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Discussões Intermináveis

por Fernando Zocca, em 27.09.11


 

                        Às vezes, numa família composta por muitos membros, pode surgir algum tipo de competição que objetiva a exclusividade da fonte de afeto.

             Assim uns, por se sentirem mais fortes, podem desejar sobressair-se, reafirmando a própria importância.

             A auto-afirmação se dá dentro do mundo da pessoa, ou seja, com as ideias, costumes e crenças que a compõem. Assim, se o indivíduo é um beberrão maldoso, demonstrará que é o mais importante por suportar mais álcool e praticar mais malvadezas que os demais.

             Com o passar do tempo não só o afeto é disputado, mas a liderança também. Dai surgem os choques de opiniões diversas, as discussões intermináveis sobre quem tem mais prestígio, mais influência.

             Isso ocorre também em nível de quarteirão, de comunidade.

             É possível às pessoas mais antigas de um determinado lugar, que ao sentirem o seu prestígio no bar, na igreja, ou no clube social, ofuscado por um novo morador recém-chegado, iniciar uma onda de repulsa, criando inclusive boatos e difamação.

             Entretanto todos tem importância num quarteirão. Desde a criança analfabeta, o pinguço maldoso, que durante as madrugadas insones, joga lixo na casa dos vizinhos, o homossexual que foi despedido do salão, o padrasto desempregado, que insiste em educar as crianças, usando o medo com a demonização de quem ele não gosta, até a viúva que vive de casa em casa, buscando e levando as novidades.

             Não haveria condenação à “dominação intelectual” se esta objetivasse o adestramento, a socialização, e o respeito que se deve ter a si mesmo e às demais pessoas vizinhas.

 

26/09/11

                  

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