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Os Fósseis de 64

por Fernando Zocca, em 31.03.11

 

 

 

                                                 A revolução de 1964, completa hoje, 31 de março, 47 anos.

                    Justamente neste dia, há mais de quatro décadas, iniciava-se um tempo de terror, perseguições, mortes, torturas, internações psiquiátricas e muita perversidade cometida pelos militares.

                    É bom lembrar que o exército não estava sozinho. Havia um segmento da Igreja que também apoiava, bem como grande parte das mídias.

                    Industriais, comerciantes, jornalistas, e todos os envolvidos, de com a forma de produção capitalista, concorreram para a implantação do golpe.

                    O que o Hugo Chaves faz hoje na Venezuela, o que o Kadaffi fazia até há pouco tempo na Líbia, os militares fizeram no Brasil. Prenderam e arrebentaram muita gente.

                    Os fósseis e a mentalidade opressora, daquela gente que participou ativamente das perseguições, torturas e mortes, ainda podem ser vistos, ouvidos e tocados, nas assembleias legislativas, prefeituras, governos estaduais e câmaras de vereadores de todo o Brasil.

                    A revolução de 64 veio para sufocar, oprimir e destruir todos os que demonstravam simpatia pela forma de produção que não fosse a capitalista.

                    Intelectuais, artistas, escritores e poetas tentaram implantar, pela força, o regime então vigente em Cuba e na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

                    Mas não deu certo. A guerrilha foi esmagada, a oposição humilhada e a barbárie mantida por mais de 20 anos.

                    Passado o tempo da purgação, paulatinamente voltou o país para a democracia. Uma prova incontestável disso é a eleição da atual presidenta do Brasil, Dilma Rousseff que sofreu na carne, os horrores da crueldade.

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publicado às 19:52

Assassinos atacam Blogs

por Fernando Zocca, em 30.03.11

 

 

 

                                              Assassinos ditatoriais da província subdesenvolvida invadiram os blogs http://montornews.blog.terra.com.br http://laranjanews.blog.terra.com.br, http://barbatana.blog.terra.com.br e outros, provocando sérios prejuízos às publicações.


                        Homens obscuros que se mantêm, há décadas, agarrados aos cofres públicos, onde enfiam até as axilas os braços, agem sempre dessa forma, quando encontram oposição ao seu governo sujo.


                        Todos sabem quem são os assassinos corruptos, impotentes em promover o bem e a ordem.


                        Além da impossibilidade de serem atualizados os blogs mencionados apresentaram a seguinte inscrição, nos últimos posts:


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                        Enviamos mensagens ao provedor Terra para que nos ajude a reconstruir os blogs. Deus queira que isso seja possível.  

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publicado às 12:44

Hoje sai o vencedor do BBB 11

por Fernando Zocca, em 29.03.11

 

 

 

                                               O BBB 11 termina hoje e concorrem ao prêmio de R$ 1,5 milhão Maria, Weslley e Daniel.


                    Dentre os três, considero a Maria a concorrente com a menor chance de vencer. Seu nome tem forte apelo popular, mas o seu comportamento na casa contrariou tudo o que se poderia esperar de uma verdadeira Maria.


                    Por ser médico Wesley tem um eleitorado bastante expressivo, ainda mais agora que as denúncias contra erros médicos pipocam por todos os cantos do país.  A união da classe pode carrear enorme quantidade de votos em favor do doutor.


                    Entretanto, sem dúvida nenhuma o Dani Boy, por ser muito engraçado, descolado, capaz de cativar milhões de simpatizantes, por todo Brasil, teria as melhores chances de abocanhar o prêmio.


                    Basta você confrontar as imagens das passeatas gays, ocorridas nos últimos tempos, por todas as capitais brasileiras, para ter a noção do que significa esse poderio da categoria.


                    Além da aceitação incontestável na camada homo, Dani é um administrador de empresas, responsável por uma entidade que abriga 30 idosos carentes.


                    Isto posto e considerando o mais que dos programas consta, julgo que Daniel, também conhecido como Dani Boy, será o vencedor deste BBB 11.


                    A opinião presente está sujeita a recursos nas instâncias superiores.

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publicado às 21:40

Em palpos-de-aranha

por Fernando Zocca, em 28.03.11


 

 

                          Faz parte do rol dos princípios básicos do jornalismo a confirmação dos fatos. Ou seja, se a fonte não for confiável, o comunicador poderá se constranger, devendo depois retratar-se.


                        Quem, em sã consciência, noticiaria que um bandido tentou matar o vizinho à tijoladas, se não tivesse o depoimento de duas ou três testemunhas, ou a foto do marginal, praticando o crime?


                        Bom, mas e daí? Quando essa “barriga” é cometida, qual é a melhor solução?


                        Quando o blogueiro, por exemplo, noticia que o prefeito tal, foi detido pela Polícia Federal, por suspeita de envolvimento nas fraudes de licitações, e na verdade a prisão se realizou pela Polícia Civil, não há muito que emendar.


                        Mas se não foi o prefeito o detido, e sim o presidente da Câmara Municipal, então o noticiador deverá vir a público e consertar o equívoco.


                        O blogueiro noticiador prima pela veracidade dos fatos. É comunicando a verdade que esse verdadeiro agente social independente mantém a credibilidade.


                        Ninguém está isento das induções do cometimento de erros. Entretanto contra os equívocos existem o direito de resposta, o reconhecimento do equívoco, e também a seção de comentários nos blogs.


                        A confirmação do fato, antes de qualquer comentário público, ou veiculação, desonera o comunicador dos embaraços decorrentes das atitudes impulsivas, geradas pela emoção.


                        A comunicação social é também paixão, mas se não houver a justa aplicação da racionalidade, corre-se o risco de, num caso de barriga, ficar, às vezes, sem saber o que fazer, perdido em verdadeiros palpos-de-aranha.

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publicado às 19:34

Pagando o Mico

por Fernando Zocca, em 24.03.11

 

                      Van Grogue quando moço trabalhou na prefeitura de Tupinambicas das Linhas. Ele dizia aos colegas de copo, que era encarregado importante no setor administrativo, mas na verdade era lixeiro.


                    Em 1969, os serviços de coleta de lixo na cidade, eram feitos por trabalhadores contratados diretamente pela prefeitura. Portanto, eles também eram funcionários públicos.


                    Por causa da vida desregrada que levava, bebendo, fumando e alimentando-se mal, Grogue foi acometido pela tuberculose.


                    A irmã dele que era empregada doméstica da professora catedrática doutora Mirthôa, aconselhou-o, diante do emagrecimento, da febre nos finais do dia e da tosse insistente, com a qual expelia catarros cheios de sangue, a procurar o serviço público de saúde.


                    O médico acertou o diagnóstico e Van foi informado que a sua doença era causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch. O doutor ensinou também que antigamente, esse mal era conhecido como peste cinzenta ou tísica pulmonar.


                    Depois de ter chegado em casa, vindo da consulta, Grogue encontrou o roliço irmão Fran que se mostrou desejoso de saber notícias sobre o problema.


                    - Ah, o doutor falou que eu tenho um tal de mico, não sei o que, e isso dá tosse na gente – disse Van.


                    - Então é o mico? – quis saber Fran, o irmão mais fofo.


                    - É. Não sei se é cinzento. Mas é pequeno, tipo bactéria – concluiu Van.


                    - Ah, sei. Pequeno? A gente pode fazer uma simpatia: vamos passar isso pra frente e você sara.


                    No mês seguinte o filho da vizinha, um moleque irrequieto, que não dava sossego pra ninguém, apareceu na cozinha da sua casa, com um mico leão dourado, causando espanto em toda a família.


                    Os pais e demais irmãos, do vizinho agitado, tiveram de comprar telhas, madeiramento e telas para fazer a morada do bichinho.


                    O alvoroço todo provocado foi, por muito tempo, motivo de chacota da doutora Mirthôa e seus irmãos.

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publicado às 15:55

O Peixe Vermelho

por Fernando Zocca, em 23.03.11

 

 

 

                         Depois de caminhar muito pelas ruas da cidade Van Grogue, bastante cansado, entrou no Magestic Bar, situado na Rua Governador Peter King, propriedade de Claudinho Quati.


                        Van Grogue sentou-se a uma das mesas, perto da porta e pedindo, com um gesto ao barman, a cerveja “esperta”, ouviu a conversa do casal que, postado na mesa contígua, trocava ideias mansamente.


                        O homem era bem alto, já passara dos cinquenta anos, tinha os cabelos embranquecidos e no tom da sua voz transparecia certo cansaço.


                          Seu terno impecável, azul pavão, indicava ser a figura, alguém que prezava a meticulosidade, os detalhes de tudo, fenômeno observável também na articulação cuidadosa das palavras.


                        A mulher tinha menos de trinta anos, seus cabelos louros estavam curtos e a minissaia preta, contrastava com a blusa estampada, na qual predominava a cor branca.


                        - O sujeito era deficiente físico, morava na casa existente no fundo da loja de armarinhos, e passava a maior parte do dia na cama, onde lia as matérias do curso colegial que fazia – disse sereno o homenzarrão, ingerindo um gole de vinho branco.


                        - Ele não trabalhava? – quis saber a loura.


                        - Não. Ele usava botas ortopédicas pretas e se não estudasse as matérias do curso que fazia, lia outras coisas. Bom, no imóvel vizinho, havia um boteco pequeno onde uma família japonesa trabalhava. A mulher era viúva e tinha dois filhos adolescentes. Eles também estudavam e um deles o Yukió pretendia ser médico.


                        - Nossa! Que interessante! – exclamou a jovem. Ela servia-se da salada precedente do almoço.


                         - Bom, depois que me mudei de lá, e passados muitos anos, soube que o tal Yukió matou-se com um tiro nos cornos.


                           Na mesa ao lado Grogue quase engasgou com a notícia. Mas uma coisa acendeu-se na sua lembrança e assim, como que num passe de mágica, pôde ver o dia em que, quando criança, brincava num local chamado por ele, seus colegas e irmãos de “mataréu”.


                          O local era propriedade da família da professora catedrática doutora Mirthôa, que também tinha algum direito sobre os imóveis deixados pelo avô do Grogue.


                         Numa tarde, Van de Oliveira, estando sozinho no meio da mata, descobriu um corregozinho que a certa distância do seu nascedouro, depois de despencar de uma pequena altura, formava uma lagoazinha.


                          O menino estava entretido com o achado e, desejando aumentar o volume da água, construiu uma pequena parede de barro que circundava as margens.

 

                          Mas, no exato momento em que o menino voltava-se, depois de pegar um graveto, apareceu-lhe na frente um japonês adulto, bem vestido que, sorridente perguntou ao garoto o que ele fazia ali.


                          O rapaz respondeu que brincava, quando ouviu o homem pedir-lhe que pegasse uma vareta caída atrás dele - do guri.


                           O menino obedeceu, mas quando se voltou, viu que havia na pequena lagoa, um peixe ornamental vermelho.


                           O moleque embasbacado notou um sorriso maroto, no rosto do japonês.


                          - Nossa, um peixe! De onde veio isso? – indagou perplexo o menino.


                           - Veio lá de cima – respondeu o homem apontando a cabeceira do córrego.

Incrédulo o rapaz olhou novamente para o estranho.


                             - Vamos pegá-lo? – propôs o sujeito que tinha vestes de quem trabalhava em algum escritório administrativo.


                               Diante dos esforços em vão, para capturar o peixe com as mãos, o menino anunciou uma ideia:


                             - Se a gente tivesse uma peneira, a gente pegava ele.


                           - Mas nós não temos peneira – respondeu o aparecido com um sorriso sarcástico nos lábios.


                             - Vamos fazer uma então – retrucou o menino, iniciando a coleta do material que pretendia usar.


                                Van Grogue pegou uma forquilha de cabo bem grande e amarrando verticalmente, com os cipós, três pequenas hastes, nos vértices do triângulo, iniciou a tecelagem da geringonça.


                                   O homem agachado, retirando o barro que havia no pé esquerdo do seu sapato de cromo alemão, mostrava interesse pela ação do garoto.


                                 Quando o trabalho já estava quase concluído e o objeto aparentava uma peneira rústica de forma estranha, o menino tentou capturar o peixe usando-a.


                                    Mas não teve sucesso. O bichinho escapava e o pior de tudo aconteceu: numa das tentativas desconjuntou-se o engenho com o peso das águas.

  

                                   Sob o olhar irônico do homenzarrão, o menino bem constrangido, tentava consertar a coisa. Entretanto, num certo momento, tomado por um surto de ódio, levantou-se e atingindo com violência o chão, destruiu o equipamento.


                                   Bastante chateado o moleque desapareceu do mato.


                                    Van Grogue na mesa do boteco, já atordoado ouvia com menor exatidão as palavras ditas pelo casal ao lado.


                                     Esperando por outra garrafa de cerveja Grogue recordou-se que na casa vizinha a que ele morava, logo depois do incidente com o Yukió, mudou-se a empregada da professora catedrática, a doutora Mirthôa.


                                    Grogue lembrou-se de que daquele momento em diante, seus dias não foram mais os mesmos.

 

23/03/11

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publicado às 17:35

O desenvolvimento econômico e a liberdade

por Fernando Zocca, em 21.03.11

 

 

                                             O presidente norte-americano Barack Obama, nesta recente visita ao Brasil, fez entender também, dentre outras coisas, que a liberdade não impede o desenvolvimento econômico.

                            Nos arquétipos de um sistema secular em que o progresso de alguns significava o sofrimento de milhares, esse lembrete presidencial veio reforçar a noção de que a liberdade não só facilita a expansão da economia, como também a promove.

                            A repressão das iniciativas, por outro lado, como ocorre nos países árabes, estimula a estagnação local e também a dependência das ações vindas do exterior. Em qualquer lugar do mundo a miséria é terrível, mas a miséria sem liberdade é bem pior.

                            A liberdade é o caminho por onde se aprende a se virar sozinho, e pelo qual também se desatam as amarras do paternalismo governamental.

                                Perceba que uma das funções dos poderes políticos capitalistas é a de estimular as iniciativas econômicas individuais e não reprimí-las, por temor de que corrompam as instituições tradicionais.

                            Pode até demorar um pouco, mas a mentalidade “o que o estado pode fazer por mim”, arraigada no inconsciente coletivo nacional, será substituída, sem dúvida, pela “o que eu posso fazer pelo estado” que é a ideal.

                            Então note que o estado deve ser parceiro nas iniciativas solidárias, filantrópicas e combater, sem dó nem piedade, os que sujeitam, oprimem, humilham e cerceiam os indefesos, em nome das vantagens e privilégios próprios.

                            Essa vintena de anos em que a sociedade brasileira viveu sob a censura, deixou resquícios que ainda são identificados no comportamento de alguns senhores políticos mais antigos.

                            Uma característica dessa forma de governar era a fala única, o ditado, o falado de cima pra baixo. Não há a possibilidade de contestação, de réplica ou tréplica.

                            Nesse contexto cadafiano qualquer sinal de oposição pode significar o ostracismo, a morte. Isso ocorre devido à incapacidade argumentativa dos ocupantes do poder. Da tentativa de nivelar “por baixo” o conhecimento distribuído numa sociedade, surgiriam as omissões que deteriorariam o ensino público.

                            A história do Brasil e a dos Estados Unidos assemelham-se em certos pontos e diferem em outros tantos. Ao amenizar as barreiras fiscais aos produtos brasileiros exportados para lá, o governo americano feriria os interesses dos produtores locais. Da mesma forma, quando as normas fiscais facilitam a entrada dos produtos importados, há a deterioração da indústria nacional.

                            Portanto, com muito bom senso, equilíbrio e diálogo franco, cada país deve cuidar do seu interesse próprio, em benefício da sua sociedade e instituições.

                            Na atual conjuntura os Estados Unidos desejam vender aviões de caça ao Brasil e este, por sua vez, quer o apoio norte-americano para obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

                            Seriam interesses inconciliáveis?

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publicado às 15:45

Bem-aventurado Ambrósio Sansedoni de Sena

por Fernando Zocca, em 18.03.11

 

 20 de março

 

Ambrósio Sansedoni, nasceu no majestoso palácio da sua nobre família, no ano 1220, na cidade de Sena, Itália. Segundo a tradição, parece que ele nasceu disforme, com algumas imperfeições nas pernas e braços, por este motivo foi confiado a uma ama de leite, que o mantinha fora do palácio, pois a família se envergonhava da sua condição. Mas, esta senhora, muito cristã e piedosa, cuidou dele com carinho e afeição. Todos os dias, ela o levava nos braços, cobrindo inclusive o seu rosto, à igreja, onde rezava com fervor, para que o menino fosse curado.

Certa vez, um peregrino disse à ama de leite: "Mulher, não escondas o rosto desta criança, porque será a luz e a glória desta cidade". Não passou muito tempo Ambrósio foi curado milagrosamente. Tinha pouco mais de três anos, quando retornou ao palácio e ao seio da família. Depois, aos dezessete anos, abandonou tudo para ingressar na Ordem dos Padres Predicadores Dominicanos.

 

O noviciado e os primeiros estudos, ele completou em Sena, depois fez o aperfeiçoamento, em 1245, na diocese de Paris e de lá seguiu para a Alemanha, na diocese de Colônia. Teve como professor, o futuro santo, Alberto Magno e como companheiros Pedro de Tarantasia, que mais tarde foi eleito Papa Inocêncio V e Tomás d'Aquino, que a Igreja homenageia com o título de Doutor.

 

Ambrósio foi chamado para ir lecionar em Paris. A partir de então se tornou conhecido, principalmente, pela eficácia de sua pregação na igreja e na praça, entre os salmos e entre os tumultos. Alguns pintores o representaram com o Espírito Santo em forma de pomba branca, que lhe fala ao ouvido.

 

Seus dons excepcionais de convencimento e conciliação, marcaram a história da Igreja e da humanidade. Foi enviado à Alemanha como mediador da paz entre várias famílias em conflito. Regressou a Sena e alcançou do Papa Gregório X a supressão de um interdito que havia recaído sobre a sua cidade. Depois disto, este mesmo pontífice lhe confiou ainda outras missões de paz pela Itália, Hungria, França e novamente Alemanha

Acusado de impostor e de ambicioso por um poderoso senhor, Ambrósio respondeu-lhe: "Deus se chama Rei da Paz. É por isso que cada um deve desejar a paz com o próximo. Deus não a concede senão aos que a concedem de bom coração aos outros. O que eu faço não é por mim mesmo, mas pela vontade daquele que tem poder sobre mim. Agora, pois, se é por minha causa, se é que vos perturbo, peço-vos perdão ..."

No ano 1270, foi chamado a Roma pelo Papa, para ajudar na restauração dos estudos eclesiásticos. Morreu vítima do seu zelo, no dia 20 de março de 1286, em Sena, durante um sermão. Falou com tamanha veemência contra os usurários, que se romperam várias veias no peito, causando-lhe a morte instantânea. O papa Clemente VIII, em 1597, fez incluir no Calendário da Igreja, o Beato Ambrósio Sansedoni, de Sena, para ser venerado no dia de sua morte.

 

Fonte: site da Diocese de Piracicaba.

 

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publicado às 15:33

Alckmin quer a “sinergia” do Planalto

por Fernando Zocca, em 16.03.11

 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no seu primeiro encontro com a presidenta Dilma Rousseff (PT), nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, pediu o dinheiro a ser aplicado em várias áreas, em especial obras de infraestrutura.

 

Um dos projetos elencados por Alckmin é o rodoanel metropolitano, que ligará o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, ao Porto de Santos. Um trecho de 170 quilômetros. O rodoanel estaria na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apenas um dos trechos que precisa ser construído, a asa norte, tem um custo previsto em R$ 4,1 bilhões.

 

O tempo inteiro, durante a coletiva que concedeu após a reunião, Alckmin fez elogios à presidente.

 

“Nós torcemos muito por ela e por seu trabalho. Ela tem conhecimento das questões de Estado e de gestão. E São Paulo será parceiro desse trabalho”, concluiu o tucano.

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publicado às 20:48

Os Genéricos

por Fernando Zocca, em 14.03.11

 

                                                   Do alto e segurança de toda aquela sua ciência a doutora Ana Menese foi informada pela secretária, que Tendes Trame, o deputado mais corrupto do estado de São Tupinambos, faria-lhe uma consulta.

 

                        - Mas ele já pagou os honorários? – perguntou a psiquiatra, agora casada com o ilustre e também alienista doutor Silly Kone.

 

                        - Não pagou ainda, mas ele sempre deixa um cheque na saída – respondeu a moça loura, fechando atrás de si a porta do gabinete.

 

                        Ana Menese buscou no fundo da gaveta superior esquerda, daquela sua mesa antiga do consultório, o último relatório, enviado pelo laboratório fabricante dos neurolépticos, que ela mais receitava.

 

                        Apesar dos números apontarem para um expressivo aumento dos lucros no semestre, a psiquiatra achava que a sua meta daquele mês, deveria ainda ser expandida. As contas se avolumavam e as comissões recebidas, tanto dos antidepressivos, quanto dos demais psicotrópicos, deveriam também recrudescer.

 

                        Depois de ter guardado os papéis, Ana Menese buscou na agenda a confirmação da data do próximo simpósio sobre antipsicóticos, que a levaria a Paris.

 

                        A viagem e a estadia seriam financiadas também pelo laboratório, fabricante dos medicamentos, que ela mais receitava no tratamento dos seus pacientes.

 

                        Seu devaneio sobre a torre Eiffel foi interrompido pela secretária que lhe informava, via interfone, que o doutor Eugênio Chiptovski estava ao telefone, desejando falar-lhe.

 

                        - Mais essa ainda! E a essa hora? – queixou-se consigo mesma, a preclara Menese. Depois, com mais segurança na voz, ela arrematou: - Diga ao meu nobre colega que tenho uma consulta marcada, nesse exato momento, com o mestre Rogerio Abdelho Nascifhoda, e que esta consulta é inadiável.

 

                        Ao depor o interfone no gancho, Ana Menese buscou o guia turístico mais recente, comprado momentos antes de vir ao consultório, naquela segunda-feira.

 

                        Observando o mapa da cidade Luz e ante o temor de se perder por aquelas ruas, ela acalmou-se dizendo:

 

                        - Com o advento desse aparelhinho supimpa, auxiliar dos motoristas, conhecido como GPS, a gente se orienta fácil, em qualquer lugar.

 

                        - Doutora! O Tendes Trame acaba de chegar – informou a secretária pelo interfone. Logo em seguida o paciente adentrou a sala aboletando-se na cadeira fixada defronte à médica.

 

                        - E ai, como está esse poder? – perguntou a doutora, observando o ar cansado e envelhecido do deputado.

 

                        - Ando muito chateado. O Zé Cílio Demorais, você conhece, não é? Pois esse cara vive publicando matérias sobre licitações fraudulentas e eu me sinto atingido por isso. Você compreende? Tudo o que sai no jornal dele, parece que é pra mim.

 

                        Tomada por muita compaixão a doutora respondeu:

 

                        - Olha, nem tudo o que é dito ou publicado pode se referir a você. Mas acho que no seu caso, creio que estamos diante de um distúrbio conhecido como delírio de referência e precisamos tratar isso. Vou lhe passar uma medicação importante. É de uso contínuo. Você deve tomá-la por toda a vida. E, olha, não serve genérico. Você me entende?

 

                        Buscando então o receituário guardado na gaveta, a médica prescreveu os comprimidos, cujas comissões de vendas, pagas pelo laboratório fabricante, a levariam a mais um passeio inesquecível pela Europa.

 

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  114. S
  115. O
  116. N
  117. D