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Deixa ele...

por Fernando Zocca, em 21.02.17

 

 

 

 

 

 

Mesquita.jpg

 

Quem teria a cara de pau de, estando um casal hospedado num hotel, em lua de mel, aparecer de surpresa, sem ser convidado, e fazer gracinhas?

Quem teria a coragem de irromper na casa daquele a quem o considerava um bom colega pedindo-lhe emprestada a máquina de escrever com o objetivo de preencher, com falsidades, os documentos constituintes dos direitos de aposentadoria, de uma centena de pessoas, junto ao instituto de previdência social?

Quem teria a audácia de convidar vários casais de pessoas amigas para passarem uma noite na chácara onde semanas antes abusara sexualmente duma menor de idade, criando desta forma, situação que causaria dúvidas sobre a autoria do crime?

Quem, meu amigo, quem se tornaria proprietário de posto de gasolina só pra se aproveitar das mocinhas ingênuas previamente contratadas para os supostos cargos de encarregadas da administração?

Quem a não ser ele, o mais fenomenal, esperto, satírico, satânico, lascivo e indestrutível Donizete Pimenta Aarder seria assim tão capaz de tantas artimanhas, safadezas e esquisitices mil pra ver-se satisfeito diante do sofrimento alheio?

Quem viveria da jogatina de baralho nas sedes sociais dos clubes de futebol, ganhando e perdendo dinheiro e automóveis?

Quem, a não ser o finório Donizete Pimenta Aarder, responderia a todos que lhe perguntassem o que fazia no momento, com “o que se faz aqui, nesta cidade? Se tivesse praia, eu estaria lá. Antigamente havia o clube de Regatas. Nessas horas, com esse calor, eu estaria na piscina”?

Quem teria a caradura de entrar numa agência de automóveis e, emitindo um cheque sem fundos, “comprasse” um veículo zero quilômetro e depois, respondendo sobre se havia ou não fundos para o cheque, responderia com a ideia de que até a devolução do documento ele teria a posse do carro e poderia, enquanto isso, viajar ao Rio de Janeiro, (onde ingeriria sucos das mais variadas frutas), a fim de possibilitar a aceleração dos tramites burocráticos que possibilitariam a obtenção de mais um benefício previdenciário fraudulento?

Quem, hã? Quem a não ser o inabalável Donizete Pimenta Aarder o finório inquebrantável e sempre sujeito oculto da polícia e do ministério público, seria capaz de perder no carteado, a casa em que morava com suas filhas, deixando-as desamparadas?

Entretanto, quando informaram ao Delegado de Polícia sobre os deslizes atuais da tal figura, a autoridade teria respondido num tom que amedrontaria até ao mais frio e calculista meliante:

- Deixa ele... Deixa ele pra mim que ele vai ver como as coisas funcionam...

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publicado às 14:54

Corrente Contínua

por Fernando Zocca, em 23.01.16

 

 

 

A palavra italiana “rossi” quer dizer vermelho, fulvo, do mesmo jeito que o é o cabelinho da espiga do milho, o cobre (cujo símbolo é Cu) com que são feitos os fios, os cabos elétricos, e é a matéria prima da qual o Chile é um grande produtor.

O vermelho também é a cor do sangue, que ruboriza a face, quando numa reunião, aquele chato não te deixa falar, interrompendo-o a todo momento, ou impedindo-o de se manifestar.

Vermelho você fica também com a repreensão por preencher erradamente o livro contábil da pequena empresa de reparos e comércio de rádios, TVs, gravadores e eletrolas, de propriedade dos seus primos, e ao tentar reparar o equívoco, diante do dono irado, causa os maiores borrões e a ruptura das páginas.

Quente e vermelhíssimo você não deixa de se perceber, ao receber o maior tapa no rosto, depois de ser perseguido por alguém que se identifica como o dono da oficina autoelétrica, que o acusa de furto, quando na verdade não se apropriou de nada alheio.

Indignado você também se sente quando políticos da sua cidade, desejando mais uma reeleição, sugerem aos seus eleitores, que têm poder para prejudicá-lo ou expulsá-lo da sua terra.

Ressabiado você fica quando depois de visitar, a convite, uma meninazinha deficiente que, com a boca sempre aberta e a língua pra fora, babava sem parar, mostrando as bolhas salivares que lhe escorriam pelo peito, percebe que andaram dizendo, pela vizinhança, que você tirou o maior sarro da pobrezinha.

Bem chateado você não pode deixar de se sentir quando, quase meio século depois, percebe que foi vítima duma armadilha em que, num preparado “boa noite Cinderela”, foi instigado implacavelmente a vociferar contra Deus e a todo o mundo.

Os caciques políticos, os coronéis retardatários da cidade, querem a sua pele? Eles só conseguem a manutenção da credibilidade e os cargos eletivos depois da sua “crucificação”?

O que pensaria, a sua ilustre pessoa, do grupo partidário que sabendo ser você casado, ajeita-lhe uma “namorada”, supondo que dos seus males estaria a ausência do “amor”?

Não é bom exagerar, mas do jeito que estão as coisas, não erraria quem garantisse que político bom é o político morto.

 

 

 

 

 

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publicado às 18:06

A Nação Violada

por Fernando Zocca, em 29.07.15

 

Acho uma tremenda bobagem a oposição evitar o diálogo com o governo.
É certo que o ódio, o ressentimento e todo o complexo de inferioridade, sedimentados nas ações oposicionistas, sejam barreiras obstativas pessoais que devem antes ser resolvidas.
Não dá para entender a politica do não diálogo. Como podem as forças no poder, gerir as coisas do estado, sem perceber as manifestações - invariáveis - do descontentamento oposicionista?
E não pode também o governo desejar ser amado por todos. Por mais que faça, em favor da maioria, sempre haverá um porém, um senão, aquele empecilhozinho que deveria ser evitado.
Conversar significa aqui, expor os pensamentos, os sentimentos, sobre os assuntos que mais incomodam, causadores dos tais descontentamentos.
Na minha opinião aqueles debates pré-eleitorais promovidos pelas TVs e jornais serviriam muito, já que das tribunas do parlamento, os conceitos e as ideias parecem não ser tão claros como deveriam.
Na construção e manutenção de uma democracia cada um colabora com o que tem ou como pode.
Se você alimentava 10 ou 12 blogs que incomodavam muita gente, o que faria, se fossem eles todos - para garantir o sucesso nas urnas - "fuzilados"/deletados, nas vésperas de uma eleição?
Afinal, o sucesso do seu candidato, do seu partido, não seriam mais úteis para você do que a opinião dos tais blogs perturbadores?
Entretanto ridículo mesmo seria se, depois de ocupado o poder, você visse aquele pessoal todo, por quem teve sacrificada sua produção cultural, metido nas inescusadas situações criminosas, altamente vexatórias.
Sem os blogs e sem a satisfação, que a vitória do seu candidato lhe proporcionaria, você veria que só perdeu com essa situação toda.
Reparar a honra de uma nação violada pode não ser assim tão fácil; mais tranquila seria a restituição de todos os bens utilizados, por seus colaboradores, na construção de um governo altamente condenável.

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publicado às 13:29

O Santo Cristo

por Fernando Zocca, em 21.07.15

 

 

 

Rio de Janeiro 03 07 a 18 de 07 de 2015 036.JPG

 

Nestes 16 dias que estivemos na cidade do Rio de Janeiro, tivemos a oportunidade de assistir celebrações religiosas em Igrejas distintas de lugares diversos.
Numa delas foi na do Santo Cristo (foto). Na peregrinação em que "As raposas tem suas tocas e as aves do céu seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça", não é incomum encontrar pessoas com a sorte semelhante.
Depois de uma missa sentei-me num dos bancos da praça onde antes ali havia um cidadão já acomodado.
Os diálogos, que nestes casos, começam sobre o tempo e a temperatura, naquele momento principiaram com o lamento choroso de quem dizia ter perdido todos os seus bens em decorrência de alguns atos escusos praticados por seus familiares.
Subnutrido, mal vestido, sem banho há dias, o homem explicava que a confiança que depositara em seus irmãos, numa questão de herança, valeu-lhe a perda da parte que lhe cabia, restando-lhe somente o sofrimento.
Suas lágrimas embargavam-lhe as palavras e sua questão principal era saber o que teria feito - e em qual momento da sua vida - de tão ofensivo assim à irmandade.
Expliquei-lhe que independente dele haver ou não feito algo que ofendesse profundamente os irmãos, o caráter deles seria o determinante das condutas justas ou injustas, relacionadas às questões de herança.
Desta forma, expliquei, se tivessem eles mais crueldade nos corações, do que compaixão, certamente que não seria este ou aquele erro, este ou aquele acerto, os determinantes das atitudes corretas relacionadas aos bens da herança.
O homem seguiu dizendo que com alguns documentos seus e seu nome, abriram contas bancárias, fizeram aquisições no comércio e depois, sem pagar, sumiram deixando-lhe somente a reputação de estelionatário.
Ele dizia-se temeroso quanto ao futuro. Sem ter para onde ir, o que comer, o que fazer, e a quem recorrer, indagava-me se podia ajudá-lo.
Sem dúvida nenhuma este - dentre outros milhares - era mais um caso para a assistência social do município, para as caridosas almas cristãs e o predomínio do reino dos céus.

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publicado às 12:48

Coxinhas

por Fernando Zocca, em 20.05.15

 

 

 

A época de eleição se aproxima e os políticos profissionais já se mexem no sentido de promover seus candidatos.
São apresentados, invariavelmente, como os "salvadores da pátria", solucionadores dos problemas das comunidades e derradeiros amenizadores de todas as dores dos pagadores de impostos.
Desta forma, "a sujeira" que saia do caminho; "os marajás" que se cuidem; os doentes, carentes de hospital, que tenham suas esperanças renovadas; as "vítimas" dos "bandidos" inclementes, que se alegrem, eis que todos os seus problemas certamente se acabarão com a merecida prisão deles.
De um lado os coxinhas, contrariadíssimos com as sucessivas derrotas no âmbito federal, buscam esconder a verdade sobre as irregularidades nos metrôs e trens de S. Paulo e Brasilia.
Do outro as forças progressistas que, diante da calamidade pública na área da saúde, precisaram contratar médicos cubanos para suprir a defasagem desses profissionais no Brasil.
Coxinhas não admitem, de jeito nenhum, a popularização do ensino da medicina no Brasil. A manutenção deste privilégio injusto resulta nisso que vemos em todo o território nacional: atendimento precário nas redes públicas.
A oposição derrotada, ao invés de colaborar com as boas intenções do governo, busca sem trégua, obstar as ações governativas.
E se tivesse no poder? Não faria a oposição o que faz agora o governo legítimo?
O desconforto da derrota torna os coxinhas buliçosos, inquietos, sedentos de satisfação.
Dizem os especialistas que a ausência de ocupação, a sobra de tempo ocioso e a carência de objetivos, produzem tais comportamentos conturbados. Cortar cana, roçar terrenos baldios, ninguém quer!!!
Hoje à tarde fui ao posto de saúde da Vila Independência buscando tomar a vacina contra a gripe. O salão de espera estava lotado. O semblante das pessoas era de desânimo, desgosto, desprazer.
No Brasil inteiro há a campanha objetivando o combate à gripe com o uso das vacinas. Mas infelizmente no posto de Saúde da Vila Independência, os cidadãos precisarão esperar, não se sabe o quê, para serem atendidos com essa medida saneadora.
Já vou avisando: não sou candidato a cargo eletivo nenhum; e gostaria de não comparecer, dessa forma obrigatória, às urnas.
Que a tal reforma política possa abolir a presença forçosa diante das cabines de votação.

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publicado às 23:36

Inteligência Emocional

por Fernando Zocca, em 05.05.15

 

O governador do Paraná Beto Richa agrediu violentamente, por meio da polícia militar, a classe dos professores do seu estado.
Esse ato de selvageria, pode ser interpretado como dificuldade para resolver os seus problemas, sem o uso da pancada.
Sem dúvida a ausência da facilidade para se adaptar às novas situações contribuiram para que o "cabra macho" resolvesse a pendenga com a categoria dos mestres, na bordoada e tiros de balas de borracha.
Talvez até o espanto, e a admiração que ele esperava obter do seu grupo, pudesse ter feito com que ele se deixasse levar pelo impulso agressivo.
E não tinha ninguém, ao seu lado, naquele momento crítico, que lhe dissesse: "Olha, seu Beto, o senhor está errado, não pode agredir assim essas pessoas. Afinal, elas também ajudaram e ajudam a manter a sua situação de conforto. Que coisa mais feia, seu menino, sair assim dando pancada nos outros, no meio da rua. Onde já se viu isso?"
Há quem afirme que o agressor tem sérios problemas mentais. Inteligência emocional é que ele não teria mesmo.
Talvez o medo do olho no olho, tivesse contribuído também na exacerbação da ansiedade que a possibilidade do diálogo se apresentava naqueles momentos conturbados.
Bater nas pessoas, no meio da rua, seja por qualquer motivo, indica indigência de compreensão. A miséria do sujeito é revelada quando ele foge da conversa, esconde-se nas trevas, e procura de lá, controlar aqueles que o sustentam.
Tem gente mais afoita dizendo que "o cara desceu o cacete pra fazer bonito pras negas dele".
Coisa de louco, seu Beto.
Essa derrapada indica erro na escolha dos meios para resolver os problemas.
Já viu aquele cidadão que, pra "sustentar os três filhos", resolve não se importar se o maquinário instalado por ele na parede, está arruinando a casa do vizinho?
Em que parte do mundo o cidadão, ou o governador de Estado, podem fazer algo em benefício próprio, ou dos seus, causando danos à outrem?
Então é justa a licitação que privilegia a empresa que, por sua vêz, contratará todas as outras demais concorrentes - fazendo uma terceirização -, para a construção dos trens e metrôs?
Esses fins - trens e metrôs - justificam os tais meios - fraudes e formação de cartel?
No jogo político, pancada não vale. E muito menos terceirização (na verdade panos quentes) justificadora das fraudes.
A imperfeição das leis geram imperfeições e injustiças. E estas, meu amigo, resultam em sofrimento, miséria e morte.

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publicado às 12:37

Orgulho e ostentação

por Fernando Zocca, em 08.04.15

 

Barjas Negri.jpg

 

Quantas dentaduras a secretaria municipal de saúde financiaria com R$ 6.375?
Pode o meu querido leitor ter a certeza de que não seriam poucas e nem poucos desdentados, desta cidade de Piracicaba, se sentiriam tão felizes com o cumprimento da mais sigela obrigação constitucional promovida pelo município.
Essa verba toda pode vir, em pouco tempo, dos bolsos do ex-prefeito de Piracicaba, sr. Barjas Negri (foto), que foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a pagar a importância de R$ 6.375, a título de multa por irregularidades licitatórias.
As inobservâncias da lei em 2009, quando Barjas Negri (PSDB) firmava o contrato, e seus aditamentos, com a empresa Nutriplus Alimentação e tecnologia Ltda, no valor de R$ 4,6 milhões, levaram o TCE a apontar os erros em março de 2014, e aplicar as penas cabíveis, reiteradas agora, com a confirmação da sentença condenatória.
As pesquisas deficientes dos preços, exigências indevidas de supostas irregularidades fiscais, cotação de preços das frutas não condizentes com as ofertas de abacaxi, maçã ou mamão, e notas de empenho, com números iguais/valores diferentes, foram alguns dos deslizes cometidos pelo prefeito, ainda nos editais da licitação.
Note que em fevereiro de 2015 a atual administração municipal homologou o contrato com a Nutriplus no valor de R$ 18,6 milhões.
Barjas Negri ocupou cargo relevante no Ministério da Saúde, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era presidente. Na ocasião um tremendo escândalo financeiro envolvendo o superfaturamento dos preços das ambulâncias desencadeou uma operação da Polícia Federal denominada "Sanguessugas".
Houve abertura de inquéritos, instalação de CPIs, mas ao contrário do que ocorre hoje, quando os crimes dos coarinhos brancos são investigados, e os culpados punidos, o então procurador da república Geraldo Brindeiro, opinou pelo arquivamento das investigações.
Esses jeitinhos, ocultações das falcatruas "debaixo dos tapetes", nos dão a certeza de que toda a fortuna, riqueza, ostentação, orgulho, saúde e felicidade de alguns senhores políticos, só são possíveis com a miséria e o sofrimento de milhões e milhões de outros irmãos brasileiros.

 

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publicado às 15:11

Os bicudos emplumados

por Fernando Zocca, em 16.10.14

 

Em 1962 meu pai associou-se ao Clube de Regatas de Piracicaba, que tinha sua sede principal na esquina da Rua Morais Barros com a Avenida Beira Rio.
O clube tinha um pequeno campo de areia, quatro quadras de basquete/Volei/Futebol de Salão, uma piscina de 25 metros de cumprimento (a parte menos rasa tinha três metros de profundidade), outra - piscina - bem menor para crianças, dois vestiários com chuveiros, armários, uma sede administrativa, um departamento de remo, composto com vários barcos de competição, de recreação, uma marcenaria equipadíssima, um salão de festas, e uma academia de musculação.
Os estatutos da entidade não permitiam a venda, o empréstimo, o comodato ou qualquer outro negócio que significasse a alienação do patrimônio, tanto físico quanto cultural do clube.
Alguns anos mais tarde, por volta de 1965, o Regatas iniciou a construção de um anexo (que nunca foi conluido), e comprou uma pequena chácara no bairro Ipanema.
A chacarazinha tinha dois campos gramados de futebol, um vestiário para dois times, uma pequena piscina, uma sede onde morava o caseiro, várias mangueiras, jabuticabeiras e goiabeiras.
É claro que, por fazer parte do patrimônio do clube, a administração desta área estava sob as normas estatutárias da entidade.
Passados mais alguns anos, isto é, por volta do final dos anos 70, o Clube de Regatas de Piracicaba teve todas as suas instalações físicas e culturais alienadas ao Clube Palmeiras (Palmeirinha).
Este clube, o Palmeirinha, também iniciou obras que até hoje não foram concluídas.
Quem passa pela Rua São José, esquina com a Bernardino de Campos, vê um enorme esqueleto feio, da tal obra inacabada.
Mas, além desses problemas advindos dos equívocos (ou má-fé) administrativos, o Palmeiras alienou, para empreiteiras (propriedade dos bancos financiadores das campanhas tucanas na cidade), a chácara localizada no jardim Ipanema.
Mais alguns anos depois os sócios do então Clube de Regatas de Piracicaba puderam observar, boquiabertos, o surgimento de um enorme condomínio de casas luxuosas, caríssimas, onde antes era a chacarazinha da entidade.
A sede do clube, na Rua Morais Barros, esquina com a Avenida Baira Rio, foi vendida para um grupo milionário que hoje a explora comercialmente.
O Clube Palmeiras situado na Rua Bernardino de Campos, 835 cidade alta, há algum tempo, foi açambarcado pela prefeitura municipal.
Alguns eleitores questionam se o que teria feito a prefeitura com o Palmeiras/Regatas não foi semelhante ao que fez o então presidente do Esporte Clube XV de Novembro, Romeu Italo Rípoli, que pagou salários atrasados, bichos e contas sem fim do time, obtendo anos depois, em pagamento, o campo da agremiação, situado na Rua Regente Feijó, entre as Ruas Governador Pedro de Toledo e Santo Antônio.
No local, onde antes era o campo do XV, hoje há o supermercado Extra.
Há quem diga que, na espera do momento eleitoral oportuno, os 10 mil metros quadrados de área central (100m x 100m), um quarteirão inteiro, transformar-se-ão, sob o domínio das empreiteiras, sócias dos bancos, financiadores das campanhas, num complexo e luxuoso condomínio que, comercializado a peso de ouro, fará retornar aos cofres dos banqueiros, a dinheirama toda empregada nas campanhas dos tais bicudos emplumados.
Há ainda quem garanta que a área do Parque do Piracicamirim seja equivalente à área da chácara do Regatas, alienada pelo Palmeirinha. O que havia naquela há nesta. Ou quase.
Só faltou a piscina.
Em assim sendo, seria esta obra do Piracicamirim uma ação para desencargo de consciência? Quem sabe?
É preciso muita inteligência, esperteza e tino comercial para ganhar dinheiro desta forma, durante tanto tempo. Certos negócios não são tão simples quanto a apropriação de heranças, ou para serem realizados por amadores.
(Texto aumentado e revisado).

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publicado às 22:41

O saguizinho bigodudo

por Fernando Zocca, em 17.07.14

 

 

Muita gente considera as reeleições sucessivas - às vezes cinco ou seis - dessa gente habituada a usufruir os bônus dos cargos públicos, como resultado das fraudes magistrais. 

No passado não muito distante, da história brasileira, houveram até revoluções onde muitos pereceram, ou foram mutilados, quando da preterição dos seus direitos às sinecuras centenárias. 

Há quem agradeça, entretanto, a redução sensível, do nível da violência empregada usualmente nesta área da atividade humana.

O chavão "manda quem pode, obedece quem tem juízo" usado durante séculos pelos coronéis do sertão e interior do Brasil, expressa a realidade inegável do uso da força bruta para a manutenção do poder. 

As mudanças tecnológicas, de certa forma, proporcionaram a troca gradativa do uso das pancadas, lesões corporais e até das mortes, por satisfações emocionais (e libidinais) frenadoras das oposições ferrenhas. 

Os anticoncepcionais, as camisinhas e a miríade de opções do arsenal farmacológico, a disposição do controle das doenças venéreas, vieram facilitar as estratégias de apaziguamento dos inconformados. 

Hoje, faz-se mais amor do que guerra. Isso é bom pelo fato de também alavancar tudo o que envolve as situações. A mídia se farta com os assuntos, a indústria de cosméticos vende horrores, viagens realizam-se facilmente, conceitos e opiniões pululam nos meios de comunicação, roupas e modas reformulam-se desenvolvendo as atividades construtivas. 

E o nosso saguizinho bigodudo ainda continua lá, na cadeira da presidência, por mais quatro anos e seus 48 salários.

A carência da vocação para safadezas é, de certa forma, um óbice à candidatura de gente que gostaria de vivenciar esse lado profissional da arte de ganhar muito dinheiro e não fazer nada. 

O cidadão comum levanta cedo, toma um café chinfrim, espera durante horas o ônibus, sacoleja-se durante outras horas sofridas no trajeto para chegar ao trabalho, produz bens de consumo palpáveis e, no fim do dia submete-se à mesma rotina torturante em troca de, no final do mês, um salário risível. 

O nosso homem político, ao contrário, com as verbas de gabinete, salários e falcatruas mil, que recebe em troca dos lero-leros parlamentares, pavoneia-se, exibe-se, humilha o povo, faz e desfaz.

Você já imaginou quanta incivilidade poder-se-ia reduzir usando os salários de um deputado federal ou senador?

O dinheiro usado para pagar esses políticos profissionais é muito mal empregado pela sociedade brasileira. Se fosse utilizado para melhorar os salários dos professores responsáveis pela educação e civilização das crianças, excepcionais ou não, o sucesso do Brasil seria mais louvável. 

Ou seja, um senador ou deputado federal ganha muito pra não fazer nada ou fazer menos do que faria o professor responsável pelo polimento das crianças.

Civilidade, bons modos, respeito aos mais velhos, às mulheres, às crianças, são mais indispensáveis à coesão social, do que um senador ou deputado federal. 

 

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publicado às 13:03

As fotos e a madrasta

por Fernando Zocca, em 27.04.14

 

 

 

O raciocínio de que não se deve postar fotos na internet por existir a possibilidade da deturpação ou uso indevido, assemelha-se à ideia de que não se deve guardar dinheiro nos bancos pois pode ser roubado.

Tanto a deturpação, ou mau uso das fotos, quanto os roubos aos bancos, devem ser punidos. 

Não é a abstenção das publicações, ou o acúmulo do dinheiro em casa, que impedirão as ações criminosas.

Entretanto o assunto não pode deixar de ser discutido. Assim, da mesma forma - por exemplo - que os males causados pela repressão da atração sexual entre a madrasta e a enteada precisariam ser ventilados, essa questão da publicação de fotos, deve ter a atenção do usuário da internet. 

Note que os conflitos mal resolvidos entre a madrasta e a criança enteada, farão parte da personalidade da futura mamãe que, ao ter seus filhos, transmitirá a eles a educação com esse víeis forjado no ambiente bastante perturbado.

Nem duvide que a ruptura da troca de afeto positivo, entre ambas, gera situações em que as necessidades de carinho da criança originam pescoções e reprimendas da adulta.

O não "dar o amor" da madrasta à criança, por não ser ela sua filha, como já foi dito, causa um bloqueio - catexe - nesta personalidade que tenderá a se repetir na dos filhos da enteada. 

E bem duvidoso que a situação possa ser resolvida, mudada, com o uso de símbolos representativos daquela situação primeira. 

Não se obtém afeto de quem não o teve.

A instalação das hostilidades que podem ser de "pele", de "química", ou até mesmo de ordem econômica relativa a direitos hereditários, e o seu prosseguimento, ao longo dos anos, não teria melhor resolução do que, no meu entender, com a utilização da farmacologia psiquiátrica.

O mal que faz um adulto danificar moral, física e materialmente a criança, sob sua responsabilidade, é o mesmo que conduz à deturpação ou ao uso indevido das fotografias publicadas na internet. 

 

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publicado às 16:32


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