E olha, é comum os tais larápios fazerem a opinião pública das pequenas cidades, de onde eles vêm, acreditar que eles são vencedores e não derrotados. Na visão dessa gente, que leva a grana de todo mundo, na maior cara de pau, o derrotado é a população que nem sabe da lesão que sofreu durante todo esse tempo, durante todas essas gestões.  
            Derrotado é o povo. Derrotada é a população que paga ingenuamente os impostos. Derrotada é a gente da periferia que, quando procura por serviços públicos não encontra.
            Vencido é o povo que por meio das suas leis e autoridades competentes não consegue castigar os infratores e impedir a ocorrência de novos surtos.
            Se eu pudesse escolher entre ser um vencedor que amealha sua fortuna subtraindo para si a coisa pública, ou um derrotado ciente de que os ladrões serão punidos, eu escolheria a segunda hipótese.
            Além de ter a consciência de que o ladrão que rouba o ladrão tem cem anos de perdão, eu ainda consigo crer que a justiça tarda, mas não falha.
 
 
 
Fernando Zocca.      
             

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publicado às 18:35

Roube lá e me dê cá

por Fernando Zocca, em 21.10.09

 

Os escândalos no meio político do Brasil são tantos, provocam o maior bebuliço, mas, no entanto a impunidade vem logo em seguida, para fechar com aquelas suas chaves de ouro os estardalhaços, fazendo tudo voltar à calmaria novamente.
 
            E o dinheiro público surripiado, o meu leitor sabe para onde vai, como é utilizado?
 
            É claro que uma autoridade pública envolvida nesses escândalos nunca está só. Uma governadora de estado, por exemplo, dispõe de uma miríade de cúmplices com os quais deve repartir o produto dos crimes.
 
            Os milhões e milhões de reais, além de acrescentarem mais e mais bens móveis e imóveis, ao rol das propriedades do corrupto, servirão também para o fortalecimento do grupamento que abriga o corruptor.
 
            Sedes, mobiliário, veículos, serão adquiridos e pagos com o fruto dos esquemas minuciosos de burla elaborados contra o eleitor.
 
            Campanhas publicitárias, veículos de comunicação social, produções artísticas, e doações a entidades filantrópicas serão receptáculos dos prêmios conseguidos com a audácia, a cara de pau e o maior cinismo.
 
            Rádios, TVs, jornais, revistas, autores teatrais, e todos aqueles que possam contribuir com a limpeza da imagem pública do político flagrado roubando, serão arregimentados e remunerados com o dinheiro maldito.
 
            Enquanto isso acontece, nos centros, nos palácios governamentais, sedes de governos estaduais, prefeituras municipais, a periferia indigente convulsiona-se com a escassez humilhante conducente ao comportamento antissocial.
 
            Isso não é novo na história de humanidade. Na Rússia, no tempo dos czares a situação era assemelhada. Enquanto os mais espertos usufruíam os privilégios conseguidos com a injustiça, a população penava com a carência.
 
            Não adiantou a revolução feita, os crimes todos cometidos e as vantagens alcançadas. Depois de 70 anos de um regime bem comunista, tudo voltou a ser do jeito que era antes.
 
            Escândalos como os cometidos no Ministério da Saúde do governo federal, naquele tempo do professor Fernando Henrique Cardoso,  não conseguem ter os responsáveis punidos.
 
            Não poderia haver dúvidas de que a seiva nutridora da instituição, desviada para galhos mais receptivos, serviria também para serenar as poderosas forças antibióticas coercitivas.
 
            A injustiça criminosa é notável, observável, destaca-se no cenário político nacional, mas não pode ser coibida. E é claro que essa tolerância com o delito estimula comportamentos criminosos parecidos.
 
            Os crimes cometidos por traficantes nos morros cariocas equiparam-se às violações dos políticos bacanas, no momento em que ferem as normas jurídicas instituídas.
 
            Os bandidos das favelas e os políticos corruptos estão em lugares diferentes, têm seus cotidianos diversos, mas possuem algo semelhante entre si: violentam as regras, transgridem as convenções, saqueando a moral e os bons costumes.
 
            Não que o tráfico não deva ser reprimido, longe disso. Mas a corda poderia começar a arrebentar no lado que não fosse tão fraco assim.
 
Fernando Zocca. 
    
           
           

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publicado às 14:24

Cefaléia

por Fernando Zocca, em 25.08.09

 

A tensão muscular da região posterior do meu pescoço mais o nervosismo me levaram a pensar que deveria fazer, naquela noite, um programa legal, bem feito e memorável. Por isso passei no posto e mandei lavar o carro. Que o fizessem com o maior esmero e capricho.
 
Passei em casa e lá dormitava minha mãe. Meu pai, se vocês não sabem, digo-lhes rapidamente, que fugiu com a empregada gostosona, logo depois que nasci. Mas, tomei uma chuveirada rápida e nem ao menos jantei.
Mandei para o sovaco o desodorante que no dia anterior comprara no boteco esquinal.
 
Saí à caça. Permaneci na esquina da avenida movimentada durante o tempo suficiente para que a visse. Ela ainda era imberbe. Moçoila mesmo. Era uma adolescente. Não tinha traços de patricinha, mas também não era operária.Como poderia classificar seu tipo? Não lhes poderia responder. Não agora. Mas percebi quando ela apareceu e estacionou o seu ciclomotor defronte a casa de frutas.
 
Eu a acompanhei com os olhos. Estava decidido. Seria ela mesma. Desci do meu carro e entrei no ambiente cheiroso.
 
Ela escolhia maçãs quando a abordei. Iniciamos um diálogo e um halo de simpatia nos envolveu. Havia sorriso no seu rosto e alegria no seu falar.
 
Trocamos informações básicas de forma quase que imperceptível.
 
Minha sorte foi tamanha que a convenci a deixar sua Monareta estacionada ali defronte o comércio e seguir-me no meu bólido pelas avenidas tortuosas daquela urbe sem graça.
 
Depois das vinte e duas horas, ela mostrou-se impaciente. Pediu-me para que a levasse de volta eis que seus pais a aguardavam.
 
Mas eu ainda não fizera nada que me aliviasse daquela tensão responsável por minha cefaléia. Cria que se não tivesse no mínimo dois orgasmos naquela noite não me sentiria bem. Por isso, contra sua vontade entrei bruscamente no motel que ficava afastado.
 
Sob seu protesto empurrei-a para o quarto e sapecando-lhe uns beijos joguei-a sobre a cama. Ao cair deitada gritou pedindo socorro. Pulei por cima de seu corpo e ao tentar tirar sua roupa rasgaram-se.
 
Estava excitadíssimo e com sofreguidão tentei penetrá-la. Não deu. Não sei por que motivo, mas de um instante a outro, me vi brocha. O seu rubor e seu ódio ante meu comportamento logo se transformaram em hilária gargalhada.
 
Quando ela percebeu que me constrangia com seu riso defensivo, mais e mais ria. O sangue me subiu à cabeça. Fiquei cego e dei-lhe a primeira porrada. Ela caiu ao solo carpetado e ficou quieta arfando. Chutei-lhe as costas.Bati sua  cabeça no chão e ela perdeu os sentidos. A libido se avolumou no meu sangue e pude penetrá-la no ânus. Houve um rompimento e jorrou sangue. Depois de meia hora tentei outra penetração vaginal. Novamente falhei.
 
 
Bati mais na sua cabeça até o momento em que notei a sua respiração: estava parada. Tentei escutar o seu coração, mas um nervosismo forte tomou conta de meu ser. Não conseguia controlar meus movimentos. Meu raciocínio não era do jeito que sempre tinha sido.
 
Carreguei seu corpo mole, frio e pálido colocando-o no porta-malas do carro velho.
 
 
Saí procurando disfarçar meu nervosismo. Passei pela portaria sem que ninguém desconfiasse.
 
Olhei o relógio e estávamos já no dia posterior ao da abordagem. Era madrugada.
 
Numa rua deserta, mais precisamente na sarjeta deixei seu corpo seminu e estuprado.
 
Aguardo a justiça divina, pois que a dos homens não me atingiu. Aleguei na delegacia e para o juiz que ela era viciada e que estávamos numa sessão de consumo conspícuo e plenamente consciente das drogas que havíamos adredemente adquirido.
 
Teria Deus comiseração de minh' alma?
 
F.A.S.C.
 
 
 
 
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publicado às 14:44

Violência contra crianças

por Fernando Zocca, em 29.07.09

 

 
Adultos desequilibrados são na grande maioria, os responsáveis pelo espancamento de crianças, hoje em dia. Percebe-se a injustiça pela desigualdade na relação, colocando nos pratos da balança os elementos constituintes e formadores do grupo.

Comparando crianças com adultos vemos que estes têm maior peso, estatura, e experiências ainda não vivenciadas pela criança. Além disso, os menores dependem dos amadurecidos para sobreviverem.
 
A maioria das agressões praticadas por adultos contra crianças, ocorre por falta de controle de quem, justamente, deveria mostrar-se à altura de proporcionar educação digna ao pequeno ser.

Além das condenáveis agressões físicas as crianças estão sujeitas às ofensas morais gravíssimas quando, por exemplo, destaca-se o retardamento mental do guri.

Agindo com brutalidade o adulto agressor sinaliza que, tomado pelo estresse, não dispõe de condições convenientes para transmitir educação ao menor. A reiteração desse comportamento, injustificável, poderia suscitar providências restritivas da sociedade.
 
É necessário reabilitar o adulto agressor, sob pena de permitir que tal situação grave e injusta produza efeitos malignos ao ser em desenvolvimento e até mesmo para a comunidade, no futuro.
 
Nas famílias onde se observa a violência contra filhos e enteados, geralmente o limiar da “perda da paciência” é muito baixo. E que é comum o uso de estupefacientes tais como o tabaco, álcool e maconha. Nesses casos “o sistema é bruto” e a desculpa mais usada pelo agressor é: “comigo é assim, com meu pai era pior”.
 
A insônia do agente agressor somada à inatividade laborativa, tendem a agravar a insânia no relacionamento em que a pequena e indefesa pessoa vê-se em total desvantagem.
 
Esse sistema tosco de educação, não mais se justifica, hoje em dia, diante da publicidade das práticas pedagógicas modernas ao alcance dos responsáveis de boa-fé e bem intencionados.
 
Na era dos vídeo games como explicar a necessidade de agredir um enteado com a justificativa de conte-lo? A miséria material também não justifica nem autoriza a violência, afinal existem milhares de famílias despossuídas que educam com muito carinho seus filhos.
 
Quando você bate numa criança, ela aprende a bater.
 
Podemos observar que nas famílias onde existe agressão física e moral contra crianças há também a ausência das práticas religiosas.

Padrastos são apontados como os maiores vilões insensíveis e agressores de crianças. É comum ver enteado, vítima da violência, recorrer à mãe pedindo socorro, mas que por conveniência, e manutenção do status quo, no final, acabam aprovando ou minimizando a maldade usada.
 
Observa-se na família do padrasto violento que, geralmente o próprio pai, tem um passado criminoso em que se envolveu em arruaças e agressões físicas usando faca ou pedras.
 
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publicado às 20:20

Esquecer é permitir. Lembrar é combater

por Fernando Zocca, em 28.07.09

Passamos por tempos tensos, bastantes difíceis mesmo. Creio que isso não tenha sido novidade também para as pessoas das outras eras, de outras épocas e lugares. Porém tanto nos dias atuais, como nos dias passados, existem e existiram diversas formas de aliviar-se das angústias.

                       Alguns preferem os bares, onde na companhia dos amigos livram-se das “neuras” e maus humores. Outros preferem passar horas divagando sobre tolices sem a preocupação com o futuro ou atividade responsável.
                        Muitos se utilizam das drogas, para em bacanais, descontarem e abusarem de crianças indefesas, mas que podem suportar a agressividade louca dos insanos impunes.
                        Por falar em violência contra crianças indefesas veio-me à memória um caso muito conhecido no Brasil, ocorrido em Vitória, no Espírito Santo em meados da década de 70.
                        Trata-se do crime contra Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, que desapareceu no dia 18 de maio de 1973, quando regressava do Colégio São Pedro, para a sua residência, em Vitória.
                        Ela trajava vestido azul com blusa de manga, tendo  as iniciais SP grafadas em vermelho. Seu pai, Gabriel Sanches Crespo, pensando tratar-se de seqüestro, distribuiu fotografias da filha aos jornais, com o anúncio.
                        No dia 24 de maio o corpo de Araceli, nu e desfigurado com ácido, foi encontrado em um terreno baldio, junto ao Hospital Infantil de Vitória.
                        Segundo os jornais os suspeitos do crime eram Paulo Helai e Dante de Brito Michelini, jovens membros da alta sociedade capixaba, conhecidos por promoverem festas nos seus apartamentos e, na Praia do Canto, num local conhecido como Jardim dos Anjos onde drogavam e violentavam meninas.
                        Paulo e Dantinho lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.
                        Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. A mãe de Araceli, Lola Cabrera Sanches viciada em cocaína, foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.
                         A amante de Paulo Helal, Marisley Fernandes Muniz declarou em Juízo que Araceli  foi dopada com forte dose de LSD e violentada. O perito carioca Carlos Eboli constatou que a causa mortis fora intoxicação exógena por barbitúricos, seguida de asfixia mecânica por compressão.
                         Apesar da cobertura da mídia e do empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte, contudo, ainda causa indignação e revolta.
                         O Dia Nacional Contra o Abuso e a Exploração Sexual Infanto-juvenil foi criado em 18 de maio de 1998 para manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade em garantir os direitos de todas as crianças brasileiras.  O lema do movimento é “Esquecer é permitir. Lembrar é combater”.
 
 
 
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publicado às 18:40


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