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O Poder das Águas

por Fernando Zocca, em 17.11.11

 

                       

 

                      Imagine você a porção de fumaça tóxica, (fuligem), que é lançada no ar pela queima diuturna do óleo diesel combustível.

             Podemos ter uma ideia observando os ônibus e caminhões que circulam diariamente por nossas ruas e avenidas.

             Agora imagine várias usinas produtora de energia elétrica, que só funcionam com motores alimentados com o tal óleo diesel.

             Veja que para a produção da energia elétrica, fundamental para o funcionamento dos computadores, lâmpadas, câmeras, TVs, rádios, motores, elevadores, bombas de combustível, e até telefones celulares, há o indispensável uso de um meio.

             Esse meio, de conseguir a eletricidade, pode ser o da usina hidroelétrica que difere da eólica (utiliza os ventos), e da termoelétrica (diesel) por usar o poder das águas.

             A construção de uma usina hidroelétrica depende dos mais variados fatores, pois implica em armazenamento de grande quantidade de água, significando isso a ocupação de áreas extensas de território.

             Bom, a ocupação das terras pelas águas transforma o ambiente, e todos os bichinhos que vivem nas florestas e também os peixes, precisam se adaptar às novas situações, ou serem transferidos para outros locais.

             Como sabemos o progresso de uma nação depende também da indústria, do comércio e da prestação de serviços, que são impossíveis sem a eletricidade.

             Portanto é preferível a modificação positiva do meio ambiente, com o salutar desenvolvimento da população, do que a manutenção da situação primitiva, que não produz nada mais do que vem produzindo durante todo esse tempo.

             Da mesma forma que a extração de petróleo da bacia de Campos beneficiará diretamente os Estados produtores, a implantação da usina de Belo Monte proporcionará o desenvolvimento pleno dos governos e dos cidadãos do Pará.   

                  

 

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publicado às 14:04

Negativismo

por Fernando Zocca, em 03.11.11

 

 

             Ao entardecer da terça-feira, Van de Oliveira Grogue caminhava lentamente pela caçada esburacada, do seu quarteirão, com destino ao bar do Maçarico.

       Durante o trajeto, ele olhava com o máximo de atenção para o calçamento, evitando pisar nos montículos de cocô, torcer os pés nos buracos, ou dar topadas violentas nos obstáculos. Van ansiava pela chegada.

       Entrando no boteco ele percebeu que os frequentadores usuais ainda não estavam presentes. Mas havia um sujeito magro, alto, de cabelos já brancos que, com o braço esquerdo apoiado sobre o balcão, bebia cerveja,

       Grogue viu, quando o tal levou o copo aos lábios, que o matuto tinha a unha do polegar direito bastante crescida. Era lixada de modo a deixá-la semelhante a uma lâmina perfuro-cortante.

       Quando notou a presença do Van, Maçarico postou, sobre o balcão, uma garrafa de cerveja geladíssima, abrindo-a em seguida.

       Os homens trocaram olhares e se cumprimentaram de forma usual, timidamente, com a voz baixa. Depois dos primeiros trinta segundos, Van procurando tornar o ambiente mais descontraído e cordial iniciou a conversação:

       - Mas, veja que o clima está bem gostoso, né? Não está tão quente e nem muito frio.

       - Tá uma porcaria. Esse ar deixa qualquer um doente. Minha mãe já pegou três resfriados só neste mês. – respondeu o forasteiro usando certo ímpeto na voz.

       - Ah, mas resfriado é fácil de tratar. Tem tanto remédio bom agora, tantas vitaminas; isso não é preocupação.

       - Mas também com esses preços. E depois tem mais, viu? Já pensou se você compra remédio falsificado? Você está morto.

       Não querendo entrar em detalhes e nem fazer do local um lugar de contendas, Van buscou trocar de assunto, então mandou:

       - E o esporte clube 7,5 de Novembro? Ganhou outra partida no domingo passado. Você viu Maçarico?

       - Esse time está jogando mal pra caramba. Se não fosse o juiz ele teria perdido de novo. – avançou o forasteiro.

       - Mas o goleiro jogou bem pra caramba! É ou não é pessoal? – lançou Grogue ingerindo um gole da bebida.

       - Goleiro bom era o Ramirinho. Aquele sim não pegava nem frango e nem peru. Você lembra Maçarico? – indagou o desconhecido, sentindo-se bem à vontade, como se fosse da casa, há muito tempo.

       Grogue e Maçarico trocaram olhares de dúvida. Então o dono do estabelecimento tentou:

       - O time está bem entrosado agora. Se der tudo certo pode fazer bonito no ano que vem, durante o campeonato estadual.

       - Ah, mas com essa diretoria? Só tem ladrão! Se não fossem esses ratos o time tinha até sede própria e tudo. – garantiu o magricelo encarquilhado.

       - É meu amigo, mas a zaga bate um bolão. Você não pode discordar. – tentou Grogue.

       - O quê? Aquele número dois? Como é mesmo o nome dele? – zombou o matuto ajeitando os chinelos de borracha nos pés.

       - Mas ele rouba as bolas, muito bem. – garantiu Maçarico percebendo o olhar de aprovação do Van Grogue.

       - Só bolas? O cara é o maior ladrão de varal da cidade. Já foi até condenado pela justiça. Zagueiro bom tinha no meu tempo de moço.

       Tendo bebido toda a cerveja e tirando do bolso uma nota amassada de R$10, o homem jogou-a sobre o balcão, esperando o troco.

       - Pô! Mas já vai? – inquiriu Grogue. - Com esse clima ruim, não dá nem pra tomar uma birra gelada sossegado, não é verdade?  

      - Ruim? Que Ruim? Agora o tempo está ótimo. Mas eu me vou porque ainda tenho de trabalhar. Tchau, um grande abraço pra vocês. 

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publicado às 13:48


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