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Corrente Contínua

por Fernando Zocca, em 23.01.16

 

 

 

A palavra italiana “rossi” quer dizer vermelho, fulvo, do mesmo jeito que o é o cabelinho da espiga do milho, o cobre (cujo símbolo é Cu) com que são feitos os fios, os cabos elétricos, e é a matéria prima da qual o Chile é um grande produtor.

O vermelho também é a cor do sangue, que ruboriza a face, quando numa reunião, aquele chato não te deixa falar, interrompendo-o a todo momento, ou impedindo-o de se manifestar.

Vermelho você fica também com a repreensão por preencher erradamente o livro contábil da pequena empresa de reparos e comércio de rádios, TVs, gravadores e eletrolas, de propriedade dos seus primos, e ao tentar reparar o equívoco, diante do dono irado, causa os maiores borrões e a ruptura das páginas.

Quente e vermelhíssimo você não deixa de se perceber, ao receber o maior tapa no rosto, depois de ser perseguido por alguém que se identifica como o dono da oficina autoelétrica, que o acusa de furto, quando na verdade não se apropriou de nada alheio.

Indignado você também se sente quando políticos da sua cidade, desejando mais uma reeleição, sugerem aos seus eleitores, que têm poder para prejudicá-lo ou expulsá-lo da sua terra.

Ressabiado você fica quando depois de visitar, a convite, uma meninazinha deficiente que, com a boca sempre aberta e a língua pra fora, babava sem parar, mostrando as bolhas salivares que lhe escorriam pelo peito, percebe que andaram dizendo, pela vizinhança, que você tirou o maior sarro da pobrezinha.

Bem chateado você não pode deixar de se sentir quando, quase meio século depois, percebe que foi vítima duma armadilha em que, num preparado “boa noite Cinderela”, foi instigado implacavelmente a vociferar contra Deus e a todo o mundo.

Os caciques políticos, os coronéis retardatários da cidade, querem a sua pele? Eles só conseguem a manutenção da credibilidade e os cargos eletivos depois da sua “crucificação”?

O que pensaria, a sua ilustre pessoa, do grupo partidário que sabendo ser você casado, ajeita-lhe uma “namorada”, supondo que dos seus males estaria a ausência do “amor”?

Não é bom exagerar, mas do jeito que estão as coisas, não erraria quem garantisse que político bom é o político morto.

 

 

 

 

 

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publicado às 18:06



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