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Quando a transigência pode complicar

por Fernando Zocca, em 20.05.09

 

                          É preciso algum cuidado com o que dizem certas pessoas. Elas sempre expressam o que crêem; e tais crenças se baseiam no que as constitui. Ou seja, se alguém possui tendência ao alcoolismo, crerá que todos os demais não sabem o que estão perdendo.
                            No mesmo sentido, se elas gostam muito de música sertaneja, tenderão a julgar que o mundo inteiro gostará desse gênero musical.
                            Se a tal pessoa ama os cães Poodle, poderá achar que todos aqueles que não gostam desses animais, sejam esquisitos, ou loucos.
                            O sujeito que insiste em fazer a vizinhança que o cerca, a ouvir as músicas que ele gosta, sinaliza ter um espírito fraco para a tolerância da diversidade e, por outro lado, demonstra sua tendência a pensar somente em si mesmo.
                            Então essa mentalidade egoísta, cúpida, levará, com certeza, à conhecida exclusão. Excluir é uma forma de demonstrar o poder, o controle. É esse é um dos grandes males que se observa hoje.
                            Essa mesma cupidez pode se apresentar como preconceito contra os pobres, pode surgir tentando segregar os judeus, as mulheres, criando esquizofrênicos, prostitutas, gays. E se a tal mentalidade se disseminar por uma cidade, haverá a formação de castas, tal como vemos na Índia.
                            Essa mentalidade que privilegia o ego em detrimento do outro é o contraponto do cristianismo, do que nos ensinou o próprio Jesus. Cristo é o lado diverso da moeda, o oposto, onde o que conta é o outro e não a si próprio.
                            O sujeito que deprecia o seu semelhante deprecia a si mesmo antes. Ele odeia ao próximo como se odeia a si. Então para obtermos a paz, antes de tudo é preciso valorizar-se, amar a si mesmo, aprender a se respeitar para poder depois respeitar o vizinho.
                            O sujeito maldoso usa o temor e o desconhecimento, que a maioria das pessoas tem sobre determinados assuntos religiosos, para disseminar preconceitos, boatos, falsidades, calúnias e difamar a quem antipatizam.
                            Conheço uma pessoa que estava sendo processada, por ter cometido muitas contravenções e até crimes contra um vizinho. Mesmo depois de ser agraciado com a desistência do processo, movido contra ele, continuou disseminando difamação pelos bares e rodas de bebedores, nos finais de semana.
                            É muito comum vivenciarmos um conflito entre as regras religiosas e as normas feitas pela sociedade. Devemos aprender especialmente nos casos como desse caráter complicado, que quando isso ocorre, deve-se priorizar a aplicação do Direito.
 
 
Fernando Zocca.  

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publicado às 19:47


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