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A primeira vez

por Fernando Zocca, em 29.04.09

 

              Elza caminhava distraída pelas ruas centrais da cidade, naquela manhã de terça-feira, carregando duas sacolas. Ela acabara de comprar alguns medicamentos na farmácia e, pudera passar numa loja, onde adquiriu um sutiã amarelo.
                Ela tinha os cabelos louros presos atrás e, aqueles óculos de sol davam-lhe sempre mais destaque ao rosto bonito. Quando atravessou a rua, que a separava do seu carro, ela viu de longe, aquela figura que se destacava na multidão.
                Elza reconheceu logo: era Charles o companheiro que a fizera feliz, durante um período da vida em que ela, ainda adolescente muito rebelde e inconformada, estivera bastante confusa.
                Com um aceno, que chamou a atenção do moço, Elza fez com que ele caminhasse para si. Eles se encontraram no meio da rua, envoltos numa intensa e incontida euforia.
                - Nossa, há quanto tempo. – disse ela beijando-lhe o rosto.
                - Verdade! – respondeu ele, convidando-a, com um leve puxão no braço, a irem para a calçada.
                - Você está muito bem. Por onde tem andado? – Elza tirara os óculos escuros para vê-lo melhor.
                - Estou em São Paulo. Tenho um outro contrato que firmei agora mesmo. E você? – perguntou ele.
                - Naquela de sempre. Estou trabalhando muito. Ando super estressada. Mas mantenho o controle. – um clima de nostalgia desceu sobre a jovem. Ela então começou a falar reportando-se aos acontecimentos passados, comuns a ambos. Num dado momento ela disse:
                - Você se lembra quando nos encontramos naquela noite e o pessoal todo, que estava conosco, foi se dispersando? Nós ficamos a sós. Eu estava muito sentida com o que vinha me acontecendo e você foi tão carinhoso. Lembra?
                - É você estava bastante revoltada, triste, meio deprimida até, e quando ficamos juntos, eu... acendi aquele “baseado” e parece que, naquele momento, nos deu um clima, sei lá. Relaxamos; você já tranqüila se aninhou nos meus braços e... foi bom para nós dois. Não é verdade?
                - Eu nunca mais vou esquecer. Foi a minha primeira vez, com amor. Você com seu carinho e palavras amáveis, me recolocou no rumo certo. Eu estava a ponto de cair mesmo na gandaia; chutar o balde, mandar tudo pro inferno. Mas e daí? Está casado agora?
                - Estou sim. E você não vai acreditar: vem chegando o meu terceiro filho.
                - Verdade? – a surpresa expressa por Elza era sincera. – Você sabe, sou tua fã eternamente. Você vive para sempre no meu coração.
                - Você é um amor Elza. Mas me deixa ir rapidinho que se não, levo outra bronca daquelas. E olha que é por escrito. Não dá pra brincar.
                Eles se despediram e a moça, ao entrar no carro, lamentou ter a vida, daquele que foi seu grande ídolo, descambado para alguns acontecimentos muito cruéis e bastante perigosos.
                 
 
Fernando Zocca.

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publicado às 19:37

A pata choca

por Fernando Zocca, em 28.04.09

 

                Naquela sessão ordinária da câmara municipal de Tupinambicas das Linhas não cuidavam, os nobres edis, de outra coisa que não fosse a concessão de nova moção de aplauso aos apaniguados de sempre.
                   Uma fofinha, que tinha os cabelos louros, curtos e, em franja, comandava os trabalhos, daquela noite de quinta-feira, com muito zelo. Ela vestia um traje branco com listras azuis. (ou seria azul com listras brancas?)
                   A mulher sabia que viviam os dias precedentes do jogo decisivo entre Corinthians e Santos, e que muitos santistas fanáticos distribuíam brindes na mesma quantidade de gols que o time precisava para tornar-se o campeão estadual.  
                   Nas cadeiras, onde permanecia o público, ela podia distinguir, da mesa diretora onde estava, os três bonés brancos, as três camisetas vermelhas, e as três calças jeans desbotadas, que vestiam algumas pessoas diversas.
                   Apesar de estar convicta que mantinha o peso ideal, a balofa notava o excesso de banha que lhe adornava os braços, naquela parte de trás, causando-lhe certo desconforto.
                   Quando a leitosa pegava no microfone tentava reprimir ideias furtivas que lhe assomavam a consciência e por caminhos desconhecidos, sua memória revivia o que lhe dissera o médico com quem se tratara por longos e infindáveis anos: “Um tratamento está terminado, pouco importando o diagnóstico do caso, quando há completo desaparecimento do quadro psicopatológico e evidentes sinais de possível reajuste no meio social...”
                   Apesar de tudo ela não conseguia deixar de lembrar do falo e-nor-me que lhe acorria sempre que tocava naqueles microfones.
                   Quem poderia imaginar que alguém, enquanto ela discursava, passaria com o carro verde-mosca-varejeira em alta velocidade, defronte a câmara municipal e gritasse a plenos pulmões: “Era só pena de gavião que avoava”?
                       Pois foi o que aconteceu. Quem pôde olhar o bólido conduzido pelo louco alucinado avistou a publicidade afixada no vidro traseiro do veículo: “Breve em Tupinambicas das Linhas a mais nova sensação da música sertaneja, seu Correia & Couro, para as melhores famílias da cidade.”
                   - Are Biba! Are Biba, - esgoelava o vigia encarregado de manter íntegros os carros parados no estacionamento da instituição. – Como é que pode uma coisa dessas? – perguntava ele.
                   No plenário prosseguiria sua arenga sonífera a nobre vereadora balofa, também conhecida como A pata choca, se não fossem as reivindicações de um chato querelante que insistia em aparteá-la.
                   Em sinal de protesto a mulher pôs o microfone sobre a mesa e, apanhando seus papéis que colocou debaixo do braço esquerdo, saiu em direção à rua, caminhando com passos tranqüilos.
                   - Usam e abusam, mas dindim mesmo que é bom, nada! – murmurava a mulher ao entrar no seu Gol alvinegro.
 
 
 
Fernando Zocca (mais gripado que porco mexicano).

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publicado às 18:36

Escolheu, está escolhido!

por Fernando Zocca, em 25.04.09

 

                 O governador do Estado de São Paulo José Serra (PSDB) escolheu Piracicaba, para construir mais outro presídio. Ele escolheu e está escolhido.
                   Pouco importa se a população não quer. A população é representada pelos políticos que elegeu. Se o prefeito e os vereadores concordam com José Serra, de nada adianta dizer que a construção é indesejada.
                   Cada povo tem o governo e as obras que merece. Se o governo do PSDB, tanto no executivo, quanto no legislativo de Piracicaba, acha que seus eleitores merecem mesmo o tal presídio, fazer o que?
                   Foram quase duzentos mil votos que realçaram o senhor professor doutor Barjas Negri ao executivo da urbe. E teoricamente, é o mesmo número de eleitores que apoiariam sua decisão de aceitar o progresso proposto pelo doutor José Serra.
                   Quem pode afirmar ter o prefeito Barjas Negri, ou o senhor presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, José Aparecido Longatto, força para contestar o governo do Estado de S. Paulo?
                   E não seriam mais vantajosas as benesses eleitorais de um José Serra, provável presidente, dirigidas aos seus correligionários aqui na província, do que a simpatia dos eleitores satisfeitos por uma decisão negativa de construção de presídio?
                   Presídio? Barjas Negri não atenderá a população, aos seus eleitores. Ele satisfará seu provável futuro patrono, das suas prováveis futuras pretensões eleitorais.
                   O povo é responsável por suas decisões.  
                    
                  
                  

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publicado às 03:13

Carolina Dieckmann desfaz boatos em seu bolg

por Fernando Zocca, em 23.04.09

 

                       A atriz da Rede Globo de televisão Carolina Dieckmann publicou hoje, no seu blog, esclarecimentos sobre um suposto piti que teria tido com o pessoal do Vídeo Show.
                   Carolina referia-se a algumas notas que jornais de São Paulo estariam publicando com relação a esse assunto.
                   A atriz afirma que pode haver uma colunista no jornal Agora que inventaria notas sobre ela. E mais: que essas notas seriam copiadas por jornais como a Folha de S. Paulo.
                   Carol que viveu Suzana, no folhetim As Três Irmãs, mostrou-se segura por ter seu blog e, por meio dele poder esclarecer prontamente sobre os boatos que surgem.
                   A atriz terminou a mensagem com uma frase dita pelo Faustão, durante uma participação sua no programa: “Todo boato não tem um fundo de verdade, tem um fundo de maldade”.

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publicado às 23:40

Ministros do Supremo batem boca

por Fernando Zocca, em 23.04.09

 

         Ontem durante uma sessão ordinária de julgamentos do Supremo Tribunal Federal, presidida pelo ministro Gilmar Mendes, houve uma dissensão entre ele e o também ministro Joaquim Barbosa.
          A quizumba teria iniciado em virtude de ter o presidente se negado a ler, a pedido do ministro Joaquim Barbosa, algumas peças processuais, do recurso do governo do Estado do Paraná sobre a constitucionalidade da lei que inclui os funcionários privados dos cartórios na previdência estadual.
         Alegava o ministro Gilmar que a leitura já havia ocorrido numa sessão passada, não sendo presenciada por Joaquim Barbosa que estava de licença.
         Depois de vários minutos em que os dois componentes da mais alta corte do país, trocaram palavras ásperas, houve a intervenção dos demais integrantes do plenário, sendo a sessão encerrada em seguida.
         Cerca de três horas depois de finda a reunião, todos os demais ministros, componentes do Tribunal, emitiram uma nota pela qual expressavam sua solidariedade ao presidente Gilmar Mendes.
         “Os ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a Sessão Plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data”, dizia o texto do comunicado.
        

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publicado às 19:08

As gentilezas com o boné alheio

por Fernando Zocca, em 22.04.09

 

             O orçamento anual do Congresso brasileiro para gasto com as passagens aéreas que serviriam aos deputados federais, mas que na prática eram usadas por parentes, amigos, amantes e simpatizantes chega a R$ 80 milhões.
            Então podemos concluir, segundo as notícias veiculadas amplamente nos grandes jornais brasileiros, que o uso indevido das cotas de passagens aéreas, praticado pelos ilustres representantes da classe política nacional, não deixa de ser uma espécie de atestado de esperteza, de inteligência até, dos tais homens públicos.
            Veja até onde vai a sagacidade do cidadão eleito: ele tinha direito a algumas passagens aéreas durante a vigência do seu mandato. Se ele não as usasse teria, em tese, teoricamente, a obrigação de devolvê-las no final de determinado tempo.
            Mas nada os impedia de requisitarem as passagens e, não as usando, cedessem-nas a quem quisesse. Não há impedimento legal para essa atitude. O que há é falta de consideração, de respeito para com o eleitor sofrido; o que há é falta de sensibilidade pelo pesar do miserável que padece por não ter sua rua, ou cidade os benefícios que lhe garantem a constituição.
            Testemunhamos comunidades inteiras, nas periferias de centenas de cidades brasileiras, que têm esgoto a céu aberto, que não são servidas pelas redes de água potável encanada, que não têm ruas pavimentadas, e que padecem com o atendimento injurioso da saúde pública.
            É público e notório o fato de que um terço dos integrantes do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados emitiu cerca de 35 passagens aéreas para o exterior em nome próprio, mas que na verdade foram usadas por quem não tinha nada a ver com a função legislativa.
            Devemos esclarecer que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados é uma entidade que tem por fim julgar todos os atos dos parlamentares que poderiam ferir o decoro da instituição.
            A farra com as passagens aéreas levou muita gente alheia, às práticas legislativas para Nova York, Londres, Miami, Paris, Milão e Buenos Aires. 
            Constatou-se que sete deputados federais usaram cerca de 54 passagens beneficiando seu pessoal próximo. Fizeram gentileza com o chapéu alheio. Mas não deixa isso de ser uma tremenda falta de vergonha?
 
 (texto revisado)
 
Em breve: UM CORPO INFANTIL NA GELADEIRA. Aguarde.
 
 

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publicado às 20:07

Doando passagens

por Fernando Zocca, em 22.04.09

 

       Quais são as semelhanças e diferenças existentes entre ladrões de herança e os deputados federais que concedem passagens aéreas a que têm direito, para parentes, amigos e amantes?
         Os ladrões de herança avançam sobre a coisa alheia particular móvel. Em outras palavras: ladrões de herança subtraem para si ou para outrem as coisas alheias móveis.
         Já os deputados federais desviam para outrem coisa pública móvel. No primeiro caso, a coisa furtada é particular, no segundo pertence à coletividade, ao público.
         Os ladrões de herança são pessoas físicas particulares. Os corruptores da República, aqueles que provocam o seu solapamento, a erosão das suas bases, são cidadãos eleitos para ocuparem cargos, de onde supostamente promoverão o bem estar geral.
         Tanto os ladrões de herança quanto os deputados federais, que se apropriam indevidamente do que não lhes pertence, deixam suas vítimas mais pobres.
         Tanto os ladrões de herança quanto os deputados federais que deixam suas vítimas mais pobres, enriquecem de forma ilícita, ou seja, enriquecem espoliando suas vítimas.
         Os que corroem as verbas públicas, comendo-as pelas beiradas, e os ladrões de herança, que trazem para si as coisas que não lhes pertence, assemelham-se aos cânceres debilitadores de um organismo.
         Tanto um como outro, ou seja, tanto o câncer que ataca a coisa pública quanto o que enfraquece os demais herdeiros, destroem algo maior, institucional, como a família e o estado.
         Assim como os cânceres, os ladrões de herança e os políticos desonestos são difíceis de serem erradicados. Tanto uns como outros fazem parte da eterna luta entre o bem e o mal.
          Da mesma forma que um corpo biológico nasce, cresce, desenvolve-se e morre as nações também passam por esse processo.
         Tanto as nações quanto os corpos biológicos podem viver mais se conseguirem livrar-se dos cânceres que os acomete.  
        
        

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publicado às 12:55

Pedofilia entre enteado e padrasto

por Fernando Zocca, em 21.04.09

 

           Nesses últimos meses temos presenciado, pela mídia, a revelação de centenas de casos de pedofilia praticados por parentes próximos das vítimas. Nesse sentido, padrastos, pais e até professores envolveram-se nesse tipo de crime macabro.
         A denúncia pronta tem possibilitado a identificação e a repressão desses agentes que corrompem a infância de muitas pessoas. Não são poucos os casos que permanecem no anonimato e não são poucas também as ocorrências nas quais as autorias dos delitos são atribuídas a quem não tem nada a ver com a situação.
         Quando padrastos, tios, avôs e até pais chegam a esse estágio é sinal de que alguma patologia mental instalou-se no grupo familial. Constata-se a incidência maior desse tipo de anormalidade, onde há o uso do álcool, impera o tabagismo e a maconha é consumida impunemente.  
         Somando-se a essas incidências toxicológicas o analfabetismo, as crendices e superstições, obtêm-se o resultado criminoso das violências contra crianças.
         Estamos falando de loucos insensíveis mesmo. Nota-se a predominância do mau humor, a agressividade, a hostilização constante e o desassossego na maior parte do tempo. Não conseguem manter-se na boa paz, em harmonia. Há sempre mobilizações exaltadas e odientas.
         Observa-se nesses núcleos, onde há grande concentração das patogenias psíquicas, a ausência das práticas físicas saudáveis. Os viciados permanecem girando sempre sobre as mesmas ações, fechados para as novidades da TV, jornais ou rádio.
         Não é raro a procura por benzedores, passes, consultas com “espíritos” e cartomantes.  Observa-se também a predisposição para os crimes violentos.
          Assim os crimes de latrocínio e homicídio são perpetrados mais pelos degenerados pedófilos incuráveis, profundamente intoxicados, do que os delitos de furto e estelionato.
 Podemos observar nas grandes cidades brasileiras o consumo de drogas enraizado nas classes mais pobres. Na periferia dos grandes centros crianças e adolescentes são levadas às drogas sem que tenham qualquer perspectiva de um futuro melhor.
Alguém pode imaginar outro estilo de vida para essas pessoas sem que Deus não esteja presente?
       
         Veja vídeo relacionado com a matéria http://videos.sapo.pt/DALRRzBi8Y85AoVc99sW
 

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publicado às 23:54

Fenômeno chama Carlos Augusto de babaca

por Fernando Zocca, em 20.04.09

 

      O atacante do Corinthians Ronaldo Fenômeno, logo depois do término do clássico São Paulo e Corinthians ontem (19), no Morumbi, chamou de babaca o dirigente do São Paulo Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
       A manifestação do atacante corintiano foi uma resposta ao Leco que teria insinuado ser Ronaldo um ex-atleta. Carlos Augusto comentava a entrada dura de Ronaldo em André Dias num jogo anterior, quando teria dito: “Ele não fazia isso quando era jogador”.
       "O São Paulo é um grande clube. Todas as vezes que precisei deles, fui atendido. O Rosan (fisioterapeuta do São Paulo) é um grande amigo. Mas o São Paulo não poderia ser perfeito, tinha que vir um babaca falar merda. Quero ver falar agora", disse Ronaldo em entrevista à Rede Globo.


 

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publicado às 20:28

Agressividade: um dado social

por Fernando Zocca, em 17.04.09

        Se é muito feio praticar agressões morais, com o uso de palavras ou gestos, imagine então partir para a ignorância, chegando às chamadas vias de fato.

         Os psicólogos, psiquiatras e psicanalistas reconhecem a existência da agressividade inata nos seres vivos; afirmam algumas teorias que a repressão dos tais impulsos pode resultar em somatização, ou seja, “danificar” as estruturas que as comportam.

         Não significa, no entanto que as atitudes agressivas devam ser incontidas, podendo fluir contra as pessoas próximas.

         Então quem considera que a angústia provocada pelo ambiente lotado e desarmônico, possa ser canalizada contra os pais, padrastos, avós e vizinhos, está redondamente equivocado. Agressão não pode!

         Quem age assim desconhece as artes plásticas, as atividades ao ar livre, a prática de esportes, ou a simples caminhada descongestionante.

         A pessoa que reage agressivamente aos estados de estresse pode violar além das regras morais, as normas que regulam a conduta das pessoas civilizadas, viventes nos centros urbanos.

         Quem tem a felicidade de ser dotado de bom senso, agindo por isso mesmo, como preceituam a razão e o equilíbrio, vê-se em situação diversa daqueles que estão impossibilitados de atuar conforme as regras da boa vizinhança, carentes, portanto de acompanhamento médico.

         É indispensável a manutenção da paz no meio social. Sem ela não existe o desenvolvimento pleno, e torna-se mais difícil alcançar os objetivos da vida.

         Podemos observar em nossa sociedade que a impunidade gera reforço nas tendências e atitudes agressivas. Em outras palavras, o “não dar em nada”, ou a tolerância, serve de incentivo para que outras agressões sejam cometidas.

         Quem assiste a novela Caminho das Índias pode perceber que as más ações da personagem Zeca, vivida pelo ator Duda Nagle, não são punidas e, a aprovação dos seus maus comportamentos faz com que ele faça sempre mais mal.

         Além de agir de forma contrária à coesão e manutenção dos locais que freqüenta, Zeca tem seu comportamento criminoso, reforçado por atitudes defensivas tecidas por seu pai César e madrasta Ilana. (Antonio Calloni e Ana Beatriz Nogueira).

         Para procedimentos assim são necessários a punição, o tratamento e a reeducação. Se isso não ocorrer as atitudes anti-sociais podem se propagar chegando até ao comprometimento da chamada coesão social. 

 

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publicado às 19:47

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