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Destaques da semana

por Fernando Zocca, em 11.04.09

 

         A propósito do que vivenciamos hoje em dia pela televisão, nada mais apropriado do que tecer algum comentário sobre os temas. Destacam-se a novela da Glória Perez, Caminho das Índias, que no emaranhado da trama apresenta o personagem Tarso, vivido por Bruno Gagliasso, padecente de psicose e, o terremoto na Itália que matou muita gente.
         Quais são as semelhanças e diferenças entre o sujeito que surta no meio da rua e aquele que constrói um edifício que, ao desabar mata dezenas de pessoas?
         O sujeito maluco que sofre com os transtornos psiquiátricos é antes de tudo uma vítima. Vítima de traição, de furto inclusive. O construtor, com sua ambição inconseqüente ceifa, rouba vidas ou a saúde de muitas pessoas. E ele não está “nem aí com a cor da chita”.
         O maluquete que vira fantoche nas mãos de gente cruel não aprendeu a discernir quem lhe faz o mal; não sabe defender-se, ou quando o faz extrapola os limites do bom senso.
         O camarada que se propõe a levantar um edifício objetiva lucros e, mesmo que isso tenha que ser conseguido com a corrupção da obra, isto é, com o uso de material impróprio, isso será feito.
         O empreendedor inescrupuloso não está pensando no bem estar das pessoas que morarão no imóvel; se o projeto pode ou não prejudicar a saúde ou tirar-lhes a vida. Tanto faz. Para ele nada de mal pode acontecer. Ele “nem liga”.
         O terremoto ocorrido na Itália fez ruir centenas de imóveis que mataram muitas pessoas. As autoridades agora estão analisando o material dos escombros, pois crêem que os prédios que desabaram, poderiam ter sido construídos com areia inapropriada.
         Aqui em Piracicaba, nos meados da década dos anos 60, foi erigida uma construção projetada para ter 12 andares e 54 apartamentos. Diante da possibilidade da obtenção de mais dinheiro, com menos empenho, resolveram os construtores adicionar mais três andares, sobre a estrutura primitiva.
         O resultado foi um desabamento fenomenal que matou mais de 50 pessoas, aleijando outras tantas e inibindo a construção de outros prédios por muito tempo na cidade.
         Por outro lado (sempre há o outro lado) o maluquete que surta ou surtou no meio da rua, se algum crime cometeu ninguém sabe, ninguém viu. Onde estariam as vítimas do maluco surtador?
          Até o presente momento Tarso nem mesmo cogitou em bombas ou qualquer outro tipo de equipamento perigoso.
        
 
Fernando Zocca
 

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publicado às 18:35


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