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O mimo

por Fernando Zocca, em 07.04.09

 

                                   Tendes Trame teria uma reunião com a velha titia Ambrosina na manhã da segunda-feira, na casa desta, para tratarem sobre o conjunto de atitudes que usariam contra os oponentes do partido e da seita, na cidade.
                                   O parlamentar não dirigia e por isso valia-se dos préstimos do motorista posto à sua disposição, conforme o regimento da casa. Ao ser avisada, por telefone que sua visita chegara, Ambrosina mandou abrir o portão da garagem.
                                   Dentro da propriedade da tia e, sentindo-se seguro, o deputado saiu do carro pedindo ao motorista que deixasse as portas abertas durante a reunião. Queria que o interior do veículo fosse ventilado, reduzindo assim os efeitos dos longos períodos sob o ar condicionado.
                                   Ambrosina era mulher alta, possuía a tez alva; suas mãos eram formadas por dedos longos, macios e, as unhas estavam sempre bem aparadas. Alguns familiares notaram que a parente mais respeitável da família não usava esmalte, mas tão somente uma base transparente. A impressão que se tinha era de que ela possuía as garras bem mais fortes.
                                   - Tendes meu filho, como vai? – perguntou com algum entusiasmo Ambrosina.
                                   - Muito bem, titia, um pouco contrariado, mas tudo bem. – respondeu Tendes, beijando delicadamente a parente. O beicinho que ele fez, foi interpretado por Aline, a serviçal vestida impecavelmente com um uniforme azul e avental branco, que assistia a cena, parada à espera de ordens, como “coisa de fresco”.
                                   - Quer chá ou água? – Ambrosina pensava em despachar logo a moça que tensa, esperava a comunicação.
                                   - Muito obrigado titia, não quero nada, no momento. – devolveu o visitante, num tom bastante delicado.
                                   Com um gesto Ambrosina indicou o sofá onde ambos sentaram-se. Tendes preparava-se para falar quando olhou os cabelos curtos da mulher que o recebia. Estavam já grisalhos e os traços que lhe formavam o rosto tinham ainda muito daquela beleza que a caracterizava trinta anos atrás.
                                    Com o nariz empinado Ambrosina pigarreou e, fez um sinal para que Aline saísse da sala. Titia então se manifestou:
                                   - Soube que o partido tem enfrentado grande oposição desse tal... como é?... Tam Trole?... é isso?
                                   - Não, titia, não é Tam Trole. É Van Grogue. Esse sujeito tem falado pra todo mundo que nós favorecemos a empreiteira CKT em duzentas licitações e que essa empresa, que na verdade é do nosso correligionário Abil Pedreira, superfaturando os orçamentos, receberia a mais pelos serviços prestados e, repassaria essas verbas ao nosso partido e a nós que o compomos. – despejou de uma só vez o deputado. E depois mais delicado, lançando a costa da mão direita em direção ao solo perguntou:
                                   - Mas pode uma coisa dessas, titia?
                                   Ambrosina que já desconfiava dos modos delicados do sobrinho, sentiu um arrepio que lhe subiu pela espinha. Para disfarçar afastou com gestos firmes, da mão direita, alguns supostos pêlos de gato que poderiam estar sobre seus joelhos.
                                   - Mas é verdade que o Abil está fazendo isso? A empreiteira dele, essa tal de CKT ganhou realmente duzentas licitações seguidas? – titia queria saber.
                                   - Não, não, de jeito nenhum. Esse negócio de licitação é um angu-de-caroço, que dá margem para impugnações na justiça feitas por quem as perde. A derrota gera ressentimento que dá nisso. Nessa patacoada toda. Assim não dá. Assim, não pode.
                                    - Por que você não dá um mimo a esse moço. Dá a ele algo que lhe mostre o seu carinho, sua admiração e o respeito que você e Jarbas têm por ele. Quem sabe ao se sentir agradecido ele pare com essa lengalenga. – toda a sabedoria de quase um século de existência poderia estar resumida naquelas palavras da titia.
                                   - Mas será titia, que ele não vai continuar querendo depois, mais e mais? – Tendes estava aflito.
                                   - Não, meu neném, ele não vai fazer mais nada disso. Pode confiar.
                                   Dando por encerrada a reunião, Ambrosina levantou-se chamando Aline. Com um gesto firme fez com que a empregada abrisse a porta.
                                   Titia Ambrosina acompanhou a visita até a porta. O motorista que já esperava pela chefia, tratou de arrumar a gravata e acertar o penteado.
                                   - Que carro bonito, Tendes é da Assembléia? – Ambrosina queria saber.
                                   - Na verdade não. Na verdade é meu. Mas o nosso amigo aqui, o Aparecido, é funcionário da casa. O carro é meu, eu mesmo importei da Itália.
                                   - Um belo presente. E as obras na cidade como vão? – Ambrosina demonstrava bastante interesse.
                                   - Vamos construir mais umas vinte pontes na cidade. A senhora sabe: a nossa atuação política é bem profícua. – garantiu o parlamentar entrando no carro.
                                   - É claro que eu sei meu bem. Todo mundo sabe.
                                   E assim, sem mais nenhuma palavra, Tendes deixou a casa da sua velha e querida tia, que nunca lhe faltava quando ele precisava dos poucos, mas bons conselhos.
 
 
 
 
 
Fernando Zocca

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publicado às 15:33

Os corruptos e as seitas

por Fernando Zocca, em 06.04.09

 

           O excesso de tempo perdido diante da televisão pode fazer mal para, além das retinas, aos nervos óticos e às áreas circunvizinhas. Leve-se ainda em conta que as pessoas estão sujeitas também à luminosidade emanante dos computadores. Na somatória pode haver problemas.
            Nunca em nenhum momento da história da raça humana os seres passaram tanto tempo fixados e expostos, defronte as tais emissões lumínicas. Muitos estudos já foram elaborados na quantificação desse aspecto físico do fenômeno. A permanência por tanto tempo diante da luminescência geraria mutações nunca antes observadas nos seres humanos.
            Isso sem falar na bagunça social que a televisão está promovendo. Vejam o que ocorre com a família brasileira. Uniões ilegítimas se formam e se desfazem, assim com a mesma facilidade com que as pessoas trocam de roupa. Dessa estupidez surgem as agressões, os vícios, o tráfico de drogas e a instalação de governantes corruptos.
            A cidade do Rio de Janeiro virou uma Babel? Tem graça um programa de televisão que não estimule o adultério, que não exiba uma sacanagem causadora de muitas satisfações?
            Cidades inteiras sujeitam-se aos caciques políticos espertíssimos, que amenizando os entraves burocráticos para empresários e empreiteiras, fazem-nas vencer, dezenas de vezes seguidas as licitações marcadas. Com o superfaturamento das obras, logo surgem os excedentes financeiros, repassados aos partidos políticos e aos seus componentes.
            Os inquéritos na polícia federal seguem lentos para o Judiciário, onde nem sempre os responsáveis obtêm o que determina a lei. E a vida miserável da população continua enleada nos ardis dos que sugam a vitalidade das riquezas públicas.
             Pobre Brasil. Quantas cenas de violência exibidas nos filmes e novelas, não são imitadas por crianças e adolescentes que passam a ter suas vidas futuras comprometidas? É a lei dos corruptos, é a lei dos que usam as chamadas “religiões” para manter sempre a situação do jeito que está.
            Pode ter boas intenções aquelas seitas que se utilizam dos indutores evocativos, das informações afixadas nas tumbas da parentela dos seus adversários, com objetivo de vergastar?  É claro que não. Essas seitas ditas espiritualistas, desenvolvem tamanha cultura da morte que levam a enganos terríveis tais como a eleição de políticos desonestos por gestões seguidas.
            É a lei do mais inteligente. Estamos no tempo em que a inteligência e o conhecimento são usados para fraudar, enriquecer e oprimir aos mais fracos.
            A paz só pode vir da justiça. A gente espera.

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publicado às 18:27

Pitcho!

por Fernando Zocca, em 06.04.09

 

BBB9.E lá se foi a Ana Carolina. Considerada uma chata, mala chorona, suscitou centenas de comentários pugnando pela vitória do Max. Então agora sobraram Priscila a jornalista que não lia, Francine a professora maluquinha e, Max o provável ganhador.
                        Na verdade ninguém sabe quem levará a grana. Pode ser a Francine que por exercer a profissão de educadora, tem a possibilidade de angariar para si, os votos de milhares deles de todo o Brasil. Pode ser a Priscila que por sua admirável forma física poderá atrair para seu lado a preferência dos marmanjos.
                        Quem ganha com isso tudo é o pessoal promotor do evento, o pessoal que participou lá dentro da casa e, os anunciantes que propagam seus produtos. A quem assiste cabe, tomando seu café com leite, bater palmas embasbacados, boquiabertos, babentos, assim como que retardados.
                         
                       
 

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publicado às 14:01

A agonia do sétimo paredão

por Fernando Zocca, em 05.04.09

 

                                   Há uma falação horrível publicada em alguns sites que noticiam os fatos do BBB9. Descem a guasca na Ana que dá até dó. Ô gente pra falar mal! E se a moça sobreviver a essa sétima prova? O pessoal diz que não gosta dela, justificando essa atitude com o fato de ser ela rica, formada em Direito e gostar de cachorro.
                                   Meus amigos sociólogos classificariam o fenômeno como preconceito de classe. Meus colegas psicólogos atribuiriam a maledicência à inveja, e os médicos aos maus humores, característica dos distímicos.
                                   Na verdade o que está em jogo não é nada mais, nada menos do que um milhão de reais. E a atitude dos maledicentes, assemelha-se num jogo de futebol, a puxar a camisa, dar cotovelada no estômago e paulistinha na coxa. Não é brinquedo.
                                   Gosto do Max, dos seus trabalhos; gosto da Francine e, do amor deles que inspirou até um filme exibido na internet, mas torço para que Ana ganhe a bufunfa.

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publicado às 23:41

O rodízio na direção

por Fernando Zocca, em 04.04.09

 

                        Recentemente os líderes mundiais reuniram-se para tratar assuntos que envolviam principalmente a crise econômica que estagnou muitos países.
                        Lá estavam os representantes das nações mais desenvolvidas do globo, dentre elas o presidente Luis Inácio Lula da Silva. As idéias do Lula são claras, bem cristalinas: a turma que desencadeou essa tragédia econômica exercia a atividade conhecida como banqueiro, é composta por gente que tinha olhos azuis e falava inglês. Daí a injustiça de cobrar dos países emergentes, basicamente formados pela população mais escura, miscigenada, os prejuízos dos equívocos praticados.
                        Lula não tem nada de segregador, nada de racista. Ele simplesmente desejou atribuir, aos seus legítimos causadores os males causados, às sociedades mundiais: os banqueiros inescrupulosos.
                        Na reunião estava também o presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama, o mais popular dentre todos ali presentes e, tão carismático quanto John F. Kennedy. Obama disse do Lula aos demais integrantes do pequeno grupo que se formava, num momento informal, “Esse é o cara. Gosto muito dele”. O prestigio suscitado pelo presidente brasileiro, surgiu da importância reconhecida que tem o Brasil no contexto mundial.
                        É inegável que daqui pra frente nada será do mesmo jeito que sempre foi. As comunidades compostas por países mais desenvoltos haverão de render seus respeitos ao celeiro do mundo. No rodízio natural, na sucessão natural entre os líderes mundiais, talvez tenha chegado a vez do Brasil apontar os caminhos.
                        Não é difícil inferir quais seriam as orientações dos “planos”, digamos “superiores”. As populações carentes de alimentos, de moradia, de atenção básica com a saúde, carentes de educação seriam priorizadas, minimizando assim o sofrimento injusto.
                        As elites hoje no comando das cidades expressivas deverão cientificar-se que, somente pontes ou asfalto encobridor de paralelepípedos, não resolverão as agruras da gente pobre. A corrupção deve ser também combatida, pois se sabe, há muito tempo, que esse cancro das instituições públicas, entrava o desenvolvimento social.
                        Os desvios, os superfaturamentos, o favorecimento nas licitações, as falsificações, os engodos, e toda sorte de falcatruas, impedem a chegada dos benefícios às populações detentoras de direitos legítimos.
                        Então quando vemos pela televisão, parte da população revoltada, depredando as instituições, não notamos outra coisa do que a manifestação da indignação causada pelo auxílio dado pelos governos aos banqueiros. Esse sentimento de revolta pode muito bem apossar-se dos vitimados pela corrupção, pelos corruptos.
                        Os políticos sabem que além das empreiteiras e banqueiros, o povo também quer.
 
 
 
Fernando Zocca

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publicado às 19:32

Câmara Municipal sob fiscalização

por Fernando Zocca, em 03.04.09

 

         Três auditores do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo fiscalizarão, a partir de segunda-feira próxima, as contas da Câmara de Vereadores de Piracicaba, referentes ao exercício de 2.008.
         Os fiscais são da sede regional de Araras do Tribunal de Contas e, ficarão na cidade pelo tempo necessário para o cumprimento das diligências. Os itens a serem checados referem-se ao patrimônio, setor de compras, almoxarifado, tesouraria, contabilidade do legislativo e licitações.
         Cerca de 38 documentos já estão à disposição dos especialistas e, outros 42 devem ser providenciados para a equipe de fiscais que analisará os documentos. Estes podem conter erros, equívocos ou até mesmo fraudes.
         O resultado da perícia técnica nos documentos será divulgado em 2010.

 

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publicado às 13:33

A mulher do amigo dele

por Fernando Zocca, em 02.04.09

Van de Oliveira Grogue estava amando, com loucura, a mulher de um amigo dele.
França, como era conhecido o colega de todas as horas, das festas, dos longos passeios de carro nas noites quentes, e reuniões divertidas, trabalhava na Companhia Tupinambiquence de Força e Luz (CTFL), e nunca imaginaria que o aprazível Van, cortejaria sua esplendorosa Lúcia.
Quando França desconfiaria que suas saídas matinais diárias, rumo ao salão onde trabalhava, facilitariam os encontros amorosos adúlteros de Lúcia e Van?
Mas era o que realmente acontecia. Logo cedo, depois que França aquecia o motor do seu carro velho, já um tanto quanto que desbotado, pelo maltratar do tempo, Lúcia sentia, nas entranhas, a excitação, que a probalidade do surgimento do Grogue lhe causava.
Mal raiava o dia, e após o predomínio do silêncio, originado pelo afastamento do carro antigo do França, surgia assim, como que saído da espreita, o velho Van de Oliveira, buscando a saciação do afeto contido.
Naquele alvorecer de terça-feira, nove de Novembro, Van aproximou-se, desligando o motor do carro, cem metros antes da casa do França. Deixou o automóvel deslizar em relativo silêncio até a pouca distância do portão da amada.
Ele desceu, fechou com cuidado a porta, não acionou o alarme, e caminhou pé-ante-pé em direção da sua alegria, do seu equilíbrio.
A contusão no artelho direito, causada por um bicudo desesperado, dentro da sua grande área, durante a pelada na terça-feira anterior, fazia-o claudicar.
Seguindo instruções de Lúcia, França não passava a chave no portão, sob a alegação de que facilitaria a saída dela para a compra diária do leite da Luiza.
Então, com o coração aos galopes, a respiração contida, Van afastou, com delicadeza extrema, aquele obstáculo que o separava do seu amor proibido.
Fazia tudo lentamente: o abrir o portão, o caminhar no corredor, o tocar na porta semi-aberta da casa, tudo era realizado objetivando não despertar os cães ladradores, a vizinhança abespinhadiça, estorvo inibitório.
Mas naquela manhã, Luíza a filha de Lúcia, nascida de outro relacionamento, chorava emburrada, sobre a máquina de costura.
A menina não atendia aos reclamos da mâe, que lhe pedia para não estragar, com aqueles chutes e palmadas, a Singer vetusta do pai, por ser ela de estimação, lembrança do tempo em que ele fora alfaiate.
A criança chorava, esperneava, demonstrando insubmissão impertinente. Mas Lúcia, contornando a situação, fez com que a menina se acalmasse, vendo logo em seguida, que ela caiu no sono profundo.
Grogue ouvia tudo do lado de fora. Quando sentiu a turbulência, dentro da casa, achou que a ocasião divergia das demais anteriores, caracterizadas pela atmosfera amena.
A menina não poderia vê-lo pois poderia, conversando com o pai, relatar a presença dele, amigão, naquela hora intempestiva do dia.
Quando percebeu que o silêncio predominou, sucedendo a agitação, Grogue tocou de leve a porta, anunciando-se.
Lúcia que já o esperava, apressou-se em escancarar a porta, abraçando-o logo que ele entrou. Ali mesmo na sala, amaram-se com loucura, sôfregos, tensos, tomados pela possibilidade, remota, mas possível, do surgimento repentino do França.
Quando Grogue, depois de vestir com pressa a calça, calçar os sapatos, saia rumo ao corredor ouviu Lúcia pedindo-lhe:
- Van, faz uma música pra mim, pro nosso amor?
Respondendo afirmativamente, com palavras vagas, aquele pedido esquisito, Grogue ao fechar o portão da rua, procurava a resposta para a pegunta latejante que não queria calar: “Quem foi que lhe disse ser eu compositor?”

 

 

 
Fernando Zocca

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publicado às 19:33

Supremo inicia julgamento da lei de imprensa

por Fernando Zocca, em 02.04.09

 

           O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou ontem à tarde (1/4), o julgamento do processo proposto pelo PDT que objetiva a declaração de anticonstitucionais as leis que regulam o exercício do jornalismo, promulgadas durante a vigência do regime militar.
            A legislação específica guerreada tinha por fim o cerceamento do direito de opinião, crítica, comentários e avaliação dos fatos cotidianos da vida brasileira, especialmente no que concerniam aos fatos políticos.
            No tempo em que foram elaboradas as tais regras, o mundo vivenciava a guerra fria, da qual participavam as potências ocidentais contra as orientais. Em outras palavras, experienciava o globo terrestre, um embate terrível entre as forças comunistas e capitalistas.
            Na maioria dos países da América do Sul, observou-se a implantação dos regimes de força, de exceção, que dentre outras práticas, limitou logo a manifestação das idéias contrárias ao capitalismo.
            O tempo passou célere, o comunismo cedeu seus espaços, tendo caído o muro de Berlim em 89 e, a União Soviética submergiu ante um regime mais brando, da Rússia atual.
            Então por que manter aquelas leis antigas, que já não têm mais motivo para subsistirem? O próprio advento da Constituição de 1988 tornou-as obsoletas. Se houver um conflito entre a atual Carta Magna e a legislação apontada, certamente que prevalecerá os preceitos contidos na Constituição cidadã.
            Durante o julgamento iniciado hoje, dois ministros votaram a favor da revogação dos textos combatidos. No dia 15 de abril em nova sessão, o Supremo prosseguirá com os trabalhos nos quais os demais componentes da Corte decidirão em favor da Constituição do povo. 

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publicado às 02:39

O laranjanews.blog aniversaria hoje

por Fernando Zocca, em 01.04.09

 

Hoje é 1º de abril, também conhecido como o dia da mentira. Uma verdade, porém inquestionável refere-se ao seu bigbomblog laranjanews que completa, nesta data, três anos no ar.
No princípio a galera estranhou bastante, as reações da comunidade foram diversas, não faltaram demonstrações de contrariedade, de apoio, solidariedade e estímulo positivo.
O advento dessa nova tecnologia conhecida como Internet, assim como o surgimento das grandes invenções, que mudaram as formas de vida das pessoas, possibilitou o rompimento dos grilhões injustos impostos pelo desequilíbrio e insensatez, durante dezenas de anos. 
Queremos também parabenizar o público leitor do Blog, pois ciente estamos que sem a inteligência dos que nos acompanham, seria bem diferente a percepção das expressões manifestas.
Começamos noticiando os fatos de um ângulo diverso da imprensa tradicional, estabelecida há uma centena de anos na cidade e, nem sempre comprometida com o que não represente o poder político oficialmente instalado, mesmo que injusto.  
Hoje em dia o laranjanews tem outros irmãos que são o http://monitornews.blog.terra.com.br, http://barbatana.blog.terra.com.br, http://httpoficina.blog.terra.com.br http://tamborim.blogs.sapo.pt e http://bateria.blogs.sapo.pt esses dois últimos no jornal português Jornal de Notícias.
 
 
Parabéns a todos.

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publicado às 13:11

Mendes Thame é citado no relatório da Polícia Federal

por Fernando Zocca, em 01.04.09

 

           O deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB) foi citado num relatório da Polícia Federal, publicado ontem pelo Jornal Nacional da Rede Globo. No documento estão os resultados das investigações sobre a empreiteira Camargo Correia, que supostamente doaria verbas a partidos políticos e parlamentares.
            À semelhança de outras investigações da Polícia, como a Sanguessugas, essa é conhecida como Castelo de Areia, pela qual conversas telefônicas entre Fernando Dias Gomes, diretor da Camargo Correia e Luiz Henrique Maia Bezerra, representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que intermediaria as relações entre políticos e a construtora, foram gravadas e transcritas.
            Nas provas coligidas pela Polícia, constata-se que representantes da empresa solicitavam recibos das doações feitas aos partidos. Um exemplo disso é o e-mail do diretor da Camargo Corrêa ao representante da Fiesp, em que são cobrados recibos pendentes das seguintes doações: PSDB (comitê financeiro de São José dos Campos - R$ 25 mil), PSDB (R$ 50 mil), PT (diretório regional - R$ 25 mil), PTB (comitê financeiro municipal - R$ 25 mil) e PV (comitê financeiro municipal - R$ 25 mil).
             O e-mail ainda diz que há recibos pendentes de doações anteriores. São elas: DEM (R$ 300 mil - Rio Grande do Norte), PSDB (R$ 100 mil - Pará) e PSDB (R$ 100 mil - Pará).
            Segundo o Jornal Nacional, um relatório de 2 a 16 de outubro de 2008 cita doações para dois políticos tucanos. Um dos telefonemas gravados se refere a uma doação para o deputado Arnaldo Madeira (SP), no valor de R$ 25 mil. Outro deputado do PSDB, Antonio Carlos Mendes Thame (SP), teria recebido R$ 50 mil. Os dois foram eleitos deputados federais pelo PSDB em 2006, dois anos antes das gravações. Em entrevista à TV os deputados negaram ter recebido doações da Camargo Corrêa.

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publicado às 01:53

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