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Bafafá na Câmara Municipal 

por Fernando Zocca, em 02.03.16

 

 

 

Vereadores, representantes do Serviço Municipal de Água e Esgoto (SEMAE) e populares agrediram-se fisicamente ontem (01/03) durante a audiência publica realizada na câmara municipal de Piracicaba.

O ato público tinha como objetivo ouvir as explicações do presidente da autarquia municipal Vlamir Schiavuzzo sobre os aumentos abusivos nas contas de água.

Presidida pelo vereador Laércio Trevisan Jr., sessão foi realizada, desde o início, sob um clima tenso que a aparente calma do engenheiro Schiavuzzo não conseguiu dissipar.

Centenas de cidadãos reunidos no andar de cima, revoltados com as consideradas injustiças perpetradas, desde há muito tempo, pelo representante do PSDB na cidade, acompanhavam pelo telão, as ações que aconteciam no plenário da casa.

As perguntas escritas, feitas por vereadores, populares e jornalistas, eram encaminhadas à mesa, onde o presidente do SEMAE, da empresa terceirizada Águas do Mirante tentavam responder sem no entanto conseguir justificar o tremendo desequilíbrio causador de tanta revolta popular.

Vlamir Schiavuzzo que também é o presidente do PSDB em Piracicaba foi prefeito de Saltinho, de onde se transferiu para Piracicaba.

Há 11 anos no controle da empresa municipal, a administração do engenheiro Schiavuzzo é acusada, por milhares de cidadãos e vereadores oposicionistas, de gestão temerária cujo objetivo seria o de privatização da entidade por meio de sucateamento prévio.

O líder do PSDB na câmara municipal vereador Pedro Cruz, numa tentativa de reação em defesa dos motivos de tanta revolta afirmou que não poderia condenar as atitudes da diretoria do SEMAE por não ter contra ela os números.

Calou-se vergonhosamente o vereador quando lhe exibiram as contas de água com os números injustos e equivocados nelas estampados.

Os vereadores que defendem a politica do SEMAE, ao fazê-lo opõem-se contra os interesses da população.

José Aparecido Longatto, Márcia Pacheco, Madalena, Ary de Camargo Pedroso, João Manoel dos Santos, André Bandeira, Luizinho Arruda e outros, que são a base de apoio desta política danosa do PSDB em Piracicaba, com certeza desejarão (e muito) se reeleger, participando das eleições deste ano de 2016.  

 

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publicado às 11:16

Faíscas Perigosas

por Fernando Zocca, em 11.02.16

 

 

 

Ibirapuera 08 02 2016 034.JPG

 

Na segunda-feira, (8/2) em São Paulo (foto) logo de tardezinha, caiu uma tempestade, meu amigo, que vou te falar: não foi brinquedo não.

Relâmpagos precediam os trovões sincronizados com os raios que aqueciam ou calcinavam onde tocassem.

A carbonização, isto é, a queima da madeira, por exemplo, d´uma árvore, não deixa de fazer lembrar o uso dos eucaliptos na alimentação do fogo dos antigos fogões a lenha.

Muito antes da chegada do gás butano como combustível usual nas cozinhas, os alimentos eram feitos com a cineração das árvores.

Havia estabelecimentos especializados (as carvoarias) em fornecer o carvão para as pessoas; tinha também os dedicados ao reflorestamento que empregavam trabalhadores e maquinário pesado como os tratores.

O mesmo tipo de lenha usada pelas pessoas no preparo dos alimentos era utilizado nas fornalhas das locomotivas movidas a vapor.

Perceba que a queima, o crepitar do madeiro, tem o inconveniente de produzir fumaça e as faíscas perigosas.

E, do mesmo jeito que alguém, ao receber poeira, ou areia nos olhos, buscava socorro nos assopros dos familiares, na água fria das torneiras, ou corria para a farmácia, quando uma fagulha do braseiro, entrava-lhe nos olhos, não tinha outras alternativas terapêuticas além destas.

Depois de passados os momentos de maior desconforto os apelos à Santa Luzia reforçavam a esperança da pronta recuperação e, se possível, o castigo dos possíveis causadores de tantos males.

Desde os mais remotos tempos da vida política brasileira (de Dom Pedro II), por exemplo, o “carbone” (carvão) servia também para os pintores esboçarem os temas das suas telas.

Da mesma forma que a retirada da areia do fundo dos rios pode causar danos ao meio ambiente, a impermeabilização desvairada das grandes extensões de terra, com pedra britada e asfalto, dificulta o escoamento das águas das chuvas, (vindas com muitos relâmpagos, trovões e raios) causando enchentes danosas.

Este ano – 2016 – é daqueles em que ocorrem eleições. Permita Deus que a lucidez da cabeça de alguns políticos possa fazer inserir na constituição da república o voto voluntário, facultativo.

A desobrigatoriedade do ato de votar pode amenizar a consciência de que gente muito desonesta como prefeitos, vereadores e deputados, enriquecem ilicitamente com minha ajuda, meu voto.

Não creio e nem espero nada de político nenhum. Na minha opinião a imensidão dos encargos impostos aos cidadãos reduzir-se-ia em muito se não tivesse a nação a obrigatoriedade de pagar salários e benefícios a essa gente que mais empobrece que enriquece o país.

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publicado às 17:58

O Jeitinho que acabou em revolução

por Fernando Zocca, em 29.01.16

 

 

 

Getúlio Vargas.jpg

 

Uma das causas da revolução paulista de nove de julho de 1932, foi sem sombra de dúvidas, o golpe militar liderado e desencadeado em 1930, por Getulio Vargas (no centro da foto).

Se analisarmos os motivos que levaram Vargas, e seus seguidores, a agir daquela forma veremos que a intenção era a de finalizar um jeitinho que favorecia a alternância entre mineiros e paulistas na presidência da república.

Esse jeito de governar o Brasil começou logo no início da república, depois da proclamação em 1889.

Nas eleições de março de 1930 concorriam à presidência o candidato paulista Júlio Prestes, apoiado pelo então presidente Washington Luís, o mineiro Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Getúlio Dornelles Vargas.

Como acostumava acontecer todo o processo eleitoral era corroído pelas fraudes, evidenciadas na contagem dos votos, número de eleitores e com as atas que intencionalmente não continham a verdade dos fatos.

Desta forma o candidato paulista Júlio Prestes obteve a maioria dos votos tendo sido eleito.

Do sul então emerge o movimento liderado por Vargas, objetivando a deposição de Washington Luis e o impedimento da posse do candidato paulista Júlio Prestes.

Juntagovernativa1930.png

 

A 24 de outubro de 1930, assume o controle a Junta Governativa Provisória formada por Augusto Tasso Fragoso, Isaías de Noronha e João de Deus Mena Barreto (foto).

Getúlio toma posse da presidência no dia 03 de novembro de 1930.

No dia 9 de julho de 1932, as forças paulistas, frustradas com os acontecimentos de 1930, iniciam uma revolução chamada constitucionalista e, mais uma vez, não conseguiram seus intentos.

 

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publicado às 17:54

Corrente Contínua

por Fernando Zocca, em 23.01.16

 

 

 

A palavra italiana “rossi” quer dizer vermelho, fulvo, do mesmo jeito que o é o cabelinho da espiga do milho, o cobre (cujo símbolo é Cu) com que são feitos os fios, os cabos elétricos, e é a matéria prima da qual o Chile é um grande produtor.

O vermelho também é a cor do sangue, que ruboriza a face, quando numa reunião, aquele chato não te deixa falar, interrompendo-o a todo momento, ou impedindo-o de se manifestar.

Vermelho você fica também com a repreensão por preencher erradamente o livro contábil da pequena empresa de reparos e comércio de rádios, TVs, gravadores e eletrolas, de propriedade dos seus primos, e ao tentar reparar o equívoco, diante do dono irado, causa os maiores borrões e a ruptura das páginas.

Quente e vermelhíssimo você não deixa de se perceber, ao receber o maior tapa no rosto, depois de ser perseguido por alguém que se identifica como o dono da oficina autoelétrica, que o acusa de furto, quando na verdade não se apropriou de nada alheio.

Indignado você também se sente quando políticos da sua cidade, desejando mais uma reeleição, sugerem aos seus eleitores, que têm poder para prejudicá-lo ou expulsá-lo da sua terra.

Ressabiado você fica quando depois de visitar, a convite, uma meninazinha deficiente que, com a boca sempre aberta e a língua pra fora, babava sem parar, mostrando as bolhas salivares que lhe escorriam pelo peito, percebe que andaram dizendo, pela vizinhança, que você tirou o maior sarro da pobrezinha.

Bem chateado você não pode deixar de se sentir quando, quase meio século depois, percebe que foi vítima duma armadilha em que, num preparado “boa noite Cinderela”, foi instigado implacavelmente a vociferar contra Deus e a todo o mundo.

Os caciques políticos, os coronéis retardatários da cidade, querem a sua pele? Eles só conseguem a manutenção da credibilidade e os cargos eletivos depois da sua “crucificação”?

O que pensaria, a sua ilustre pessoa, do grupo partidário que sabendo ser você casado, ajeita-lhe uma “namorada”, supondo que dos seus males estaria a ausência do “amor”?

Não é bom exagerar, mas do jeito que estão as coisas, não erraria quem garantisse que político bom é o político morto.

 

 

 

 

 

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publicado às 18:06

Embrulhando o peixe

por Fernando Zocca, em 29.12.15

 

 

Até parece que o cidadão de bem, frequentemente atacado na rua, por cão vadio, vai deixar de se defender por causa da lei de proteção aos animais.

E se há pessoa que prefira dar razão ao cachorro, ao invés de ao humano, injustamente sempre atacado, então seria melhor reciclar sua escala de valores, ou providenciar que aconteça o mesmo com ele.

A gente percebe que nesse tempo de chuvas quase que diárias as ruas estão sempre precisas de limpeza. E aqueles que têm árvores defronte suas casas em muito ajudariam ao poder público se providenciassem a varrição das folhas secas.

Por falar em folha lembrei-me do Jornal Folha de S. Paulo. Outro dia, depois da corrida diária, que faço na área de lazer do Piracicamirim, encontrei-me com um cidadão residente no local, que descansava num dos bancos ali existentes.

Depois de eu ter tomado a ducha super gelada, já bem seco e vestido, ao passar por ele, o cidadão puxou prosa.

E você sabe: o assunto predominante nestes dias é a sacanagem dos políticos.

O pacato e aposentado eleitor me dizia ter perdido a fé nessa gente que pede voto, e depois que é eleita, começa a roubar descaradamente prejudicando até mesmo as pessoas que votaram nela.

Então eu confirmei essa noção do meu colega dizendo que lia sempre as notícias na Folha de S. Paulo, um jornal até agora conceituado, que comunicava os fatos de corrupção.

Para o meu espanto o experiente e conceituado sexagenário, há algum tempo aposentado, garantiu que existia jornal que não servia nem mesmo pra ser usado como papel higiênico ou embrulhar peixe por tão nociva ser aquela sua consistência nojenta.

Não querendo polemizar, mas antes de tudo concorde com as opiniões do conceituado morador da cidade, disse-lhe que se o judiciário não conseguisse punir os safados, que drenam os recursos públicos, para as suas próprias contas particulares, essas instituições políticas estariam seriamente desacreditadas e consequentemente desnecessárias.

Concordes nesses aspectos e, em vista das nuvens ameaçadoras, que se formavam naquele momento, nos ajustamos também sobre as ações da natureza: em alguns lugares há chuvas em abundância, enquanto que em outros falta. E não é violando normas que as ações do tempo enriquecem uns minguando outros.

- Uma coisa é bem certa – garantiu-me o eletricista aposentado – hoje em dia você não precisa de jornal nem pra embrulhar peixe. A gente compra enlatado.  

 

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publicado às 15:32

O que é bom para os Estados Unidos, não é bom para o Brasil

por Fernando Zocca, em 10.12.15

 

 

 

 

guerra do vietnã.jpg

 

Existe coisa mais hilária do que um jogo de vôlei entre gazelas? E haveria algo mais triste do que a atuação nociva de alguns políticos no desenvolvimento do Brasil?

O cidadão esfalfava-se para pagar os impostos que deveriam ser usados na melhoria de vida da população e, no entanto o que a gente vê é o enriquecimento de alguns poucos espertos.

Em 1975 a maior potência mundial - os Estados Unidos - sofreu a sua maior e vergonhosa derrota militar ao ser expulso do Vietnam.

E não foram os feitos militares dos comunistas os maiores fatores determinantes da vitória.

Os vietnamitas do norte usaram a comunicação social - imprensa - para, divulgando nos Estados Unidos, as imagens dos horrores da guerra, mobilizar a opinião pública contra a atuação do seu governo, ali naquela parte conflituosa do mundo.

Recentemente o presidente Obama disse que não enviaria tropas para combater o Estado Islâmico porque era isso mesmo o que eles - os terroristas - desejavam.

Obama e seus comandados perceberam que a estratégia usada no Vietnam poderia repetir-se nesse novo confronto. Não podendo impedir, por causa da constituição federal, a livre expressão do pensamento, impondo restrições à imprensa, o melhor mesmo seria a evitação do envio de tropas terrestres.

Então, por isso tudo, conclui-se que a comunicação social também tem um peso enorme, tanto no desenvolvimento, quanto no atraso de uma cultura, de um povo, de uma nação.

Agora, se esse conglomerado de veículos de imprensa encontra-se em simbiose a serviço dos políticos responsáveis pelos descaminhos do Brasil, então são todos cúmplices nos desmandos subdesenvolvimentistas.

O que a gente tem notado muito, mas muito mesmo, é a significativa deterioração das entidades destinadas à garantia dos direitos constitucionais do povo.

Então você percebe a tremenda confusão - principalmente no Estado de São Paulo - do sistema de ensino público.

Notável também são os absurdos acontecidos com a segurança, o saneamento básico, o fornecimento de água e energia elétrica.

Todos esses direitos, obrigações, instituições e serviços são feitos por pessoas, cujos caracteres e moral possibilitam, dentre outros fatores, a formação e manutenção das famílias.

Ora, se a comunicação social pode decidir sobre a sorte de uma guerra, não pode também mudar os conceitos de família, sua preservação e agregação social?

A gente tem visto e, há muito tempo já, que as novelas influem de forma preponderante no comportamento das pessoas. E pelo andar da carruagem, essa influência não é bem no sentido da formação e manutenção familiar.

A desculpa de que a ficção retrata a realidade - a vida imita a arte ou a arte imita a vida - não deixaria de compor um ciclo vicioso em que a exposição da vivência deteriorada geraria mais e mais desconstrução.

Essa desestruturação dos costumes, conceitos de honestidade, desonestidade, contida nas pessoas que decidem sobre a sorte do Brasil, contribui significativamente para a geração desse caráter do "dinheiro pouco, meu cofrinho primeiro".

Isso é inegável. Os fatos recentes sobre a corrupção no Brasil estão aí para todo o mundo ver.

 

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publicado às 17:04

O Terno Novo

por Fernando Zocca, em 27.11.15

 

Jarbas o caquético testudo, quando prefeito de Tupinambicas das Linhas, afirmava que o vereador BCO (boquinha de chupar ovo), trabalhava mais na defesa dos interesses próprios do que na dos cidadãos que o elegeram.
Realmente, a mais recente estatistica publicada no combativo Diário de Tubinambicas das Linhas, informava que em 99% dos projetos do BCO, a motivação girava em torno da liberação dos anseios populares pelas festividades desbragadas.
Desta forma BCO (boquinha de chupar ovo) dedicava seu tempo mais às manobras que visavam - por exemplo - a derrubada das leis proibitivas dos ruídos depois das 22 horas, do que questionar os aumentos abusivos nas contas de água.
O caquético testudo, depois do expediente, numa reunião informal, no bar A Tijolada, em ato contínuo duma dose dupla de tequila, afirmou em alto e bom som, para todos os presentes ouvissem:
- BCO trabalha num projeto que pune com multa pesadíssima o cidadão que não deixa seu cachorro latir durante as madrugadas.
Billy Rubina que também estava no botequim, naquela noite, respondeu:
- Esse edil contratou um escritório de contabilidade só pra requerer a patente do churrasco de carne moída que ele inventou.
Durante o burburinho causado por essa declaração destacou-se a afirmativa de que "para fazer o que o Boquinha de Chupar Ovo faz, qualquer um faria, sem no entanto onerar os cofres públicos do jeito que ele onera".
BCO gostava de se vestir bem, com muito esmero. Numa reunião ordinária, da tal casa legislativa, ele apareceu trajando um vistoso terno listrado.
Sentado à sua mesa, no plenário, Fuínho Bigodudo, que já exercia o sétimo mandato, cochichou ao colega do lado:
- A lá... Tá vendo o terno novo? Depois da sessão vai direto pra casa da amante. Ele me disse que apesar do namoro parecer uma luta infindável de boxe, aqueles momentos com ela são impagáveis. O Zécílio Demorais sempre comentou que o BCO não é marceneiro, mas que também gosta de pegar no batente. Você acredita?
O Boquinha de Chupar Ovo achava que a função de vereador era a mais fácil forma de ganhar dinheiro, de vencer na vida, sem fazer força nenhuma.
Ele gostava de capoeira mas não sabia nem o que era um berimbau.
O deputado Tendes Trame considerava o BCO um tremendo trambiqueiro mentiroso, mas não podia fazer nada que o impedisse de concorrer às eleições.
Em busca da comiseração popular, da compaixão do povo, durante os momentos da vigência daquela certeza de que suas mentiras não surtiam mais o efeito, na manutenção da sua credibilidade no eleitorado, BCO simulou uma cirurgia cardíaca em que supostamente teria sofrido paradas cardíacas.
Parece que o engodo, divulgado a preço de ouro, nos jornais, rádios e TVs da cidade, causou o efeito desejado: o aporte de gente solicitando informações sobre seu estado de saúde encorajou-o a continuar com as patranhas.
Foi quando então a aquisição do terno novo listrado marcou o início da retomada do seu desejo de lutar por mais uma reeleição.

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publicado às 11:08

Virtudes

por Fernando Zocca, em 24.09.15

 

 

A primavera chegou e as oportunidades para passar longos momentos ao ar livre estão favorecidas.

Desta forma a frequência às piscinas, praias, caminhadas, corridas e passeios de bicicleta está mais propícia para a manutenção da boa saúde.

Nessas situações o surgimento dos surtos de timidez causados pela expectativa da opinião das outras pessoas, sobre o nosso corpo, é mais comum do que se imagina.

Assim as manobras objetivando a evitação do bullying podem ser postas em prática.

A garota que tem a pele bonita, alva, a fim de evitar a zoação de quem se sente incomodada com isso, pode, de uma hora pra outra, descaracterizá-la com tatuagens inúmeras.

Além da camuflagem da pele, o alvo das atenções maldosas pode também, buscando livrar-se das mortificações, transformar os cabelos lindos, recebidos de uma herança genética admirabilíssima, em feitos satisfatórios da mais pura inveja e ódio alheios.

O pior acontece quando depois de mudados todos os atributos invejáveis, a crueldade, ao invés de cessar ou amenizar o assédio, aumenta terrivelmente.  

Eu considero tudo o que é original, isto é, nascido com a própria pessoa (inato) muito mais saudável, digno de admiração do que as transformações feitas na aparência invejável, que não tenham motivação profissional.

É claro então que a caracterização das personagens para as encenações no teatro, cinema e TV, não seriam tão depreciativas das qualidades naturais.

Por outro lado, há momentos em que não são reprováveis, de forma nenhuma, as modificações feitas em substituição das virtudes físicas dos que envelhecem.

Assim, as perucas, os óculos, as lentes de contato, os aparelhozinhos contra a surdez, as próteses dentárias, e as unhas postiças teriam a função de devolver às pessoas a autoestima combalida pelo desgaste do transcorrer dos anos.

Cada um faz o que bem entende da sua vida. Mas perseguir alguém depois de pegá-lo em armadilhas infames é fruto dos perversos, deficientes, que buscam, no sofrimento imposto à vítima, a compensação da ausência dos atributos que julgam não ter.   

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publicado às 21:57

Aprender para viver

por Fernando Zocca, em 18.09.15

 

O telejornal Hoje, da Rede Globo, exibiu nestes dias, reportagens sobre alguns resultados da alfabetização de crianças na fase do aprendizado das primeiras letras.
A constatação de que meninos e meninas, com 10 anos ou mais, regularmente matriculados e frequentadores das salas de aula, com sérias dificuldades para concluir as mais elementares operações matemáticas e de leitura, poderia causar estranheza, mas nem tanto.
A análise concluiu que do universo do grande número de crianças com limitações do aprendizado, faz parte o analfabetismo dos responsáveis.
Desta forma os adultos como pais, padrastos, avós e tios incumbidos da manutenção e educação dos pequeninos, sob sua reponsabilidade, não teriam como conduzir eficazmente a alfabetização deles, por indisporem das noções básicas sobre o assunto.
Assim, como poderia alguém falar de algo que desconhece para outrem com o intuito de, educando-o, inserí-lo nas relações sociais deste mundo moderno?
Crianças com 10 ou 11 anos, no mínimo, já deveriam saber ler fluentemente, contar moedas e notas de pequeno valor.
Essa deficiência, se não corrigida a tempo, gera adulto inábil para concorrer a qualquer vaga de emprego. Se adicionarmos a esse fator limitante o fato de que a automação das máquinas, irreversível entre os atos humanos, na indústria e no comércio, podemos concluir que o futuro da criança, que não aprende, será bastante tenebroso.
Uma colheitadeira de cana faz o trabalho de uma centena de homens. Caixas eletrônicos, que não exigem aumentos salariais, férias, e nem faltam ao trabalho, por dores de cabeça, ocupam os lugares de quem antes exercia o ofício de caixa de banco.
Da mesma forma, máquinas que vendem jornais, refrigerantes e cervejas, instaladas nas ruas, fazem o trabalho de muitos que antes poderiam dedicar-se às ocupações de camelô.
Quem há alguns anos passados vivia do emprego de cobrador, nos ônibus circulares, hoje vê as máquinas eletrônicas exercendo a função.
Oficiais de pintura, nas fábricas de automóveis, eram considerados de extrema importância para o resultado positivo dos produtos finais.
Hoje robôs enormes pintam os carros com a mesma eficiência. Eles trazem também, aos bolsos dos industriais, aquelas verbas todas que seriam utilizadas no pagamento dos salários e demais encargos trabalhistas.
Portanto para as crianças de hoje, que não teriam a compreensão da língua mãe, do português, falado em nosso país, de que valeriam os computadores, tablets e outras maravilhas da tecnologia, se não conseguem utilizá-los nem ao menos para o desfrute nos momentos de lazer?
Para os meninos e meninas que, projetando fugir da escola, com a certeza de no futuro sobreviverem como taxistas, a notícia destacada é a de que automóveis sem motorista já circulam no mundo todo.
Sem a educação fica dificílimo o relacionamento pessoal.

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publicado às 20:11

O frio das baionetas

por Fernando Zocca, em 17.08.15

 

Dilma chinelando Aécio..jpg

 

Dá-lhe Dilma!!!!
Criança mimada precisa saber respeitar as instituições, os mais velhos, os bons costumes e, principalmente, reconhecer que não pode ganhar sempre.
O PSDB e o Aécio devem aceitar o resultado legítimo das urnas e recolherem-se às suas comprovadas insignificâncias até que possam, um dia, apresentar políticas públicas melhores do que as defendidas atualmente pelo governo federal e o PT.
Chineladas no bumbum rosado, do coxinha rebelde, podem ser edificantes.
Não deixa de ser uma pretensão descabidíssima o desejo do vetusto, antiquado, caquético, e ultrapassado suplente de deputado federal piracicabano, a suplantação das normas legais asseguradoras da legitimidade do cargo da presidenta.
Já dissemos em dezenas ou centenas de artigos, publicados em nossos blogs na internet, que o PSDB de Piracicaba embarcou numa canoa furada, e que há muito e muito tempo, tem direcionado equivocadamente o restante do partido por todo o Brasil.
Como defender a tese de que um grupo de coxinhas pretensiosas travestidas de músicos, - formadores de uma pseudo banda - possam, atropelando a legislação municipal, que proíbe ruídos depois das 22 horas, ter razão, ao avançar madrugada a dentro, com as horripilantes e danosas cacofonias?
Nem com o tráfico de influência, o poderio econômico, o abuso de autoridade ou a violência, patrocinados pelo latifundiário urbano vencido nas urnas, haveria o ganho da causa infame.
O PSDB piracicabano deve mesmo fazer um exame seríssimo de consciência, arrepender-se dos seus equívocos, principalmente os relacionados com as inúmeras irregularidades licitatórias, com as ambulâncias do ministério da saúde, e dar-se por satisfeito por ainda conseguir eleitorado que lhe garanta a prefeitura durante tanto tempo.
Nem com uma, ou 2647 luas, pode o equivocado PSDB piracicabano, e seus apoiadores, transgredir normas constitucionais sem que com isso deixe de sentir, nas entranhas, o frio das baionetas.
As investigações dos crimes administrativos, - escândalos licitatórios - cometidos no decorrer das construções dos Metrôs e trens de S. Paulo e Brasília, durante os governos tucanos, (Mário Covas, José Serra, Geraldo Alckimin) podem ser adiadas, e ficarem longe da opinião pública, mas o povo sabe muito bem quais são as ações governamentais que lhe são favoráveis.
Esse cavalo de batalha - corrupção -, usado incansavelmente pela oposição, perde sua força na medida em que a sucessão dos fatos, no decorrer do tempo, mostra que a história não era bem assim.

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publicado às 13:16


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