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Árvore alta

por Fernando Zocca, em 03.04.16

Neste verão passado, chuvas torrenciais, muita água e vento, durante as tempestades, derrubaram milhares de árvores na capital paulista.

Houve muitos prejuízos materiais, feridos e até mortos. A imprevisibilidade e a negligência podem estar no rol das causas dos tantos males sofridos pelos cidadãos.

Quando a gente vê uma árvore muito grande, bem alta, já envelhecida, com o tronco muita vez circundado por parasitas, pode imaginar que suas raízes já não são as mesmas. Então quando surgem as ventanias elas simplesmente não aguentam vindo ao solo causando a destruição.

Aqui em Piracicaba existem centenas de árvores muito altas, cujas copas espalhando-se pela vizinhança do tronco, acumulam muita água das chuvas tornando o peso praticamente insuportável para as raízes já não tão saudáveis.

Muitas e muitas pessoas diante de um problemão desses liga para o 156 da prefeitura comunicando a possibilidade dos estragos que a situação pode causar.

Mas nem sempre os moradores são atendidos. A posse dos protocolos e mais protocolos, da entidade pública, solicitada a resolver os problemas, não vale nada.

O sujeito perde mais tempo indo atrás das pessoas responsáveis pela solução destes imbróglios do que ganha esperança de resolvê-los.

E quando a canseira é bem maior do que o medo de que a queda da árvore possa danar os automóveis, os telhados, os muros e as casas dos moradores, então não resta nada mais do que rezar pedindo a Deus o livramento das chateações tamanhas.

Apesar de existirem normas reguladoras desse assunto donde emanam enunciados de que quem promover o corte ou a poda da árvore, existente na rua, pode ser apenado com multas pesadas, ainda, mesmo assim, tem quem destrua a planta existente defronte a sua casa.

E como geralmente quem faz isso é muito “esperto”, aos possíveis questionamentos das autoridades, sempre poderá responder que “ela estava podre e morreu”.

Uma técnica observada, com muita frequencia, na ação fatal contra as árvores, é a do anelamento que consiste em tirar a casca do tronco, na altura da raiz.

Passadas algumas semanas depois deste ato vandálico, o vegetal começa a secar. Da mesma forma que o cão, envenenado por uma vizinha maluca, morre aos pouquinhos, sem chance de sobreviver, a árvore inicia também, sem poder se nutrir e respirar, um processo mórbido deixando cair as folhas; seus galhos logo secam inapelavelmente.

Então, da mesma forma que o dono do cão neurótico, louco, que ataca as pessoas nas ruas, ao ser questionado, afirma não ser o proprietário dele, o matador das árvores nega veementemente não ter sido ele o autor da tão condenável atitude.

O mal que habita pessoas assim é o mesmo que leva o deputado federal a receber propina depositando a fortuna no exterior.

Ou seja, não haveria um mínimo de consideração para com as coisas, inclusive as públicas. A perversidade é mais intensa do que o medo das possíveis punições que os tais meliantes possam receber.

Perceba que a alegação do desconhecimento da proibição da prática do ato destruidor da árvore pode, muita vez, encorajar a mentalidade insana a diariamente buscar a degeneração do vegetal plantado na calçada, bem na frente da sua própria casa.

Os “cabeças de burro” de um quarteirão valorizam mais os zumbidos bizorrais que podem produzir suas gargantas do que a estética e a limpeza do lugar onde vivem.

É uma pena que, ainda hoje, os ensinamentos escolares sejam insuficientes para formar personalidades capazes de valorizar mais o todo, o ambiente em que vivem, do que seus direitos de serem loucos irresponsáveis, agressores impunes, daqueles a quem antipatizam.

Mas apesar disso tudo, meu amigo, a gente ainda tem esperança de ver o sujeito que mata as árvores, o cão do vizinho, o padrasto maligno que abusa sexualmente dos enteados, a doidona que sendo portadora de afecção pulmonar, usa teimosamente o tabaco, descontando depois o sofrimento obtido, no inusitado bater violento da porta do barraco, o deputado ladrão esperto, a gente ainda tem, repetimos, a esperança de vê-los receberem o retorno, as consequencias, que merecem.

Colhe-se o que se planta.

                                        

 

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publicado às 14:24

A árvore dos frutos de ouro

por Fernando Zocca, em 24.10.13

 

 

Da mesma forma que os ovos têm na sua composição os elementos da ração ingerida pelas galinhas, os frutos das árvores podem conter os elementos acrescidos aos adubos.

 

Vi numa reportagem do telejornal Hoje que os eucaliptos de uma região do sul da Austrália, plantados num solo onde havia minas de ouro, tinham nas suas folhas partículas do mineral.

 

Segundo a reportagem, as raízes das árvores desciam até o subsolo onde absorviam a água em que havia o ouro.

 

Os pesquisadores colhiam as folhas, trituravam-nas e, com as técnicas posteriores desenvolvidas, obtinham grandes quantidades do metal precioso.

 

Ora, se as plantas possuem na sua composição biológica partes do material inanimado existente no local, que na verdade é o resultado da sua "alimentação", por que não "aditivar" os adubos das árvores frutíferas, da mesma forma com que é feito com a ração destinada às aves e aos mamíferos?

 

Já imaginou o tipo de fruta produzida naquele terreno cuja adubação pode ser mais rica em ferro, cobre ou outro mineral específico?

 

Os pesquisadores sabem que as experiências devem ser feitas com dois grupos semelhantes.

Num deles deve-se aplicar o adubo especial enquanto que no outro, o de controle, os cuidados são somente os usuais, comuns, do tipo dos tidos até o presente.

 

Quando eu era moleque gostava da história infantil na qual havia um rei que ao tocar as coisas as transformava em ouro. Havia outra em que um fazendeiro muito pobre possuía uma galinha que botava ovos do mesmo mineral.

 

Sem entrar no mérito das mensagens morais das histórias eu me indagava se poderiam existir aves que botassem ovos daquele tipo.

 

Do jeito que caminha a ciência, a tecnologia e a evolução humana na terra, não dá mais para duvidar que possa haver a galinha dos ovos enriquecidos.

 

E se há as galinhas dos ovos com ouro, por que não haveria as árvores dos frutos de ouro? 

 

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publicado às 15:37

Os Novos Caminhos

por Fernando Zocca, em 20.06.12
Acho muito esquisitas essas atitudes críticas que ocorrem sempre diante das escolhas que se deve fazer. Geralmente quem "mete o pau" não tem em mente a motivação e o objetivo dos que escolhem.

Por exemplo: um projeto governamental determna a construção de uma estrada de uma cidade à outra. Ocorre que, justamente num determinado local, haveria algumas árvores protegidas pela lei.

A enorme polêmica que pode se formar por causa desse conflito seria logo minimizada se os autores do projeto expusessem com a maior clareza e frequência possível, todos os benefícios que trariam a construção do novo caminho e também da manutenção das árvores.

A estrada possibilitaria desafogar o trãnsito complicado, facilitaria a circulação dos produtos das indústrias, o comércio, a prestação de serviços e a integração das pessoas.

Por outro lado, as árvores, apesar de serem indispensáveis para a qualidade mais saudável de vida, poderiam ser replantadas, em maior quantidade compensatória, em outros locais.
 
Portanto a finalidade das ações governamentais, o grau de utilidade que elas teriam, para a população, deveriam merecer um peso maior no momento das "malhações".

Seria mais econômico para os cofres públicos, desviar essa estrada do conjunto de árvores, ou retirá-las replantando-as em outro local?

Ciente de que não é possível agradar a todas as tendências, as ações daqueles que são responsáveis pela condução do país, não deveriam deixar de ter em mente o consecução dos objetivos.

Mesmo que isso implique em alguma mudança na geografia do local. Quem pode negar a importância, para o desenvolvimento do nordeste, a conclusão das obras para a transposição de parte das águas do rio São Francisco?

Qual alma negaria a possibilidade de melhoria do padrão de vida, do conforto das pessoas das cidades a serem servidas pela energia produzida pela Usina de Belo Monte?

O bem-estar dos cidadãos está ligado diretamente á algumas mudanças no meio ambiente. Sem dúvida nenhuma.
 

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publicado às 16:17


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