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Agressividade: um dado social

por Fernando Zocca, em 17.04.09

        Se é muito feio praticar agressões morais, com o uso de palavras ou gestos, imagine então partir para a ignorância, chegando às chamadas vias de fato.

         Os psicólogos, psiquiatras e psicanalistas reconhecem a existência da agressividade inata nos seres vivos; afirmam algumas teorias que a repressão dos tais impulsos pode resultar em somatização, ou seja, “danificar” as estruturas que as comportam.

         Não significa, no entanto que as atitudes agressivas devam ser incontidas, podendo fluir contra as pessoas próximas.

         Então quem considera que a angústia provocada pelo ambiente lotado e desarmônico, possa ser canalizada contra os pais, padrastos, avós e vizinhos, está redondamente equivocado. Agressão não pode!

         Quem age assim desconhece as artes plásticas, as atividades ao ar livre, a prática de esportes, ou a simples caminhada descongestionante.

         A pessoa que reage agressivamente aos estados de estresse pode violar além das regras morais, as normas que regulam a conduta das pessoas civilizadas, viventes nos centros urbanos.

         Quem tem a felicidade de ser dotado de bom senso, agindo por isso mesmo, como preceituam a razão e o equilíbrio, vê-se em situação diversa daqueles que estão impossibilitados de atuar conforme as regras da boa vizinhança, carentes, portanto de acompanhamento médico.

         É indispensável a manutenção da paz no meio social. Sem ela não existe o desenvolvimento pleno, e torna-se mais difícil alcançar os objetivos da vida.

         Podemos observar em nossa sociedade que a impunidade gera reforço nas tendências e atitudes agressivas. Em outras palavras, o “não dar em nada”, ou a tolerância, serve de incentivo para que outras agressões sejam cometidas.

         Quem assiste a novela Caminho das Índias pode perceber que as más ações da personagem Zeca, vivida pelo ator Duda Nagle, não são punidas e, a aprovação dos seus maus comportamentos faz com que ele faça sempre mais mal.

         Além de agir de forma contrária à coesão e manutenção dos locais que freqüenta, Zeca tem seu comportamento criminoso, reforçado por atitudes defensivas tecidas por seu pai César e madrasta Ilana. (Antonio Calloni e Ana Beatriz Nogueira).

         Para procedimentos assim são necessários a punição, o tratamento e a reeducação. Se isso não ocorrer as atitudes anti-sociais podem se propagar chegando até ao comprometimento da chamada coesão social. 

 

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publicado às 19:47



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