Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Comedeira

por Fernando Zocca, em 30.06.11

 

 

                          Nunca antes na história deste blog percebeu-se tanto os desejos de verem-no deletado.

                        As pobres almas sofredoras, que assim se manifestam, sabem que existem no mundo bilhões e bilhões de blogs; entretanto, por evidenciarem o nosso, algumas culpas indisfarçáveis, preferem-no vê-lo desaparecido, como se isso, remisse também os muitos pecados cometidos.

                        Com a publicidade você proporciona ao mundo a sua versão da história, que muita vez, não é essa que pregam por aí, aos cochichos, às ocultas, na calada e nas trevas da noite.

                        O cinismo dos ímpios é tanto que chega a atribuir à vítima de uma apropriação indébita, o cometimento de crimes ou de ser ela portadora de afecções espirituais.

                        Esse defeito moral, produtor de comportamentos lesivos, pode ter sua origem na infância, quando ainda se definia os padrões da sexualidade.

                        Situações mal resolvidas, que geraram sentimentos e sensações sedimentadoras de opiniões equivocadas, conduziram sem dúvida, à formação de personalidade mórbida, doentia, capaz de danar com o patrimônio alheio.

                        Então, quando há, por exemplo, a prática de uma apropriação indébita, com a qual o réu objetiva pagar suas dívidas, ele certamente sabe que contrai outra maior ainda, e que a morte do espoliado, não o livrará das consequências funestas.

                        Uma atitude bem correta que se espera de quem ficou com o que não era seu é a de procurar o credor e firmar com ele um acordo, antes que os equívocos todos o mandem para a prisão, de onde não sairá até que pague o último centavo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:22

As licitações Tupinambiquenses

por Fernando Zocca, em 22.06.11

 

 

                    O presidente da câmara municipal de Tupinambicas das Linhas o preclaro doutor Fuinho Bigodudo estava contentíssimo por ter o seu time de coração, o E.C. 7,5 de Novembro, sagrado-se campeão da várzea citadina.

                    Na verdade a conquista do campeonato servia como refrigério aos tormentos que as investigações de corrupção na prefeitura, causavam nos políticos da cidade.

                    Jarbas, o caquético testudo, Tendes Trame, tia Ambrosina, Zé Lagartto e o próprio Fuinho, temiam que as fraudes licitatórias, praticadas durante anos seguidos, fossem agora reveladas pela polícia.

                    - Já imaginou o escândalo? – indagou certa vez um pastor a um grupo de fiéis da congregação, reunidos defronte o templo, depois do culto.

                    Fuinho Bigodudo, que comemorava sua quarta gestão, tinha ainda algumas dívidas pendentes, feitas ao adquirir um apartamento, na área central da cidade.

                    Apesar dos seus oito filhos, e agora também alguns netos, estarem todos empregados nas repartições municipais e autárquicas, ele sonhava longe objetivando instalar, com muita segurança, a mulher que ele julgava ser a amante ideal.

                    Fuinho e seus colegas de partido não acreditavam que as penas da lei pudessem alcançá-los.

                    - Os alçapões da legalidade não nos atingirão. – disse o presidente Fuinho, numa reunião noturna no porão encarpetado da câmara municipal, em que Tendes Trame, bastante envelhecido pelo estresse que a fortuna ilícita lhe causava, esfregava as mãos como se as tivesse lavando.

                    - A gente vamos apagar da face da terra a memória desse Van Grogue, carniça do inferno, desolação dos mãos-grandes e alpinistas sociais legalizados, dessa nossa tão querida e amada terra.  – sentenciou Bigodudo dando um soco na mesa. A pancada fez saltar um exemplar da Bíblia, que esquecida entre alguns papéis, dormitava ali há algum tempo.

                    - Sem violência! Sem violência! – interrompeu o deputado Tendes Trame. - Não podemos nos exaltar. Já imaginou se há microfones escondidos aqui na sala?

                    - Só quero dizer que, passada essa turbulência toda, precisamos reajustar o percentual de 10 para 30% das taxas de comissão, a serem pagas pelas empreiteiras. – disse Jarbas aparentando calma.

                    - É isso mesmo! Pra ganhar licitação de agora em diante, aqui na cidade, a empresa tem de pagar 30% do valor do contrato a título de gratificação. – confirmou Fuinho.  

                    - Ai gente... Que exagero! Vocês não acham que é muito 30%? – questionou a tia Ambrosina com certa compaixão na voz.

                    - Nada! Que mané muito, o quê? Está até barato demais. - Reagiu Jarbas, o caquético.

                    - Bom, se todos nós nos safarmos ilesos dessas loucuras policiais, então, ai sim, poderemos voltar a agir sobre a nova margem de 30%. – garantiu Tendes Trame.

                    - Veja que esse aumento na percentagem deve garantir também a adesão do Diário de Tupinambicas das Linhas. Hoje em dia, todo mundo sabe que não existe governo que se mantenha sem a imprensa. – informou Jarbas.

                    - Mas mesmo assim considero o percentual de 30% muito exagerado. – insistiu a tia Ambrosina.

                    - Bom o que interessa é que tudo está calmo e não há indícios de que nossas contas foram devassadas. – falou Jarbas encerrando a reunião no porão da câmara municipal.

                    Era desse jeito que os ricos de Tupinambicas das Linhas tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres amargavam a miséria que não tinha fim.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:40

O Museu do Biriba

por Fernando Zocca, em 18.06.11

 

                           Alguns políticos de Piracicaba ou são autistas ou esquizofrênicos. Das duas uma. Ontem no Face Book perguntei ao deputado federal Antônio Carlos Mendes Thame se o PSDB, em virtude das sucessivas derrotas que vem sofrendo, já não é mais aquele.

                            O legislador nem “tchum” deu. Perguntei também se a coleção das derrotas do partido (só pra presidência da república já são três seguidas) tiraram-no do rol dos vencedores.

                            Necas de catibiriba. Silêncio total.

                             Foram à toa aquelas campanhas publicitárias que pediam aos eleitores indagarem aos políticos, que supostamente os representavam, sobre as ações praticadas com o poder recebido pelo voto?

                            Falando em Mendes Thame lembrei-me do Biriba. Você sabe quem foi o Biriba? Não foi outro senão o glorioso primeiro presidente civil da república eleito pelo voto popular.

                            Morais Barros nasceu em Itu, mas passou grande parte da sua vida em Piracicaba onde também exerceu a advocacia.

                            Prudente foi eleito com alguns milhares de votos e durante o seu governo, lá no Rio de Janeiro (onde ficava a capital da república), enfrentou problemas, na sua grande maioria, decorrentes da transição do regime monárquico para o republicano.

                            Ele era apelidado de Biriba pelos companheiros de partido e segundo consta, algum tempo antes, e até mesmo durante o período eleitoral, entrou na moda, entre as senhoras da elite, o uso de colares finos ornamentados com dentes de feras.

                            Morais era contrário ao jogo do bicho, mas mesmo assim, não conseguiu extirpá-lo do hábito das pessoas.

                           Durante a sua gestão ele enviou uma grande parte do exército brasileiro para combater Antônio Conselheiro, um beato que fundou uma comunidade de aproximadamente 5.000 pessoas no sertão nordestino.

                            Contam que a artilharia, numa ocasião, durante um cerco, bombardeou os beatos por mais de 48 horas seguidas. Era o poder dos canhões contra as orações.

                            Depois de quatro anos, de muita resistência e sofrimento, o exército eliminou todo mundo. Alguns historiadores atribuem tanta crueldade à crença de que Conselheiro era monarquista e sua comunidade um reduto monárquico.

                            Prudente não teve um governo muito tranquilo. A assembleia legislativa não o apoiava. Seus correligionários classificavam os deputados oposicionistas como meros repetidores, volúveis e traidores.

                            A oposição inventou uma série de armadilhas para desestabilizar a sua administração. Entretanto esquivando-se delas todas Prudente chegou ao fim do mandato com muita honra.

                            Morais sofreu um atentado contra sua vida, mas os agressores foram rapidamente contidos. O autor do ataque conhecido como Marcelino Bispo foi preso e logo depois “se suicidou” na cadeia.  

                            Prudente de Morais morreu tuberculoso. Em sua memória, a casa (foto) em que ele passou o restante da vida, logo depois de deixar o poder, foi transformada em museu, que fica na esquina das Ruas Treze de Maio e Santo Antônio.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:45

Raízes da Corrupção

por Fernando Zocca, em 14.06.11

 

 

                   Quando você puxa um fiozinho da meada sinistra, descobre que os descalabros todos que acontecem hoje em dia, não são novidade nenhuma.

 

 

                    Na composição de um governo corrupto pode constar algum integrante, com antecedentes nesse tipo de ilícito.

 

 

                  Assim, numa prefeitura sob suspeita, pode haver até grupos, compostos por integrantes de governos passados, completamente imersos nas mais variadas irregularidades administrativas.

 

 

                  Quem não se lembra dos escândalos do Banespa em 1986?

 

 

                  Ou dos equívocos evidentíssimos ocorridos antes, no executivo campinense lá pelos idos de 1969, quando vozes oprimidas, já clamavam pela atenção do povo?

 

 

                  Por não terem sido investigadas as suspeitas daquela época, não terem sido provados os fatos e, em não havendo a condenação dos envolvidos naqueles escândalos todos, eles tornam a se repetir agora no presente momento, com mais intensidade.

 

 

                  Quem perde com isso é o eleitor que fica sem a infraestrutura financiada pelas verbas roubadas.

 

 

                  Quem ganha é a categoria dos “espertos” que ao viverem repetindo ao eleitor que esqueçam o passado, enriquecem ilicitamente, dando a ideia falsa de que são vencedores.

 

 

                 Os que “vencem” praticando crimes não são vencedores, são criminosos. E lugar de criminoso é na cadeia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:39

O Casaco

por Fernando Zocca, em 13.06.11

 

 

                     - Tia trouxe para a senhora este corte de flanela. Acho que dá pra fazer uma blusa grande.

                    Edileuza colocou o pacote, embrulhado com papel cor de rosa, sobre a mesa da copa, sob o olhar da mulher obesa, que vinha da cozinha, enxugando as mãos no avental.

                    A mulher arrebentou o barbante fino que embalava o embrulho e uma fazenda extensa, de flanela xadrez, vermelha e preta, foi desdobrada entre os braços abertos, presa também contra o corpo, pelo queixo.

                    Enquanto a velha tia tagarelava, tocada pela novidade, Edileuza recordava as aulas de álgebra do curso de matemática que concluía na capital.

                    A palavra Al-jabr da qual álgebra foi derivada significa "reunião", "conexão", "complementação" ou ainda a reunião das partes quebradas.

                    Os mouros levaram a palavra Al-jabr (algebrista) para a Espanha com o significado de restaurador, ou alguém que conserta ossos quebrados.

                 Os registros das partidas de xadrez eram feitas também com as chamadas anotações algébricas.

                    - Olha tia, esse é um presente de aniversário que eu trago pro Zezinho, meu primo mais querido. - Justificou Edileuza, completando logo em seguida, com um sorriso irônico:

                    - Não é lindo?   

                    Alguns dias depois a mãe do Zezinho, querendo presenteá-lo pelos onze anos, que completava naquele três de setembro, fez um casaco longo com seis botões, cujo desenho (sugerido pela Edileuza), lembrava os jalecos usados por professores e médicos.

                    Caminhando pelas ruas da cidade provinciana, com aquele traje inusitado, Zezinho atraia muitos olhares, e não eram poucos os comentários depreciativos. O ar frio causava-lhe uma dorzinha chata na omoplata do ombro direito. Eram os resquícios da fratura, que o imobilizara por longo tempo, quando ainda era nenê com poucos meses de idade.

                    Na classe, durante as aulas, ou em casa, quando recebia as notícias de que o primo era caçoado na escola, nos cinemas, ruas e praça em que se apresentava com o tal casaco, Edileuza se lembrava da figura do Satanás, postada atrás da porta do banheiro da mercearia, à qual o seu velho e rancoroso pai, marceneiro na fábrica de botes, acendia velas.

 

 

 

 

 

Leia também O Cristal de Quartzo

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:37

Mudando a Forma

por Fernando Zocca, em 11.06.11

 

 

                     A sociedade campineira passa por reformas profundas. A partir do momento em que os manejos aberrantes são expostos à higienização, surge também a possibilidade da extirpação das metástases e a consequente esperança do revigoramento de todo o coletivo.


                    O conserto dessas partes estruturais da administração municipal, certamente trará forma nova, mais justa para o todo.


                    Pois é retirando os modelos danificados pelos equívocos, pelos erros, e substituindo-os por outras configurações, que se obtém a melhora na competência do conjunto.


                    A feição da atual administração mostra o tamanho dos descalabros, do egoísmo, do pouco caso com a coisa do todo, do comum, do coletivo. A visão de quem faz esse tipo de delito é a do bem próprio, única e exclusivamente.


                    Que se danem os correligionários, os eleitores, o cidadão comum, as leis, as instituições. Vale mais a satisfação da luxúria, da gula, da ostentação, da soberba própria, da autoafirmação, do exercício da esperteza danosa, do que a obediência aos dispositivos legais.


                    No caso da administração atual campineira, não há como negar a materialidade e a autoria criminosa. Não tem como.


                    Os julgamentos absolutórios tanto na esfera legislativa, com a negação do impeachment, quanto na judiciária, com a improcedência dos pedidos condenatórios, se ocorrerem, demonstrarão o total alheamento das provas materiais e testemunhais, colhidas pela polícia e o ministério público.

 

11/06/2011.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:44

O Cristal de Quartzo

por Fernando Zocca, em 01.06.11

 

 

                            Todos nós temos um osso do antebraço que se chama rádio. Qualquer embate das mãos ou mesmo dos membros superiores podem causar-lhe a fratura.


                            Pois foi o que aconteceu com Van de Oliveira Grogue quando tinha dez anos. Ele estava no campo de areia do clube recreativo que frequentava e, junto com outro moleque, da mesma idade, brincava de bola.


                            As traves, feitas com material usado em telhados da construção civil - caibros -, eram pintadas de marrom e Van de Oliveira, na posição de goleiro, interceptava as bolas chutadas por seu companheiro.


                            Os moleques brincavam alegres até o momento em que um adulto espadaúdo, trajando só um short branco, entrou em campo. Seu porte atlético contrastava com o corpo franzino dos meninos.


                            O sujeito chegou pedindo a bola. E Van de Oliveira, não querendo ser chato, entregou-a. O primeiro tiro do grandalhão passou zunindo sobre a cabeça do moleque, parando depois de acertar o alambrado.


                            O segundo petardo atingiu a mão direita da criança que a viu pretejar imediatamente. Com o choque violento, o rádio, na altura do punho, rompeu-se e, a ponta do osso, próximo do polegar, sobrepôs-se sobre o segmento.


                            O menino sentindo muita dor, segurando com a mão esquerda, o antebraço direito, logo acima da contusão, caiu na areia.


                            A vítima começou a chorar, seu colega, sem saber o que fazer, falava coisas desconexas. O agressor, por sua vez aproximou-se e, com um ar de deboche, disse que não era nada.


                          Mas o homenzarrão ao notar que o menino não parava com o berreiro, correu até a secretaria do clube, onde comunicou o fato ao administrador.


                            O burocrata aproximou-se esbaforido e notando a gravidade da ocorrência, com muito jeito, puxou a mão do moleque, conectando as partes do osso.


                            Logo em seguida o camarada envolveu o local luxado com um lenço que tirara do bolso. Levando o menino até a secretaria do clube, chamou um táxi onde o colocou, mandando-o para casa.


                            Depois desse incidente, cerca de dois anos aproximadamente, um primo do Grogue chamado Edgar Sá, atendendo as solicitações da sua tia, que era professora, iniciou por correspondência, um curso de radiotécnica.


                            As lições, impressas em castelhano, vinham dos Estados Unidos e por elas a mãe do Edgar Sá pagava muita “plata”.


                             Fazia parte dos ensinamentos uma breve história do rádio. Então Edgar Sá pôde saber que tudo começara praticamente com o chamado Rádio de Galena, que era um receptor simples, feito com o mineral galena e depois com cristal de quartzo ou sílica.


                            Para ironizar Van Grogue, Edgar Sá fizera chegar até ele, por intermédio de uma prima, a bela morena jambo de cabelos pretos e longos, naquela manhã vestida de azul e branco, um pequeno pedaço de cristal de quartzo.


                            Tendo-o guardado com carinho numa lata, onde mantinha outros brinquedos pequenos, só muitos anos mais tarde, Grogue pôde entender o significado do presente inusitado, que recebera justamente quando, defronte a porta da sua casa, chegava do grupo escolar.


01/06/2011.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:36


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D